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A ILHA DOS AMORES – I

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Portugal

O mais inovador projecto de energia solar

Distinção. Projecto de energia solar considerado como o mais inovador

José Pós-de-Mina eleito como uma das figuras do ano pela One World

No dia de Natal, a Central Fotovoltaica de Amareleja começou a funcionar em pleno, produzindo energia solar suficiente para abastecer 30 mil habitações do Alentejo. José Maria Pós-de-Mina, presidente da Câmara de Moura, é um dos principais responsáveis pelo maior plano de energias renováveis do mundo e a sua fama já atravessou fronteiras. …passou a figurar na lista das 10 personalidades de 2008 eleita pela organização internacional One World, que o classificou como o “autarca do futuro” da Europa.

A distinção foi anunciada em finais de Novembro… O que começou por ser uma iniciativa para minimizar as dificuldades económicas e sociais do município acabou por transformar-se num projecto que fez do autarca um pioneiro no capítulo das energias alternativas: “O nosso objectivo passou sobretudo por reduzir uma das maiores taxas de desemprego do País e que se situa nos 15%.”

Aproveitar um recurso que existe em abundância no concelho pareceu-lhe, portanto, “o caminho mais óbvio”. E por isso não hesitou quando há oito anos uma empresa* propôs a instalação de uma central solar na freguesia mais quente da Europa – a Amareleja. O projecto permitiu a criação de 120 postos de trabalho em Moura e foi apenas o princípio para pôr em prática outras ambições do autarca.

Em projecto estão também iniciativas como a rede Sunflower – que envolve autarquias de oito países europeus para criar comunidades livres de carbono – e a Rede Ecos, que aguarda financiamento da União Europeia para usar energias alternativas na construção civil: “Esperemos que esta distinção contribua para acelerar a realização destes sonhos”, remata o autarca.

* Gostava de saber que empresa foi, e a que preço.

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BRAVO! ENTRE A ESPERANÇA E AS TORMENTAS

Eles definem bem neste vídeo, um dos destinos do blogue A Ilha dos Amores…

Gostei de ver a apresentação do MOVIMENTO ESPERANÇA PORTUGAL. Veja-a também AQUI, com MAIS VÍDEOS, quase todos bons e dadores de esperança.

Conheci agora e fiquei entusiasmada, mas ficam várias perguntas prementes e algumas reservas, desde já.

Movimento Esperança Portugal – Melhor é Possível – o blogue

Oração ao Pão 1.

1. O País está à beira da perda da independência, portanto o mais urgente a fazer é:

Autoridade inspeccionou 116 agentes económicos
ASAE encerra 22 padarias por “deficientes condições de higiene” 
27.05.2008 – 19h54 Lusa Daniel Rocha (arquivo)

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) suspendeu a laboração de 22 padarias devido a “deficientes condições de higiene”, incluindo “sujidade acumulada ao nível dos equipamentos, presença de parasitas e falta de sistemas de controlo de pragas”. Foi igualmente encerrado um armazém de produtos alimentares, também por falta de condições de higiene.

Estas acções de fiscalização, que envolveram 46 brigadas da ASAE, foram levadas a cabo ontem em todo o país, no âmbito da Operação Consumidor Seguro Primavera 2008, tendo sido direccionada a entrepostos e armazéns de produtos alimentares e padarias. No total, foram inspeccionados 116 agentes económicos.

No decurso da acção, foram instaurados 59 processos de contra-ordenação e um processo-crime, por suspeita de produto avariado. Durante a operação, foram apreendidos géneros alimentícios no valor de 5087 euros. A taxa de incumprimento desta operação foi de 52 por cento, revela a ASAE em comunicado.

