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A ILHA DOS AMORES – I

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Sobre o blog

Carta a Ti

Ilha dos Amores, 11 de Agosto de 2008

Carta a Ti

Foi ainda em 2007 a minha última visita – oh maravilhosa Ilha!

Depois de todos estes meses sem computador (…estragou-se o meu por completo…),aqui estou; aqui chego eu à Tua maravilhosa Ilha!
Azafamada e carregada de tralhas e bagagens, ferramentas e coisas – úteis muitas, outras destinadas a serem enterradas…
Tristezas, aprendizagens…e novos projectos por planear. Venho assim, para logo partir de novo, azafamada ainda, soterrada, quase, sob questões que exigem de mim, tudo… toda eu!

Ah não me perguntes se vou voltar, voltar amanhã já, coisa assim, não…
Nem para passar uns dias de Verão aqui debaixo dos teus arvoredos eu venho.
Mas apenas trazer-te qualquer coisa. Depositar aqui -única casa que tenho- algumas caixas…

Dizer-te algo dos meus afazeres, se possível.

Mas o que me dói mais… são as minhas amigas…que ficaram assim à minha espera!… será que ainda posso recomeçar?

Tua,

Terpsichore

PS: É tarde, e desde há meses, creio, que devo dormir não mais do que 4 horas por noite, em média… e chegou a noite de novo. As noites… que tenho passado a trabalhar; vou-me deitar.


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Mensagem de Natal 3

Caros e excelentíssimos leitores e amigos,
em primeiro lugar, quero pedir desculpa pela interrupção. Mas, as últimas mensagens que compus deram-me …muito trabalho, e voltas, relacionadas com o destino e vida d’A Ilha dos Amores, e portanto pensei que o mais atento para com as pessoas era ”guardá-la” das vistas, enquanto nessas andanças.
Acabei de me lembrar que as pessoas que encontram A Ilha dos Amores fechada, poderão pensar que pode ser para elas que está fechada. Mas não é o caso, nem será. Informo desde já a todos que se acaso voltar a acontecer, é por razão de obras
Mais uma vez, desculpas pelo incómodo causado.
A Ilha dos Amores é e permanecerá um Blog aberto a todos os visitantes!
O template que tenho agora é dedicado a este período do Natal.
Tenho para vós, várias Mensagens de Natal, ainda, que se vão seguindo.
Nas mensagem que a partir de agora vêem, reuni uma escolha de música, em conjunto com umas extraordinárias imagens.
Informação mais detalhada sobre estas imagens, como seria de desejar, não consegui encontrar. De onde as retirei, nada mais tinham do que isto, nem acrescentavam algo. Deixei as legendas mais ou menos como as encontrei. Não são minhas.
Convido-vos a que ouçam pelo menos alguma da música… antes de ver as imagens…
(clicar nas imagens – algumas têm um pouco de ampliação)

(Natália costuma usar as mãos enquanto ensaia)


Nas cavernas de Altamira, em Santillana del mar, em Santander, Espanha, foram encontradas pinturas de 20 mil anos de idade, mostrando objetos voadores de formatos lenticulares e até discoidais.

(Nota minha: as visitas a Altamira são há muitos anos impossibilitadas! … talvez …quem sabe…a razão…)

 

 

Pintura medieval. Moisés e os Dez Mandamentos. Note a existência de estranhos objetos no céu.

Tapeçaria do século XV (Vatican Library) representando a vida cotidiana de duas mulheres tendo ao fundo dois castelos.

Tapeçarias do século XIV
Estas tapeçarias do século XIV retratam cenas da vida de Maria. Nota-se que no fundo da imagem existe um objeto suspenso no céu. Esta tapeçaria encontra-se na Basílica Francesa Notre Dame de Beaune, em Burgandy, França.

As obras na casa e o incómodo… causado.

Incómodo? Bem, nesse caso será bom sinal, e de que preza estar connosco…

Pedido de desculpas

Pedem-se desculpas pelo incómodo, pelas buscas de soluções estéticas que me satisfaçam, pelas mudanças de out-fit.

