Pesquisar

A ILHA DOS AMORES – I

Etiqueta

Reflexões

Carta a Ti

Ilha dos Amores, 11 de Agosto de 2008

Carta a Ti

Foi ainda em 2007 a minha última visita – oh maravilhosa Ilha!

Depois de todos estes meses sem computador (…estragou-se o meu por completo…),aqui estou; aqui chego eu à Tua maravilhosa Ilha!
Azafamada e carregada de tralhas e bagagens, ferramentas e coisas – úteis muitas, outras destinadas a serem enterradas…
Tristezas, aprendizagens…e novos projectos por planear. Venho assim, para logo partir de novo, azafamada ainda, soterrada, quase, sob questões que exigem de mim, tudo… toda eu!

Ah não me perguntes se vou voltar, voltar amanhã já, coisa assim, não…
Nem para passar uns dias de Verão aqui debaixo dos teus arvoredos eu venho.
Mas apenas trazer-te qualquer coisa. Depositar aqui -única casa que tenho- algumas caixas…

Dizer-te algo dos meus afazeres, se possível.

Mas o que me dói mais… são as minhas amigas…que ficaram assim à minha espera!… será que ainda posso recomeçar?

Tua,

Terpsichore

PS: É tarde, e desde há meses, creio, que devo dormir não mais do que 4 horas por noite, em média… e chegou a noite de novo. As noites… que tenho passado a trabalhar; vou-me deitar.


Quizz: Que obra é esta? – Este é fácil.

First Steps (after Millet)

As obras na casa… são o caminho para as Obras!!

Ai que bom! Ter qualquer coisa assim como uma cazinha, modesta mas catita, feita e resguarda, para me poder concentrar nos estudos…! …

Quizz

Vou continuar com os Quizz de pinturas, que me parece uma forma interessante de nos aproximarmos das grandes Obras. Quem sabe como se chama este quadro? E o ano, e em que Museu está? O que se prentende é que, se lhe apetece participar, tente dizer qualquer coisa sobre o trabalho – o quê, é livre: informação de factos históricos relacionados com o quadro, ou o que vê e o que gosta ou não gosta, porquê, etc. Medite talvez uns diazitos… deixe esta cópia do quadro actuar sobre si… as cores, as figuras… o que o faz sentir?

Portanto estruture assim a sua resposta: quadro tal. Factos históricos: tal, tal, (se for o caso e se possível, dê as referências). Apreciação Pessoal: tal, tal, tal. Isto pode ser também alguma história que tenha relacionada com o quadro, ou algo da sua infância que ele o faça lembrar.
Ao deixar o quadro actuar sobre si, ao procurar senti-lo, está a aproximar-se de uma compreensão da obra que o autor apreciaria muito acima da simples leitura de rótulos e catálogos.

É para responder aqui, por favor. Não faz mal colocar logo as respostas… tente apenas dizer mais sobre o quadro se souber, ter a melhor história entre os concurrentes. No fim, eu posso publicar a sua resposta, por baixo do quadro – se gostar, claro!

Se alguém já respondeu e você pensa que está certo, pode confirmar e acrescentar qualquer coisa que queira relacionado com o quadro. Use a imaginação.

Mais tarde, quando formos mais, posso passar a pedir para responder no A Arte, tendo lá os comentários moderados, para que não se saiba. Mas por enquanto, comecemos assim.

Subir a Encosta, o Céu e Georgia O’keeffe

[ladder+to+the+moon+georgia+O'keeffe.jpg]

Ladder to The Moon(1958)Georgia O’Keeffeno A Room of One’s Own

Amiga, Ouve:

Quando subimos ( o A. ) uma montanha, só consideramos um lado da encosta, aquele que está debaixo dos nossos pés.

É esta a situação da Humanidade! Tem passado a vida neste entretenimento. A de considerar somente o caminho que tem debaixo dos seus pés, e querendo desconsiderar os outros lados, ou considerá-los o mal, ou até mesmo eliminá-los, sem entender que as linhas verticais, e que as escadas de um só lado não se seguram de pé!! Uma colina, um monte, tem no mínimo, quatro lados… e tudo muda se se percepcionar isso enquanto se escala.

