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A ILHA DOS AMORES – I

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van Gogh

É fácil amar a humanidade, difícil é… – 2

File:Vincent van Gogh - Sorrow.jpg Sorrow, de Vincent van Gogh Abril de 1882

É fácil amar a humanidade, difícil é amar o próximo.

Luciano De Crescenzo

Luciano De Creszenzo escreveu uma deliciosa e divertida “História da Filosofia Grega”.

Há várias versões de “La doeleur”, “Sorrow”, em desenho e litografia.

Van Gogh, sempre passionalmente movido pela compaixão com o próximo, considerou este desenho, o seu melhor desenho de um modelo, enviando-o ao seu irmão, em Abril de 1882.

“Last winter I met a pregnant woman, deserted by the man whose child she was carrying. A pregnant woman who walked the streets in the winter — she had her bread to earn, you’ll know how. I took that woman on as a model and have worked with her all winter. I couldn’t pay her a model’s full daily wages, but I paid her rent all the same, and thus far, thank God, I have been able to save her and her child from hunger and cold by sharing my own bread with her.”


No primeiro estudo, Van Gogh citou o tratado “A Mulher” de  Jules Michelet’s, 1860:

“Comment se fait-il qu’il y ait sur la terre une femme seule?”

[The worst fate for a woman is to live alone. Alone! Just to pronounce the word is sad.] Van Gogh acrescentou a palavra “abandonada”, “délaissée” – ver no desenho.


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Oração ao Pão 5, Guerra Junqueiro e van Gogh

https://i2.wp.com/www.museumsyndicate.com/images/2/13416.jpg

Campos com trigo ceifado van Gogh, 1890

Oração ao Pão, Guerra Junqueiro

…Pelo malho batido, num terreiro.
um dia inteiro!

E um dia inteiro, sem piedade,
coitadinho! rodado pela grade!

Moinho do Poucochinho - Barranco dos Pisões - Monchique

.

..

.

Depois a tulha celular,
a escuridão sem ar!

Depois, depois, oh negra sorte!
entre rochedos triturado até à morte!

O Moinho do Poucochinho

.

Moinho do Poucochinho - Barranco dos Pisões - Monchique

.

.

.

.

Ó pedras dos moinhos, mal sabeis
o que fazeis!

Quantos milhões de crimes, por minuto,
pedras de coração ferrenho e bruto!

E as águas da levada também canta,
e ri a água, e ri o sol, e ri a planta!…

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Starry Night – van Gogh, Al Berto, e Canção

Não sabia que ”Starry, Starry Night” era uma homenagem a Vin

cent, vale a pena ver: Vincent (Starry Starry Night) – Don McLean 04:26

https://i0.wp.com/upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/69/VanGogh-starry_night_edit.jpg

Vincent van Gogh. (1853-1890). The Starry Night. Saint Rémy, June 1889. Oil on canvas, (73.7 x 92.1 cm).

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Poema de Al Berto

ÚLTIMA CARTA DE VAN GOGH A THEO

nunca me preocupei em reproduzir exactamente
aquilo que vejo e observo

a cor serve para me exprimir théo: amarelo
terra azul corvo lilás sol branco pomar vermelho
arles
sulfurosas cores cintilanddo sob o mistério
das estrelas na profunda noite afundadas onde
me alimento de café absinto tabaco visões e
um pedaço de pão théo
que o padeiro teve a bondade de fiar

o mistral sopra mesmo quando não sopra
os pomares estão em flor
o mistral torna-se róseo nas copas das ameixeiras
arles continuou a arder quando tentei matar aquele
que viu a minha paleta tornar-se límpida
mas acabei por desferir um golpe contra mim mesmo
théo
cortei-me uma orelha e o mistral sopra agora
só de um lado do meu corpo os pomares estão em flor
e arles théo continua a arder sob a orelha cortada

por fim théo
em auvers voltei a cara para o sol
apontando o revólver ao peito senti o corpo
como um torrão de lama em fogo regressar ao início
num movimento de incendiado girassol

Al Berto, O Medo

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Carta de van Gogh-Julho 1880-carta 133

You should know that it is the same with evangelists as it is with artists. There is an old academic school, often odious and tyrannical, the `abomination of desolation’, in short, men who dress, as it were, in a suit of steel armour, a cuirass, of prejudice and convention. When they are in charge, it is they who hand out the jobs and try, with much red tape, to keep them for their proteges and to exclude the man with an open mind.