A ASAE refere que, desde Janeiro de 2006 até ao final de Abril 2008, já foram realizadas acções de fiscalização em 769 padarias, indústrias de panificação e estabelecimentos de restauração com fabrico próprio de padaria/pastelaria. Destas acções resultaram seis processos-crime e 448 processos de contra-ordenação. Foi suspensa a laboração em 99 padarias por falta de condições de higiene e apreendidos géneros alimentícios no valor de 15.420 euros. No cômputo geral, a taxa de incumprimento foi de cerca de 60 por cento.

Daqui

E depois eu o que acho graça nesta gente zarolha, é que discute discute contra e a favor, mas ninguém se lembra de afirmar que quando uma coisa está suja – NÃO SE DEITA FORA.

Quando a sua casa está suja, é o que faz: fechar as portas?

E os seus filhos? O que é que faz para lhes ensinar hábitos de higiene que eles precisam de aprender? Manda-os bugiar, põem-os na rua? Fecha-lhes a porta da casa de banho?

Ainda tem alguma ilusão de que isto seja uma instituição para o bem e desenvolvimento do nosso país? Se fosse não fechava aquilo que é o que mais precisamos, pequenos comerciantes, as nossas tradições que tenham futuro, que sejam sãs! Eles dizem que defendem a saúde, mas se isso fosse verdade, tinham um programa para mandar essa gente limpar o que está sujo, e mais nada. Pequenos programas de instruções e ajuda a terem condições higiénicas. Fazer grupos de vizinhança para irem ajudar o comerciante a pintar e higienizar a loja – e pronto.

Caramba.

É uma questão de nos organizarmos, e não de esperarmos que nos caia de Belém.

GRAÇA EM PORTUGAL. ARREDA DESGRAÇA

LIBERTEMOS PORTUGAL

PORTUGAL DE LUZ, PAÍZ DO MENINO JESUS

coisas loucas,

coisas pequeninas.

Portugueses Deportados do Canadá – video a não perder

Às vezes há verdade interessantes que se expõem:


Um dilema.

Para simpatizantes e críticos:  Corta-Fitas, Blasfémias

Mas este dilema vai tão mais além.

É que… isto não é fenómeno nenhum tipicamente local, canadiano, ou qualquer coisa do género.

Oh Dr. eu acordo ortográfico

com Fúria e Raiva – o Acordo Ortográfico

COM FÚRIA E RAIVA

Com fúria e raiva acuso o demagogo
E o seu capitalismo das palavras

Pois é preciso saber que a palavra é sagrada
Que de longe muito longe um povo a trouxe
E nela pôs sua alma confiada

De longe muito longe desde o início
O homem soube de si pela palavra
E nomeou a pedra a flor a água
E tudo emergiu porque ele disse

Com fúria e raiva acuso o demagogo
Que se promove à sombra da palavra
E da palavra faz poder e jogo
E transforma as palavras em moeda
Como se fez com o trigo e com a terra

Junho de 1974

Sophia


«Quanto mais penso, mais fico revoltado. Toda a situação pode ser resumida como um conluio entre acadêmicos espertos e parlamentares obtusos para, à custa do esforço de algo como 300 milhões de usuários da língua portuguesa, que terão de perder tempo “reciclando-se”, beneficiar meia dúzia de editores que já têm prontos dicionários, gramáticas, cursos de atualização e material didático de acordo com a “nova ortografia”.»
Hélio Schwartsman, “Ex-leviatã”, 29/5/2008

«Nunca foram meia dúzia de consoantes mudas — como nas formas lusitanas “adopção” e “óptimo” — que constituíram barreira à intercomunicabilidade entre leitores e escritores dos dois lados do Atlântico. […] Se há empecilhos à boa compreensão entre falantes do Brasil, de Portugal e de países africanos e asiáticos (não nos esqueçamos de Timor Leste), eles estão na escolha do léxico e no uso de expressões locais, felizmente ao abrigo da sanha legiferante de dicionaristas e parlamentares.»
«Ao contrário, [a reforma] irá apenas criar o incômodo de exigir de alguns milhões de usuários que percam algum tempo para aprender as novas regras cuja arbitrariedade só não é superada pela inutilidade. Se há algo a ser eliminado, não são acentos e hifens, mas a estultícia de burocratas.»
Hélio Schwartsman, “Reforma estúpida”, 23/8/2007