São parte do caminho para as Obras. Vá. Tenham paciência. Não liguem, que isto, para mim, é necessário; ou liguem… e sofram um pouco comigo… sorriam… pensem, ”lá está ela…”

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Sobre a configuração

Esta história não interessa a ninguém… mas dou aqui mais algumas explicações sobre a mudança de template, para quem ache necessário – já que vejo que sou a única que não tem juízo… 🙂

Aqui, vai-se emendando, refazendo, mudando! É a contínua insatisfação e novo esforço que leva ao melhoramento. A criação e expressão artística são inevitáveis, para mim. E estou a mexer com um instrumento altamente defeituoso para esse fim, sem saber criar eu própria a site ou o que preciso.

Começo a precisar de uma página a sério onde tenha muito possibilidades decentes .

A dificuldade está em querer imagens grandes e da melhor qualidade possível, em conjunto com uma letra bem legível, e um todo bonito. Na wordpress não estão a possibilitar isto.

O template anterior, estava contente com o cabeçalho, e o tamanho das imagens era razoável. Até ter publicado ontem um texto longo: ninguém com dois dedos de testa ia ler aquilo: era ilegível. Tive que mudar outra vez! Antes desse, o outro template negro que tive, com letras azuis e a barra no fim do blog, foi de longe o melhor template e o mais bonito que tive. Mas ele corta as imagens. E algumas delas, não sei como reduzi-las. Não acho bem estar sempre a olhar para imagens cortadas, fica horrível. Daí que, até conseguir criar algo melhor, só me sobra esta alternativa, ou aquela que agora tem o A Arte e a Kalokagathia, pela mesma razão: o tamanho das imagens possíveis de guardar.

Ao verem a imagem aqui em cima, compreendem o que quero. Este template, e o outro (ainda) mais feio, são os únicos que permitem tais imagens, no WordPress.

Mas será que nem devo pôr imagens assim grandes, por tornarem o blog demasiado lento? Isso vai começar a notar-se logo? Eu também noto, ou são só as outras pessoas? Posso fazer alguma coisa para aumentar essa capacidade e velocidade?

Seja como for, quando encontrar uma melhor solução, mudo de novo. Termino como comecei: pedidos de desculpa pelo incómodo.

Invasão

A coisa mais difícil deve ser conseguir continuar a escrever da mesma forma. Como se falando connosco próprios ou como escrevendo para nós próprios. Ou como um diário. Francamente, até me admira não ouvir mais reflexões sobre esta relação muita complexa entre o íntimo, e o público.

Ele há tantas coisas…

Mesmo na intimidade de um círculo de potenciais amigos, a coisas já é complexa… mas aceitável…

Agora, para mim, tudo se complicou. Estou grata pelas amigas que fiz. E amigos. Não só grata, mas muito feliz também. Quero dar de mim quanto a essas amizades. Sem dúvida. Conhecemo-nos graças a este meio, mas isso ainda nada é. Agora é preciso cuidar da flor… Há pessoas preciosas, que contactei, e cujo contacto, para mim, está aguardando! Não posso fazer tudo ao mesmo tempo.
Por de certo que saber manter um blog, não é, na maioria das vezes deixando-o ser muito pessoal e íntimo. A intimidade não é uma coisa que possa ser sacada pela Google e guardada algures anónima e incógnita para qualquer um.

Foi isto que me aconteceu e estou um pouco em estado de choque. Desde a publicação da entrada ”relações entre o humor e o terror”, que tudo mudou no meu blog Bloqueado, ”hot-linked”, e mais não sei o quê. A google tem estado a tirar TODAS as imagens do meu blog, uma a uma. Parece que isso é normal. Mas eu sinto-me muito invadida. Gosto do uso decente das imagens, na melhor qualidade possível, e com respeito. Tenho-me dado a grandes trabalhos para tentar aprender e chegar a qualidade de imagem e de leitura – daí esta mudança de templates, à procura de algo que me satisfaça minimamente: é o artista em mim!!

