Texto ligado à entrada do mesmo nome.

Excertos do artigo da Drª Cristina, no ”Marquesa” –

Tipo III- Circuncisão faraónica ou infibulação
É a forma mais extrema de mutilação, e consiste na remoção do clítoris e pequenos lábios, juntamente com a superfície interior dos grandes lábios, que são unidos através de pontos ou espinhos/picos sendo as pernas atadas durante 2 a 6 semanas. É deixada uma pequena abertura para permitir a passagem de urina e sangue menstrual (tem normalmente 2-3 cm de diâmetro, mas pode chegar a ser tão pequena como a cabeça de um fósforo). Se a abertura-infibulação-, for suficientemente grande, a mulher poderá ter relações sexuais depois da depois da gradual dilatação, que podedemorar semanas, meses ou, em alguns casos, tanto tempo como 2 anos. Se a abertura for demasiado pequena, tradicionalmente recorre-se à defibulação antes de se ter relações sexuais, normalmente efectuada pelo marido ou um parente feminino usando uma faca ou pedaço de vidro.

Em quase todos os casos de infibulação, é necessário recorrer a defibulação durante o parto para permitir a saída do feto e, para tal, é essencial a ajuda de uma parteira pois podem ocorrer complicações para a mãe e/ou o feto.

Tradicionalmente, a re-infibulação é feita após a mulher dar à luz. Tal é feito para criar a ilusão de virgindade, já que uma pequena abertura vaginal é culturalmente entendida como capaz de dar maior prazer ao homem. Devido aos cortes e suturas repetidos, as consequências físicas, sexuais e psicológicas da infibulação são maiores e mais duradouros do que os outros tipos de MGF.
Não é permitido às mulheres falarem sobre esse assunto o que faz com que o seu sofrimento seja silencioso.

….ansiedade, terror, humilhação e traição. …o choque e trauma da “operação” podem contribuir para os comportamentos “mais calmos” e “dóceis”,….

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