Assine a petição em http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa.
Enquanto há Língua, há esperança.

http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa

O Melhor a Ler sobre o acordo Ortográfico

http://blogdoflecha.files.wordpress.com/2008/04/tesouro.jpg

«A nossa magna lingua portugueza
De nobres sons é um thesouro.»     Fernando Pessoa

PORTAL DA LÍNGUA PORTUGUESA

EM DEFESA DA LÍGUA PORTUGUESA

«A língua e a linguagem são pilares do desenvolvimento no seu sentido mais amplo, não devem ser meros instrumentos do comércio e diplomacia. O acordo ortográfico de língua portuguesa de 1990 apresenta uma dubiedade sem critério, dificulta a aprendizagem da língua e empobrece o património linguístico da comunidade de países de língua portuguesa.»
Revista Autor, Junho 2008, Editorial, 1/6/2008
http://emdefesadalinguaportuguesa.blogspot.com/
http://snipurl.com/3i1y8

E o ”West”, continua

 a crescer. O deles, claro.

«Metade dos restaurantes e cafés em risco de fechar».

Ai se tivessem escutado Cassandra há 15 anos atrás – meus caros senhores, já ela sabia isto até aos mínimos detalhes, já ela avisava… Mas vocês sabem como é com Cassandra.

E agora é a mesma coisa… não sei se estão a ver.…  …:)

A ASAE-DGS como desculpa para coisas boas

Eu no outro dia, levei com um abraço estrafegante (parece que era…) do Lança-Chamas. 🙂 E eu quero, eu quero eu tenho que abraçar aquele homem – perdão, ”Lança-Chamas” – um dia!

Ler: É aquilo sem tirar nem pôr. 

Caramba, outra crise para mim. Se soubessem como eu queria ter tempo para escrever mais posts…tanto que há para dizer e contar. Mas leiam o Lança-Chamas.

Finalmente, graças à ASAE, vamos fazer o nosso povo acordar? Até já vejo um leitor a comentar ”qualquer dia estamos a comer como os nórdicos”. Ah, fogo, demorou 30 anos a mais, mas vão começar a entender ??

Qualquer dia escrevemos como os nórdicos, lemos como os nórdicos, aprendemos como… Não. Não é bem isso. E a diferença até é importante: qualquer dia comemos o que os nórdicos querem, que é aquilo que eles vendem e lhes tráz lucro, lemos os que os nórdico querem, que é aquilo que eles vendem e lhes tráz lucro, falamos como os nórdicos querem, e que é só a tradução da menos de metade de conceitos e vivência daquela que somos capazes (de exprimir) – resumindo, FAZEMOS TUDO e só, o que os nórdicos querem. Eles lá para eles, têm a sua agenda secreta, hehehe, ou pensam que eles são parvos? …

Eu um dia até me avancei num comentário que dizia isto mesmo, a propósito das bolas de berlim da praia, no Insurgente – hahaha. Mas lá, devem ter achado que era uma teoria de conspiração…

Mas… qualquer dia? Quem diz que é qualquer dia?

A ilha dos Amores foi criada pela deusa da criatividade

Foi ela que fez aquilo e depois veio falar aos portugueses. Falar de quê?
Falar de Futuro! …”

Agostinho da Silva, A última conversa.

O João Marchante do Eternas Saudades do Futuro, revelou (a completa doce loucura) de ser A Ilha dos Amores (que hehehe, mais ”em obras” oferece do que obras, juntamente com o – esse sim, merecedor – A Room of One’s Own), um espaço onde busca leitura diária?!