Mas vir o Google aos blogs pessoais tirar imagens para as colocar num gigantesco acervo das mesmas imagen, sem qualquer relação e contexto, não: acho horrível. Tinha aqui um Almada Negreiros, e um outro pintor português que é desconhecido até para a maioria dos portuguese, quanto mais os estrangeiros. Então agora qualquer pessoa pode ir buscar essas imagens lá algures nas ”imagens do Google” para ilustrarem uma coisa que nada tenha a ver, e sem qualquer respeito por arte, ou pelo artista? Como uma grande fábrica de ”imagens”, em que não há qualquer distinção entre a porcaria mais reles, e um quadro de um artista?? Isto não é horrível?

Estou chocada.

Não gosto. Não me parece bem. A que propósito é que o Google, uma organização tão grande, tem o direito de vir retirar dos blogs pessoais todas as coisas dos seus contextos? Isso é algo muito diferente de alguém que navegando o google encontre um link que lhe parece interessante, e visitar esse blog. Ou de alguém que busca determinado tema, e encontra o nosso blog. Isso, é lindo. Mas o que o Google faz destas maneira, é o oposto.

Todas as imagens uma a uma, foram isoladas. A minha lista de visitantes e referências, assim como as palavras de busca que aqui vêm ter, desapareceram, subsituidas por esses google.images. Quando as pessos procuram o contexto daquela imagem, inclusivamente, nem registam a entrada no meu post referente.  Nem o link delas nem a palavra de busca: fica registado. Eu estava a ter mais entre os 300 e 400 visitantes diários. Desapareceu a maioria de um dia para o outro, assim como os registo dos posts que eram mais visitados. A alguém mais aconteceu isto??

”Sintra”, e a lógica do mercado informático

”Sintra”, o título da entrada que por erro foi ”publicada” ontem, é o texto que está na página ”Raízes”. Ver o cabeçalho.

O meu novo template, de que gosto mais do que os anteriores, está cheio de limitações. Que posso eu fazer? Nada: mudar para melhor, quando possível. Entretanto, este está a fazer as seguintes maluqueiras:

  1. Põe as páginas numa ordem sem qualquer lógica.
  2. Embirra com a maternidade: recusa-se a publicar a página ”M”, que agora está como ”Mater.” ou ”Maternidade”. Sim, já tentei fazê-la de novo, mudar o nome,etc. mas temos um template que ”odeia” a maternidade… isso prova a razão dos cientistas e filósofos que defendem que os computadores têem ”consciência”! Hahaha.
  3. Não está a fazer as ligações aos blogs de quem comenta.
  4. Vi que ao fazer uma busca, as palavras das páginas, não aparecem. Ao procurar ”Sintra”, deveria aparecer a página ”Raízes”, mas não. Não sei se isso é típico deste template, ou defeito geral.

Enfim, a coisa das queridas páginas – com que já ando em flirt desde o princípio – os tipos não devem querer deixar vingar, porque os blogs competiriam demais com os sítios.

Se as páginas (no cabeçalho) tivessem um directório decente, eu criava a página ”Filósofos”, ou ”F” e ao clicar nela aparecia a lista de cada um dos filósofos. Mas qual! Não deixam. Já tentei isto no meu ”A Arte e Kalokagathia”, e desisti, poque o template que tal permite, ficava confuso e ilegível. O Kalokagathia está agora sóbrio – até melhor solução – e só se vê uma entrada de cada vez.

Aqui na Ilha dos Amores se eu colocar os nomes descriminados dos filósofos no cabeçalho, à mão de semear…. terei que mudar, quando tiver acesso à possibilidade que descrevi.

Dá trabalho, o caminho das descobertas…

Dicas: janela de busca

Dicas do blog, especialmente para quem está habituado ao ”blogspot”:

Para ver as entradas sobre o chapéu de chuva, insira ”chapéu de chuva” na janela de busca no canto superior direito, por baixo do cabeçalho. Até eu me esqueço que os blogs (da wordpress) têem janela de busca. Quando quiser reencontrar um post… basta lembrar-se de uma palavra-chave. Insira ”maternidade”, ou ”nascimento”, ou ”Gadamer” ou ”Heidegger”…

Na barra do lado esquerdo, em baixo, tem uma lista dos comentários onde pode procurar (as minhas) respostas aos comentários.

