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A ILHA DOS AMORES – I

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Realidade interior

Liberdade

Porque me tornei rebelde:

A liberdade não é uma concessão do príncipe ou da revolução, é uma conquista do homem revoltado contra a servidão voluntária. Ler em Sobre o tempo que passa

Mas servidão a quem, a quê?

Basta que não tenhamos medo, conforme o projecto de Étienne la Boétie: ”n’ayez pas peur, na servitude volontaire o grande ou pequeno tirano apenas têm o poder que se lhe dá, um poder que vem da volonté de servir das multidões que ficam fascinadas e seduzidas por um só”.

Mas essa fascinação e sedução, é a maior benção: O que tem é que tornar-se Fascinação e Sedução, pelo Eterno…

 

Andrea Mantegna, “Camera degli Sposi”

Aliás, todos os que se tornaram servidores do Eterno, foram radicalmente rebeldes. Rebeldes até contra si próprios. Rebeldes, contra a prisão do príncipe deste Mundo, que é acima de tudo o príncipe da Mentira.

Ele nunca funciona pelo mal visivel. No entanto gastamos nosso tempo reagindo contra esses sintomas. Ele está sempre escondido. Ele nunca assusta, ele seduz. Ele não é pavoroso. Ele aparenta ser maravilhoso. Ele não é feio. Ele aparenta ser belo. Ele não afasta. Ele atrai a si os que estão perto de realizar algo especialmente Bom, criando situações de forma genial e complexa, para que esse Bem não possa acontecer. Ele subrreticiamente cerca e enche de obstáculos o caminho que leva à Liberdade.

É por ele que o caminho para o Monte Abiegno é tão penoso, difícil e raro. É por ele que é preciso tanto Amor para que alguns lá possam chegar…

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Com paixão contagiante – quem é Augusto F. Castilho?

Falando de fúria sagrada; de discurso inspirado; de falar que respira:

SERMÃO DA CARIDADE

Pregado na 5.ª dominga da Quaresma de 1839 na Sé de Lisboa pelo Cónego Arcipreste da mesma Sé, o Doutor de capelo em Cânones Augusto Frederico de Castilho

Deus, para tornar as virtudes caras, e acessíveis até aos mais faltos de discurso, não criou a caridade, senão que a tirou de suas próprias entranhas, e orvalhando-a sobre a terra, lhe deu por bênção que de todas as mais virtudes fosse ela semente e fruto, seiva interior e graciosa florescência; e ela aí nos ficou independente de qualquer reflexão, afecto inato, instinto (porque o não diremos?), instinto moral. Ainda mais, senhores: não só a tornou o mais profundo, mas também o mais extenso de todos os afectos, para que, sobre encher-nos o coração de virtude, ela no-lo pudesse ocupar; sobre constituir-nos felicidade, no-la pudesse tornar permanente. Oh! que maravilhosa não é esta caridade, que em todas as idades, e em todas as circunstâncias da vida e do mundo, sempre acha alimento, sempre lhe renascem objectos, e infinita como o Céu, donde procede, cobre, como ele, toda a Natureza criada, passa dos homens aos animais brutos, destes aos próprios entes insensíveis, adivinha infortúnios, inventa e persuade socorros, até para entes que os não sabem agradecer, que os não requerem, que os não precisam!

Tem a caridade, como as demais paixões, os seus excessos; momentos em que se não sabe conter, nem governar; suspiros, lágrimas, e desalentos; entusiasmos, ímpetos, e arrojos heróicos; mas, como tudo lhe nasce do amor e compaixão, tudo é terno, tudo é mavioso e consolador. Virtude de virtudes, virtude única onde não há excessos. Pela caridade principalmente nos podemos dizer imagens de Deus, e obras-primas da criação. Ler

Da solidão

«É por isso que as ideias que circulam são, a maior parte das vezes, extraordinariamente velhas. O que procura o que é novo fica sempre sozinho.» M. Serres dixit. E eu também.

em    Sob(re) a Pálpebra da Página

Ah pronto, já percebo….

Solstício VII – Noite de S. João na Rússia

Ivankupala.jpg

 

Night on the Eve of Ivan Kupala, Noite da celebração de S. João- Henryk Hector Siemiradzki.

Ivan Kupala é o nome de S. João na Rússia

 

 

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