 

Erudita, não sou, caro João: sim a Zazie, e o seu Cocanha…, a Isabel, .eu sou apenas perdida no meio da confusão em busca do caminho para casa. 🙂

Mas, grata por tanta amizade, lá vai, um dos pontos de união:

…Camões, inclusivamente, ensinou, na ilha dos Amores, que a pessoa só está presa no tempo e no espaço quando não é criador, e nós sabemos isso através da nossa própria experiência: quando estamos muito entusiasmados com uma coisa, dizemos muitas vezes: olha como o tempo passou!? Já nem sabia que estava aqui com vocês. Pronto! E porquê? Porque a ilha dos Amores foi criada pela deusa da criatividade. Foi ela que fez aquilo e depois veio falar aos portugueses. Falar de quê?
Falar de Futuro! …

Agostinho da Silva, A última conversa.

 

Mas ”a deusa da criatividade” não cria as coisas sozinha. A Divina Bondade está à espera que criemos a Ilha dos Amores. Pois para tal nos criou. Para essa suprema felicidade. E a essa capacidade e Graça necessárias, que nos vem inspirar quando começarmos, totalmente, Agostinho chamou ”a deusa da criatividade”.

Quanto cansa a espera!!! Quanta dor por esse grande mundo fora, cria esta espera! Já cansa esta espera! É a Hora de começar a unir alguns homens de boa-vontade… e de escutarem o que a deusa (da criatividade), sabe do Futuro, e começá-lo, no Presente.

A cada um a sua pequenina parte, e é suficiente…

Não achas?

Obrigada pela tua confiança, João.

 

citação de Agostinho, daqui.

 

PS – Estou perfeitamente consciente da série de associações um bocado problemáticas que este postal provoca. Mas justamente: é por causa de todos esses ”julgamentos de quem tem uma trave no olho” que estamos assim, sem poder ter feito nada, sem ter feito nada.

 

 

 

 

 

 

4º: O Acordo Ortográfico e A Petição

(Nota posterior: corrigi o enlace para a petição, que não funcionava. Está a seguir a esta especificação do acordo ortográfico).

Já agora, uma republicação daquilo em que consiste o acordo ortográfico, publicado anteriormente em Julho passado:

A partir de janeiro de 2008, Brasil, Portugal e os países da Comunidadedos Países de Língua Portuguesa – Angola, Brasil, Cabo Verde,Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste terão a ortografia unificada.

O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês e o espanhol. A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros.Com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja modificado. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada. Mas apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.

Resumo da ópera – o que muda na ortografia em 2008:

  • As paroxítonas terminadas em “o” duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de “abençôo”, “enjôo” ou “vôo”, os brasileiros terão que escrever “abençoo”, “enjoo” e “voo”.
  • Mudam-se as normas para o uso do hífen.
  • Não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”,”ler”, “ver” e seus decorrentes, ficando correta a grafia “creem”, “deem”, “leem” e “veem”.
  • Criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como “louvámos” em oposição a “louvamos” e “amámos” em oposição a “amamos”.
  • O trema desaparece completamente. Estará correto escrever “linguiça”, “sequência”, “frequência” e “quinquênio” ao invés de lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio.
  • O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de “k”, “w” e “y”.
  • O acento deixará de ser usado para diferenciar “pára” (verbo) de “para” (preposição).
  • Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia”.
    O certo será assembleia, ideia, heroica e jiboia.
  • Em Portugal, desaparecem da língua escrita o “c” e o “p” nas palavras onde ele não é pronunciado, como em “acção”, “acto”, “adopção” e “baptismo”. O certo será ação, ato, adoção e batismo.
  • Também em Portugal elimina-se o “h” inicial de algumas palavras, como em “húmido”, que passará a ser grafado como no Brasil: “úmido”.
    Portugal mantém o acento agudo no e e no o tônicos que antecedem m ou n, enquanto o Brasil continua a usar circunflexo nessas palavras: académico/acadêmico, génio/gênio, fenómeno/fenômeno, bónus/bônus.