Obrigada pelas visitas!

Tenha em conta que o blog não está ainda organizado, o que o irei melhorando enquanto vou descobrindo como o fazer. E pode deparar-se com pouco conteúdo ainda, a respeito de temas que tenciono abordar.

Pedido de desculpa pela demora

Recebi amabilíssmos posts nos comentários, muito interessantes. Aguardo o momento de poder gozar o prazer de lhes/vos dar a atênção que merecem!

Respostas aos amigos

Quero responder e agradecer aos vários amigo/as, visitantes, que muito me honram com o seu apoio, e que deixaram palavras de ternura e apreciação. Muito obrigada.

A maioria admirou-me: sentirem falta dos meus postalzecos (isto é, não contando que vão sendo longos…:))?? Faço falta??

….enterneceram-me: o Valquírio preocupou-se até com o meu silêncio (não eu não estava de férias:)… e ainda bem que gostou da mudança de roupas do blog: foram feitas para facilitar a leitura.

Uma Musa Mana, que graças a Deus tenho, manifestou as suas saudades… e o Prof Claudio Téllez deixou-me babada…. (mas eu gostaria de fazer por deter aquele sedutor aldabrão que cada vez mais tem o mundo na mão) ….

A todos só posso dizer que as vossas reacções e estar em comunicação faz para mim valer esta actividade …que ainda tenho que aprender (se é que vou chegar a aprendê-la antes de parar). Dantes os filósofos dialogavam na rua, e talvez não desprezassem ensinar e dialogar com ignorantes -como eu – interessados na sua sabedoria. Alguns deles pelo menos, não. Então, talvez os blogs possam servir um pouco de ÁGORA!…. (Como tal não se admirem de ter que reunir muita paciência para me aturar…)
Unindo Alentejo, Algarve, Lisboa, Estoril, Póvoa, Brasil (do outro lado da Poça!! :))), e muito mais.

Para quem não tem a sorte invejável de estar assim em diálogo na vida diária, as vossas reacções são o único barómetro que permite saber um pouco de como isto (o que se vai escrevendo) é para um outrem…. o que de outra forma permanece incógnita absoluta.

Talvez uns poucos de nós nos venhamos a conhecer melhor e a descobrir coisas tão profundas e buscas tão dignas, que quando um dia nos venhamos a encontrar de verdade, em vez de uma desilusão, pelo contrário, aconteça como quando um artista pega num lápis: a descoberta de que o que parecia sem beleza ou interesse, (muitas vezes até feio) é ilimitadamente belo.

Os erros, a imperfeição e a rapidez obrigatória

Ah, e volto a repetir, se o francês tem erros, ( no fim do postal anterior) ou seja o que for que tenha erros, ortográficos, de raciocínio, etc., digam-me, se puderem e por favor, em vez de patinarem de alegria nas conclusões e julgamentos (da vossa superioridade). Este blog é afinal para dizer aquilo que muito bem me apetece – dentro dos limites do que é moral, hehe. E dar erros, escrever mal, não é imoral: é uma forma de aprender a não os dar, e até a única forma.

Isto é um apelo genuíno e relaciona-se com um problema geral de snobismo cultural e intelectual. Com a ausência, na nossa mentalidade, da noção de Paideia. Corrija-se, ensine-se e partilhe-se com prazer o saber em vez de dizer mal, ou de ensinar sem reconhecer o ser de quem ensina. Querer aprender é uma característica de todo o ser humano. E não saber, errar, ignorar, não é uma responsabilidade de quem não sabe. É de todos nós, mas sobretudo de quem não ensina e tem o poder de ensinar; sobretudo de quem não sabe ensinar. Não saber ensinar é também não saber.

No fundo, ensinar tem muito a ver com dar, e os problemas cruciais de saber dar e saber ensinar, estão muito próximos. Simone Weil disse e muito bem que saber dar é algo raríssimo.

Vem a propósito mencionar isto, porque uma das coisas que preciso pôr em prática e tornar bem claro, é que ou me desfaço da minha exigência de perfeição, ou não posso manter o blogue. Tenho que ser mais rápida, ou não posso publicar nada. Só isso já demonstra a diferença com o que é ”escrever um livro”.