Este tema da Escada para o Céu, é um dos meus antigos e predilectos! No entanto, hoje de manhã, mesmo à bocado, estive reflectindo sobre esse assunto. Foi esta acima a reflexão – estava ainda na janela aberta do meu blog, quando fui ter ao teu postal, Isabel… Estive mesmo com essa imagem do Ladder to The Moon da Georgia O’keeffe na mente, ao mesmo tempo que tu, aí, do outro lado do Globo, compunhas Ready for An Hour. 🙂

E é tão rico, o tema. Não terminam aqui as reflexões…

(Há um outro trabalho da ”Escada para o Céu” – como eu lhe chamo – que quero também publicar, mas não encontrei agora.)

Não é incrível? Estamos ligadas pela nosso caminho para o Céu!…

Perder e Achar

Tudo o que se encontra, pode-se entregar acho que na Polícia, a um polícia ou segurança. Em Lisboa, um dos locais de achados e perdidos (não sei se há mais) fica nos Olivais.
Se todos quiserem entregar e só por excepção as pessoas ficarem com as coisas, então sabe-se que perder uma coisa não é equivalente a ficar sem ela, e onde a podemos encontrar.

Acho!… 🙂

Chapéu de Chuva – 2

No último postal, digo que o levar o chapéu de chuva encontrado ”é roubo”. Não sei se está certo dizer assim ou se é afirmação demasiado categórica. O que eu quero dizer é que para mim é roubo? Também não. Gostaria de chegar a algo mais do que o que é ”para mim”. Quero dizer que é melhor mantermos a lucidez de que se temos organizado uma secção de achados e perdidos onde se podem procurar os objectos perdidos, então guardar para nós as coisas de outros, é roubar. Não quero dizer que todos os que fazem isso, estejam a roubar intencionalmente, ou que sejam ladrões. Aquele rapaz não é ladrão. Parece-me até ser um bom rapaz. Para ele, o que está a fazer, obviamente, não é roubar: ele acredita que está a agir bem, e ”como outros fariam na mesma situação” – possivelmente ele não conhece outra coisa.

Ora bem: é por causa deste ”provavelmente ele nem conhece outra coisa”, que não é trivial falar disto, pois não? É trivial a diferença entre um dia-a-dia onde não se pode deixar, por momentos e seja onde for, um objecto, sem que ele logo desapareça, e o dia-a-dia onde deixamos o porta moedas na cabine telefónica e ao voltarmos, notamos que as duas pessoas que entretanto fizeram uso do telefone, deixaram o porta-moedas no mesmo sítio… (já me aconteceu em Portugal, assim como várias situações semelhantes)? Não. É a diferença entre viver com um mínimo de confiança, ou viver rodeado de pessoas em quem não se pode confiar.

Se não se falar disto porque é algo de trivial (ou chamar-lhe-ão moralista?), o resultado é essa sociedade onde massas inteiras de pessoas são como o jovem em questão: se os outros fazem assim, nós também fazemos, e achamos que é normal. Quando isto é normal, as situações relacionadas com este facto, são contínuas.
Esta questão do roubo tem tido um papel bastante grande no meu conhecimento e experiência da cultura que se auto-intitula e pensa a ”Ocidental”, e na vivência de… choques culturais.

Não posso garantir, pois não sei o que o tempo me permite, (e outras obrigações e responsabilidades estão em primeiro lugar) mas quem me continuar a ler, verá como este tema é de importância talvez impensável à primeira vista.

3 Citações de Thoreau, Rousseau, e Borges

If a man does not keep pace with his companions, perhaps it is because he hears a different drummer. Let him step to the music which he hears, however measured or far away.

— Henry David Thoreau

I think we cannot too strongly attack superstition, which is the disturber of society; nor too highly respect genuine religion, which is the support of it.

— Rousseau

The most extraordinary man – if we admit such superlatives – was that mysterious subject of Charles XII, Emanuel Swedenborg’

– Jorge Luis Borges

Site no WordPress.com.

EM CIMA ↑