FIM do artigo

 

 

Aqui está o enlace para assinar a petição, por Nuno Raimundo.

Segue-se a reprodução integral do texto da  petição, por Nuno Raimundo:
(uma razão de eu publicar a sua reprodução, é que pelo menos no browser Firefox, a petição lê-se muito mal.)

 

To: Ex.mos Senhores Primeiro-Ministro de Portugal, Ministra da Cultura, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Ministra da Educação
Tomámos conhecimento da vontade do governo português de tomar uma decisão acerca do acordo ortográfico da língua portuguesa, assinado em 1990 pelos países de língua oficial portuguesa. Tendo consultado o texto do documento (http://www.necco.ca/faq_acordo_ortografico.htm), não podemos deixar de manifestar o nosso desacordo e a nossa mais profunda indignação acerca das modificações previstas para a ortografia portuguesa que, além de contraditórias, só irão causar mais confusão para quem aprende e, mais importante, fala o português.

O próprio acordo entra em contradição variadas vezes. Está previsto que se retirem os “c’s” e os “p’s” mudos, desprezando a etimologia das palavras, mas também está previsto que se mantenham os “h’s” mudos (“homem”, “harmonia”), devido à etimologia das palavras. Onde está a coerência nisto?

Para além deste facto, a eliminação dos “c’s” e dos “p’s” mudos irá causar imensa confusão para quem aprende e fala a língua portuguesa em Portugal, visto que vai contra as regras da pronúncia do português nesse país. Isto porque, apesar de não se lerem explicitamente, os “c’s” e os “p’s” são essenciais para indicar a abertura da vogal que lhes precede. Eis alguns exemplos práticos que o demonstram claramente:

• Na palavra “cação”, o primeiro “a” é fechado; lê-se, portanto, “câ-ção”. Na palavra “facção”, o primeiro “a” é aberto pela letra “c” que lhe sucede; lê-se, portanto, “fá-ção”.
Ora, o acordo estabelece que se escreva “facção” como se escreve “cação”: “fação”. Mas nesse caso, qual a pronúncia correcta desta palavra? Segundo as regras da pronúncia do português de Portugal, deveria ler-se “fâ-ção”, visto que não há nenhum “c” que abra a vogal “a”!

• Na palavra “adoçar”, a letra “o” tem o valor de “u”; lê-se, portanto, “a-du-çar”. Na palavra “adopção”, a letra “o” é aberta pela letra “p” que lhe sucede; lê-se, portanto, “a-dó-ção”.
Ora, o acordo estabelece que se escreva “adopção” como se escreve “adoçar”: “adoção”. Mas nesse caso, qual a pronúncia correcta desta palavra? Segundo as regras da pronúncia do português de Portugal, deveria ler-se “a-du-ção”, visto que não há nenhum “p” que abra a vogal “o”!

• Na palavra “tropeção”, a letra “e” é muda; lê-se, portanto, “tru-p’-ção”. Na palavra “inspecção”, a letra “e” é aberta pela letra “c” que lhe sucede; lê-se portanto, “ins-pé-ção”.
Ora, o acordo estabelece que se escreva “inspecção” como se escreve “tropeção”: “inspeção”. Mas nesse caso, qual a pronúncia correcta desta palavra? Segundo as regras da pronúncia do português de Portugal, deveria ler-se “ins-p’-ção”, visto que não há nenhum “c” que abra a vogal “e”!