Reafirmo depois das considerações que fiz, os meus objectivos:

1 – Reflexão em Língua portuguesa.

2 – Comunicação. Não com um grande público, óbviamente, mas com alguns com quem esssa comunicação seja possível.

3 – Diário.

Um Diário: no blog ou no meu livro azul?

I – Um diário

Perguntas – Respostas – Explicações

Neste momento, à parte outras razões da vida pessoal, custa-me escrever aqui, também porque não tenho um computador decente, nem o software minimamente organizado de forma a fazer disso algo mais ”próximo de mim”, mais intuitivo e menos dificultado por razões estéticas.

Ontem encontrei uns livrinhos em branco muito lindos que me dão vontade de lá escrever, a tinta azul permanente, uma espécie de diário, muito pessoal e específico. Vou fazer isso? Ou vou escrever aqui – e até eventualmente deixar o blog só reservado para uma parte do público? Tudo coisas que não sei.

Dir-se-á que posso tentar as duas coisas – mas isso é que não sei – deve demorar um tempo que não tenho. Se escrevo no papel, não o vou copira para aqui.

Alguns criaram uma espécie de indentidade ”bloguista”, personagens que depois se podem encerrar de um dia para o outro, personalidades fictícias. Não é nada disso que quero, por muito valor que tal possa ter. Neste momento não tenho tempo para nada disso. Só o tal diário é estritamente necessário e imprescendível. Um diário mesmo a sério.

Faz-se isso em público? A dúvida continua a ser a mesma.

II – Quais as razões deste diário público?

Porque será melhor para mim escrever aqui um diário, em vez de no meu livrinho privado? Deve haver várias e não vou dizê-las todas.

Uma das razões será o diálogo. Diálogo com certos portugueses.

Trabalhar para que um diálogo seja possível mais tarde, (quando eu me formar), querer aprender de pensadores presentes na internet, quebrar o meu isolamento supremo, comunicar a minha verdadeira Odisseia, partilhar o meu longo caminho de aprendizagem – isso não será trivialidade. Se isso não for possível, pararei. Se for possível, parece-me válido. E não esqueçam: estou exilada, e tenho vivido exilada quase toda a vida, e podem ajudar-me a aprender e exercitar o português, de uma forma que só é possível no diálogo com outros portugueses.

Arriscado é. Porque não sou nenhuma personagem pública. Aqui é que está a complicação e paradoxo. No fundo, desejo manter privada a minha vida privada – e ao mesmo tempo, vou dizer coisas que revelam algo da minha vida privada… Talvez a particularidade da minha vida me obrigue a tal. Talvez seja esta a forma de a resolver parcialmente.

(Ui! Cuidado! Os portugueses não são pessoas que gostem de pessoas que resolvam coisas. Pois não? Ou gostam? Só gostam depois, não é, quando alguém se tornou famoso coisa e tal – aí é tudo graxinha. Mas quem está a passar pelas brasas – deixa-se assar vivo, que ”se não querias assar, deixavas-te estar como estavas, que estavas melhor”.)

A forma como quero usar este blog, é talvez um pouco diferente de como é usado por algumas outras pessoas. Na verdade, não o quero público mas sim como um contacto e troca de ideias com algumas pessoas e pensadores, amigos, professores, como se trocássemos mails entre nós. Dado a falta de tempo, é uma tentativa de este diálogo poder ser mais como um ”jantar” entre alguns amigos. Penso até na possibilidade de às vezes me poder dirigir privadamente a certas pessoas. Nada impede nomeadamente que não haja mails privados pelo meio.

III – A selecção do que escrevo, e a pressa

Escrevo com pressa. Tenho que me cingir e deixar muita coisa. Às vezes, tenho que deixar também coisas por responder. Mas isso não implica que eu não tenha escutado bem os comentários ou respostas de pessoas com quem mais quero dialogar: pelo contrário. Podem crer que todos os comentários escritos com o coração, ressoam no meu e cá se multiplicam.