Their God is like the God of Shakespeare’s drunken Falstaff, “the inside of a church.” Indeed, by a strange coincidence, some evangelical (???) gentlemen have the same view of matters spiritual as that drunkard (which might surprise them somewhat were they capable of human emotion). But there is little fear that their blindness will ever turn into insight.

This is a bad state of affairs for anyone who differs from them and protests with heart and soul and all the indignation he can muster. For my part, I hold those academicians who are not like these academicians in high esteem, but the decent ones are thinner on the ground than you might think.

Now, one of the reasons why I have no regular job, and why I have not had a regular job for years, is quite simply that my ideas differ from those of the gentlemen who hand out the jobs to individuals who think as they do.

In the same way I think that everything that is really good and beautiful, the inner, moral, spiritual and sublime beauty in men and their works, comes from God, and everything that is bad and evil in the works of men and in men is not from God, and God does not approve of it.

But I cannot help thinking that the best way of knowing God is to love many things. Love this friend, this person, this thing, whatever you like, and you will be on the right road to understanding Him better, that is what I keep telling myself. But you must love with a sublime, genuine, profound sympathy, with devotion, with intelligence, and you must try all the time to understand Him more, better and yet more. That will lead to God, that will lead to an unshakeable faith.

LER A CARTA completa, Read the whole letter

seguida de uma espécie de tradução numa espécie de tentativa de português, com os desenhos que Vicente juntou à carta.

A maioria das cartas foram escritas em francês! O que também diz muito sobre Van Gogh.

* Fiz uma correção grande neste postal, retirando o que se referia aos excertos de duas carta, que eu citara de duas sites. Fui em busca da referida ”carta de 19 de Junho de 1988”, e não a encontrei.. O mesmo para a ”carta de Theo de Fevereiro de 1989”. Poderá dar-se o caso do sítio das cartas de van Gogh não estar completo, mas até eu ver essas cartas, tudo indica que sejam uma falsa mistela. Deixo aqui o registo dos, em toda a probabilidade, falsos textos.

A carta de Vincent – esta sim: é como está num sítio dedicado às suas cartas, que parece ser de confiança. Já agora… até comparava com o meu livro, mas esse está fora do meu alcance.

A Lua-Cheia sobre o Rio, e Van Gogh

Vincent van Gogh 1853-1890

Hoje tenho a felicidade de ver a Lua-cheia sobre o Tejo!… E as cigarras ao fundo…

E as noites como ele as pintou.

A 29 de Julho de 1890, o grande pintor partiu de mãos vazias, sem a comunicação, a comunhão que procurava, nem conforto. Deixou-nos o olhar que vê a Vida.

https://i0.wp.com/upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/69/VanGogh-starry_night_edit.jpg

The Starry Night, June 1889 Paris, Arles, St.-Rémy, Auvers-sur-Oise

“Can we see the whole of life or only know a hemisphere of it before death? I’ve no idea of the answer myself. But the sight of stars always sets me dreaming…”

“Why, I ask myself, shouldn’t the shining dots of the sky be as accessible as the black dots on the map of France? Just as we take the train to get to Tarascon or Rouen, we take death to reach a star.”

(The Museum of Modern Art, New York. Clique na imagem seguinte

Starry Night Over the Rhone.jpg

Starry Night Over the Rhone
Vincent van Gogh, 1888
Oil on canvas
72.5 × 92 cm
Musée d’Orsay, Paris


“It is not the language of painters but the language of nature which one should listen to…. The feeling for the things themselves, for reality, is more important than the feeling for pictures.”

“We spend our whole lives in unconscious exercise of the art of expressing our thoughts with the help of words.”

“To do good work one must eat well, be well housed, have one’s fling from time to time, smoke one’s pipe, and drink one’s coffee in peace.”

“I am not an adventurer by choice but by fate.”

Vincent Van Gogh

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