Evidentemente que poderíamos continuar com um vasto rol de exemplos, mas estes parecem-nos bastante elucidativos das graves consequências que estas modificações irão trazer. É claro que, no Brasil, a eliminação dos “c’s” e dos “p’s” não trouxe nenhuma consequência, porque os brasileiros abrem naturalmente todas as vogais! Os brasileiros lêem, naturalmente, “cação” como “cá-ção” e “adoçar” como “á-dó-çar”. Mas para os portugueses e também para os africanos dos PALOP e timorenses, que temos tendência para fechar as vogais, necessitamos da presença dos “c’s” e dos “p’s” para que possamos saber como se devem pronunciar essas palavras. (Evidentemente que a eliminação dos “c’s” e dos “p’s” em palavras em que eles não exercem a sua função não causará problemas nestes países – são exemplos as palavras “árctico”, “didáctico” e “óptimo”, em que o uso de acento agudo inutiliza o “c” e o “p”.)

Estranha e injustamente, o acordo só prevê que este sacrifício da pronúncia em primazia da ortografia se dê em Portugal, Timor e nos PALOP. Porque é que não está previsto no acordo que os brasileiros substituam o acento circunflexo das palavras “antônimo”, “tênis”, por acento agudo (“antónimo”, “ténis”)? Porque não é assim que os brasileiros pronunciam. E assim continuamos com duas ortografias diferentes no que concerne a estas palavras. Mas não era precisamente com a dupla ortografia que o acordo vinha acabar? Então e porque é que o acordo cede quando está em jogo a pronúncia brasileira e não cede quando está em jogo a pronúncia portuguesa, africana e timorense? Mais uma vez, onde está a coerência nisto?

A implementação do acordo irá causar ainda outros estranhos fenómenos, tais como a eliminação de certos “c’s” e “p’s” em Portugal, mas que se manterão no Brasil, por serem lá pronunciados. Isto acontece em palavras como “recepção” e “infecção”: escrevem-se assim no Brasil, pois os brasileiros lêem o “p” e o “c”, mas em Portugal passariam a ser escritas “receção” e “infeção” (mais uma vez, contradizendo as regras da pronúncia).

No telejornal do passado dia 27 de Novembro, foi entrevistado um perito brasileiro que se questionava: “Como se escrevem os documentos das Nações Unidas? Em português do Brasil, em que se escreve “teto” sem “c” e “ótimo” sem “p”? Ou em português de Portugal, em que se escreve o “p” e o “c”, mas não se lêem?” As duplas ortografias não existem apenas na língua portuguesa. A língua inglesa tem diferenças de ortografia (naturalmente menos que a língua portuguesa), mas nunca se viu isso como um empecilho, como um defeito do idioma a corrigir a todo o custo. Além do mais, existem profundas diferenças a nível gramatical entre o português de Portugal e o português do Brasil que também se reflectirão na escrita (exemplo: em Portugal escreve-se “Porquê?”; no Brasil escreve-se “Por quê?”). Não só o acordo prevê que continue a existir inúmeras diferenças na ortografia, como irá continuar a haver diferenças na gramática dos dois países, que farão com que continue a ser possível distinguir um texto em português de Portugal e um texto em português do Brasil. Então porquê implementar este acordo se ele não cumpre o seu suposto objectivo, o de unificar as ortografias de todos os países de língua oficial portuguesa?

Através dos vários exemplos apresentados, parece-nos ser bem notório e visível que, ao contrário de facilitar, o acordo só vem dificultar ainda mais o ensino, a divulgação e a própria comunicação em português, além de apresentar absurdas incoerências. Uma língua não se reduz apenas à sua ortografia: há uma série de implicações directa e indirectamente inerentes a esta e que têm uma importância basilar. Se realmente se pretende alterar a ortografia, tem necessariamente de se alterar toda uma série de fundações da língua, isto para não falar na tradição etimológica e nas características próprias e intrínsecas de cada dialecto. A pronúncia é uma das, senão a base mais forte e fundamental de um idioma, e este acordo despreza-a e relega-a para um plano de fundo, pondo em causa toda a estrutura da língua e aumentando o risco do seu desmoronamento.

Pelo exposto, pode concluir-se que, não sendo por razões intrínsecas à própria língua que se promove este acordo, ele parece ter um objectivo simplesmente comercial e diplomático. Será razoável reduzir a língua portuguesa, com a sua riqueza e diversidade próprias, a uma mera moeda de troca?