Sou também assim na realidade: introvertida por natureza, há muita coisa, na maioria das vezes o que tem mais valor, que prefiro guardar no coração, ou falar ‘silenciosamente’, em vez de responder com alguma trivialdade. Prefiro agradecer ”em acto”.

Ainda há dias, creio que foi o Jansenista que afirmou que um blog nos obriga a abordar questões só superficialmente. Escrever trivialidades, nada me interessa.

É preciso um esforço contínuo para voltar a esse ”diário”, de introspecção e reflexão que justamente procuro.

No entanto, o diálogo é a razão deste blog.

IV – O esforço por Portugal e pela Língua

O meu desejo é dar a minha pequena contribuição, razão crucial e principal para manter este esforço ”público”.

Sou pessoa em aprendizagem. Correções e ensino, são bem vindos. Mas sem diálogo com portugeses, todo o Português que nos últimos tempos consegui recuperar, recuará de novo.

Quero manter-me ocupada com as questões portuguesas.

Apesar deste povo e País ter sido para mim como um carrasco. Repetidamente.

V – O que é o meu mundo e o que procuro?

O mundo exige:

– mostra-me quem és. – Mas o fundo do Oceano não se pode mostrar à Superfície. Não é possível virá-lo do avesso, e trazê-lo ao de cima: para conhecer o fundo do Oceano e seus misteriosos tesouros, é preciso mergulhar nele, aprender um outro ritmo, e respirar num outro elemento.

Espinoza diz no princípio da sua Ética que o leitor só quando chegar ao fim do livro, o pode compreender, não antes. Assim estou eu. Seja o meu caderno escrito a caneta de tinta permanente, seja o meu blog, este é o Oceano, o tal das tormentas de que falo no sub-título do blog.

Não me admira nada que os Portugueses tivessem recebido impulsos de fora para realizarem as suas travessias de Mar: o português é dado a viajar só na vertical. É atraído pela ausência de acção e movimento, porque é atraído pela paragem do Tempo. Porque é a Eternidade que lhe interessa. É nisto que o Português é mais Oriental que Ocidental.

A nova missão é esta: a Navegação Vertical, que é a Libertação. Elevarmo-nos implica primeiro mergulhar na profundidade.

VI

Razões estritamente privadas e cruciais fazem com que eu por enquanto não deva nem possa quebrar o anonimato. Essas razões são graves, de profundo sofrimento pessoal, de foro familiar – e quem goze com isso, ou pense desprezar por isso, está a ser idiota.

VII

Se os meus outros blogs estão de momento parados, isso deve-se portanto às razões acima indicadas: a falta de um computador, sotware e conhecimento com o qual seja agradável e mais rápido ”postar” o que eu gostaria – e sobretudo, a total falta de tempo.

VIII 

Porquê que ler 8 posts pequenos ou médios, não custa nada, e ler um grande parece um grande esforço?

Protegido: A mão que guia e o riso

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Importante: Anteriores postais sobre ET’s e OVNIS

Peço a favor a todos os visitantes e amigos que leiam o seguinte, e, se possível, que ponderem o assunto também. Obrigada.

Para minha desagradável surpresa vi que os postais e a página onde eu selecçionara alguns videos sobre investigações e informações (algumas inclusivamente oficiais) sobre OVNIS, foram todos modificados, de tal forma que, ao clicar sobre as ligações que eu deixara, essas ligações não são as mesmas: foram modificadas e vai-se ter a páginas, videos ou artigos completamente diferentes daqueles que eu assinalei e cujos endereços ou ligações deixei.

Repare: não estou a dizer que os videos deixaram de estar disponíveis, como muitas vezes acontece no youtube. O que acontece é os videos serem outros (os quais eu nunca assinalaria para a vossa audição. Videos de que não gosto, ou de que discordo.)

Desta forma, e não sabendo ainda o que devo fazer, nem tendo tempo no momento para estar a corrigir os videos, etc (um trabalho aliás que custou muitas horas e dias, já que a maioria daqueles videos eram de longa duração), não sei ainda bem o que faça, mas ficam todos os leitores informados de que não me posso responsabilizar por tais situações para as quais nem tenho nome.