Solicitamos, pois, que seja suspensa a implementação do referido acordo.

Nuno Raimundo

Aqui está o enlace para assinar a petição, por Nuno Raimundo.

 

3ªs alinhavares sobre o acordo ortográfico

Lendo o artigo do Dr. Pedro Lomba, jurista, eu fico entre outras coisas, a saber que afinal no Brasil já se escreve úmido, embora ainda não omem.

Isto está cada vez mais apetitoso.

E eu peço ao Dr. Pedro Lomba que leia com atenção o texto da petição escrito pelo Nuno Raimundo, (ver meus posts anteriores) e que reflicta… pois não é por sermos cães e nos vendermos, que a Europa, ou os estrangeiros, vão passar a querer estudar o nosso português. Irra, que somos lentos na aprendizagem. Ainda não chegou a mesma asneira com a economia, com as finanças, com a agricultura, para percebermos onde nos leva a treta da sobrevivência pela submissão?

Aquilo que nos sugere, caro Dr Pedro Lomba, não vai de forma nenhuma parar com os dicionários de Francês-Brasileiro. Pelo contrário, vai fomentá-los.

Pudemso lutar por uma unificação da Língua, assumindo o que somos e o que é a nossa Língua, EXIGINDO, a protecção e conservação da exclusividade, múltiplas qualidades e superioridade que a caracteriza, como cume, ápice. Situados entre essa elevação, – à qual chegam os maiores poetas, ou um António Vieira – e as bases dos seus fundamentos no ventre de sua mãe greco-latina, e outras civilizações superiores da antiguidade que lhe antecederam – e permitindo entre esses dois extremos, é que podemos abrir os braços à riqueza das variações.

O Padre António Vieira, que foi amigo dos povos Índigenas brasileiros, que nos sirva de mestre: não foi o amor aos outros que o levou a falar melhor e genialmente o português?

A União entre as coisas, não se processa pela destruição de uma das partes – como seria agora o caso, em que todas as decisões feitas são apenas favorecimento da língua como é escrita e falada no Brasil, escandalosamente ignorando a riqueza fonética que é tão peculiar do português. (Lá por isso podemos também passar ao destino que nos propõe Saramago (?) de falarmo castelhano – totalmente pobre foneticamente, só podendo recorrer às cinco vogais mais abertas e sempre iguais.)

União das coisas é sempre no ápice, é subindo, é um enriquecimento mútuo – repito.

O que está em questão é o empobrecimento radical da Língua perante a sociedade guiada pelos valores falsos que a move, exactamente como aconteceu às línguas Germânicas! Saibamos aprender com os outros. Vejamos o exemplo da língua inglesa, o que era, e o que é, a diferença entre o high english e a coisa que se fala nos nossos dias.

A riqueza e a beleza e as possibilidades de expressão que oferecem a nossa Língua, são algo que os germânicos (no que se inclui os anglo-saxónicos) nem sequer podem conceber.

É este resvalar pela montanha abaixo que está em questão!!!

Petição pela LÍNGUA!

Gato com a l�ngua de fora

FALE DO QUE MAIS VALE!…

Petição contra a implementação do acordo ortográfico da língua portuguesa de 1990

 

É esta a petição que devemos assinar

Por favor, LER, com toda a Atenção e Cuidado!!!

Nesta redacção dos motivos para regeitarmos e combatermos o acordo ortográfico, o Senhor Nuno Guerreiro impecavelmente rebate e argumenta as razões pelas quais os apooiantes do acordo, erradamente, pensam que o mesmo seja um progresso e consequência inevitável da Língua como fenómeno vivo. Estes apoiante escarnecem os portugueses que discordam do acordo; insensivelmente e – lamento, mas assim é, neste caso – ignorantemente, vêm como ”Velhos do Restelo” aqueles que têm a intuição e noção do que se passa, e que abominam o acordo como uma das maiores afrontas, entre tantas outras, à riqueza e património que a nós nos compete cuidar.