Fica desde já o aviso – e o assunto para meditação, o qual, talvez em si mesmo, vos faça ponderar mais e melhor sobre o assunto, do que muitos videos.

Quando eu coloquei estes videos no meu blog, eu sabia o risco que estava a tomar. Sei perfeitamente o desprezo e despeito com que tal assunto é tratado, e as consequências do descrédito. Mas, amante que sou da verdade das coisas, não deixei que isso me fizesse desistir. Não fazia era a mínima ideia destes métodos…

Obrigada pela compreensão de quem me lê, sobretudo dos visitantes mais amigos e que mais aprecio (e que, tenho a certeza, na maioria, não se interessam nada pelo assunto em si. Se não fosse tão importante… isto não aconteceria! Isto, e muitas outras coisas).

PS – Acabo de ter compreendido que não é desejável, na blogosfera, que se modifiquem coisas depois de terem sido publicadas, coisa que me é estranha, pertencendo a outra arte onde contínua luta pelo aperfeiçoamento permite e obriga a modificações, mas que compreendo. Tento aprender isto, aos poucos, dentro de certas medidas, e dentro da liberdade que o carácter do meu blog me permite. No entanto, este caso, obviamente, obrigar-me-á a grandes mudanças, não do que eu fiz, escrevi ou coloquei no blog, mas daquilo que outros colocaram no meu blog, sem permissão e sem meu conhecimento. Por muito insignificante que o assunto seja, requer esta informação.

A Lira, a Ilha

Qual, isto dos formatos que se conseguem nos blogs da Google (com os meus limitadíssimos meios, ou seja sem reprogramar eu o template) não me estão a agradar nada. Ainda não se sabe como vai ser resolvido…..

Peço a paciência de quem por cá passe; ou lá.

Nota sobre erros ortográficos (isto há razões para ter sido esquecida a gramática, mas isso não interessa)….acabei de descobrir uma Gramática portuguesa …que óptimo! Falta-me o tempo… mas pronto, a ver se procuro urgentemente o que se escreve com maiúscula e minúscula, por exemplo. Deixei de saber, de todo. No outro dia, até ler algures ”dum” e ”duma”, já me parecia errado.

As 7 Maravilhas da Blogosfera a 7-7-2007

Tinha eu, ainda a agradecer – por ter mais em mente que um simples obrigada – uma homenagem do Réprobo, fresquinha, acabadinha de sair, ler aqui, (o que ele escreve, vale mesmo a pena ler)…. estando eu, portanto, cheia de planos com respeito à Tétis dos pés de prata, por ele mencionada, e a vários outros agradecimentos ainda por concretizar…. qual não é a minha surpresa quando deparo com a nomeação d’A Ilha dos Amores para as 7 maravilhas da blogosfera, por este pensador profundo, aqui.

Até, confesso, me assustei – quando mais tarde depreendi que não era motivo para sustos: suponho eu que sejam os sete blogs que tenham sido votado mais vezes, quem é eleito para as 7 maravilhas. Nem ouvira falar do prémio; acho-o uma coisa engraçada, contrapondo-se à outra competição ridícula das ”7 maravilhas do Mundo” – e essa é que condenei desde o princípio: basta ter visto uma ou duas fotografias do site inicial dos encarregados de andar pelo mundo a organizar esse ”concurso”, ideal para rebaixar outros, aos pés de uma sobrepotência de ausência de escrúpulo e cultura

Pelo contrário, o valor do que se aprende, lá no Afinidades Efectivas, redobra o prazer de receber o voto, o qual agradeço.

Tenho estado frequentemente sem rede e sem computador que funcione, o que me atrasou a minha nomeação das 7 maravilhas, desde que deparei com o voto do meu blog ontem à tarde! Não tendo sido possível antes desta manhã, espero que as seguintes 7 Maravilhas da blogosfera recebam ainda as minha votações, que merecem:

A Educação do meu Umbigo

As Afinidades Efectivas

Dias com árvores

Música Nas Esferas

O Carmo e a Trindade

Portugal Notável

P. Q. P. Bach


 

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