Assim termina Nuno Guerreiro:

Será razoável reduzir a língua portuguesa, com a sua riqueza e diversidade próprias, a uma mera moeda de troca?

Atenção: existe uma confusão a respeito da petição pela nossa língua. Era esta a petição anterior, e ainda vale a pena ser lida . 4531 pessoas assinaram até hoje. Infelizmente, como verifico, essa petição contém dados que precisavam de ser corrigidos, tais como o referente aos H’s mudos!

Porquê que digo que vale a pena ler a primeira petição?

Em primeiro lugar, porque ela apenas traça as consequências inevitáveis, no tempo, deste ”acordo”. Ou será que nós apenas devemos passar a escrever ”fato” (e claro, explicar de cada vez, entre parentsis, que é fato de facto e não fato fatiota – heheheheh hilariante!), e (a)ção – (lendo-se portanto o primeiro a, como em António….a haver coerência….ah não, desculpem, o acordo é destinado criar incoerência…), porque no Brasil se escreve assim; mas não retiramos as consoantes mudas no início da palavra, como em ”omem”, e em ”úmido”, apenas porque no Brasil, também não se faz?

Em segundo lugar, porque na outra petição, se verificam comentários curiosos. Como seja a de uma senhora que assina com o número 29, e que diz

”Este protocolo vai “abrasileirar” as nossas palavras, cuja origem foi em Portugal. Não faz sentido, se querem que a língua portuguesa seja unificada, que sejamos nós, os portadores da Língua Mãe, a alterar a nossa escrita.”

A umanidade (é assim que o qerem escrever daqi a pouco, não é?) parece ser sobretudo composta por tontinhos aos gritinhos que querem muito bondosamente popular o mundo de belas árvores, colando-lhe uma bonitas folhas novas, e frutos, coloridos. Ainda não repararam que uma bela árvore se faz crescer e tornar maravilhosa, pelas raízes.

Como eu já disse antes, (aqui) se querem unificação – óptimo, desde que seja para melhorar. Podemos aprender muito com o Brasil, e enriquecermo-nos mutualmente. Mas esta mudança é caminho apenas do empobrecimento drástico.


Petição em prol das crianças

PETIÇÃO EM PROL DAS CRIANÇAS VÍTIMAS DE CRIMES S*X***S

Para estabelecimento de medidas sociais, administrativas, legais e judiciais, que realizem o dever de protecção do Estado em relação às crianças confiadas à guarda de instituições, assim como as que assegurem o respeito pelas necessidades especiais da criança vítima de crimes s*x***s, testemunha em processo penal. Assine e divulgue.

O link está também no fim do blogroll, (a seguir à imagem Egípcia).

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Meus pensamentos

Nem sequer lhe custa dinheiro, nem sequer lhe custa tempo: porque não assina?

Compreendo que um motivo, é o pensamento de que nada serve. De que é insuficiente. Será insuficiente, mas só o facto de pensar no assunto, já é um começo. Isto pode ser um pequeníssimo passo num longo caminho.

Assinando estamos a cooperar com um processo na boa direcção. Assinando, podemos pensar se algum de nós está em estado de fazer algo mais pelas multidões de mulheres e crianças violentadas, todos os dias. E, se não estamos em estado de fazer algo mais, fazemos ao menos isto, agora 🙂 Simples, não é.

Eu confesso, só gostaria que a petição fosse mais abrangente. Gostaria que pedisse o mesmo, logo e em conjunto, pelas vítimas de violência, não só as crianças, mas as mulheres também. Custa-me deixar esses de fora… Mas aqui está um gesto, um começo.

A petição contra os custo de levantamento de dinheiro nos multibancos, já vai em mais de 300 milhares de apoiantes!

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