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A ILHA DOS AMORES – I

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PORTUGAL E SUA LÍNGUA

Sobre o Galego – video

Oh Dr. eu acordo ortográfico

com Fúria e Raiva – o Acordo Ortográfico

COM FÚRIA E RAIVA

Com fúria e raiva acuso o demagogo
E o seu capitalismo das palavras

Pois é preciso saber que a palavra é sagrada
Que de longe muito longe um povo a trouxe
E nela pôs sua alma confiada

De longe muito longe desde o início
O homem soube de si pela palavra
E nomeou a pedra a flor a água
E tudo emergiu porque ele disse

Com fúria e raiva acuso o demagogo
Que se promove à sombra da palavra
E da palavra faz poder e jogo
E transforma as palavras em moeda
Como se fez com o trigo e com a terra

Junho de 1974

Sophia


«Quanto mais penso, mais fico revoltado. Toda a situação pode ser resumida como um conluio entre acadêmicos espertos e parlamentares obtusos para, à custa do esforço de algo como 300 milhões de usuários da língua portuguesa, que terão de perder tempo “reciclando-se”, beneficiar meia dúzia de editores que já têm prontos dicionários, gramáticas, cursos de atualização e material didático de acordo com a “nova ortografia”.»
Hélio Schwartsman, “Ex-leviatã”, 29/5/2008

«Nunca foram meia dúzia de consoantes mudas — como nas formas lusitanas “adopção” e “óptimo” — que constituíram barreira à intercomunicabilidade entre leitores e escritores dos dois lados do Atlântico. […] Se há empecilhos à boa compreensão entre falantes do Brasil, de Portugal e de países africanos e asiáticos (não nos esqueçamos de Timor Leste), eles estão na escolha do léxico e no uso de expressões locais, felizmente ao abrigo da sanha legiferante de dicionaristas e parlamentares.»
«Ao contrário, [a reforma] irá apenas criar o incômodo de exigir de alguns milhões de usuários que percam algum tempo para aprender as novas regras cuja arbitrariedade só não é superada pela inutilidade. Se há algo a ser eliminado, não são acentos e hifens, mas a estultícia de burocratas.»
Hélio Schwartsman, “Reforma estúpida”, 23/8/2007

Assine a petição em http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa.
Enquanto há Língua, há esperança.

http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa

O Melhor a Ler sobre o acordo Ortográfico

http://blogdoflecha.files.wordpress.com/2008/04/tesouro.jpg

«A nossa magna lingua portugueza
De nobres sons é um thesouro.»     Fernando Pessoa

PORTAL DA LÍNGUA PORTUGUESA

EM DEFESA DA LÍGUA PORTUGUESA

«A língua e a linguagem são pilares do desenvolvimento no seu sentido mais amplo, não devem ser meros instrumentos do comércio e diplomacia. O acordo ortográfico de língua portuguesa de 1990 apresenta uma dubiedade sem critério, dificulta a aprendizagem da língua e empobrece o património linguístico da comunidade de países de língua portuguesa.»
Revista Autor, Junho 2008, Editorial, 1/6/2008
http://emdefesadalinguaportuguesa.blogspot.com/
http://snipurl.com/3i1y8

E o ”West”, continua

 a crescer. O deles, claro.

«Metade dos restaurantes e cafés em risco de fechar».

Ai se tivessem escutado Cassandra há 15 anos atrás – meus caros senhores, já ela sabia isto até aos mínimos detalhes, já ela avisava… Mas vocês sabem como é com Cassandra.

E agora é a mesma coisa… não sei se estão a ver.…  …:)

7º O acordo falso

Veja como o acordo não resolve nenhuma das questões que diz que vai resolver. Veja por si:

  • Secçãografia dual – O c é sempre dito na pronúncia padrão de Portugal enquanto não o é no Brasil.
  • Contactos e Perspectivasgrafia dual – O c é expresso, por vezes, na pronúncia europeia

Quer num e noutro caso se admitem ambas as grafias na alínea c) do 1º da Base IV (c1IV) do AO90: secção e seção; contactos e contatos; perspectivas e perspetivas.

No corpo do texto vamos encontrar, também, o casos seguintes:

  • Polémicagrafia dual – o AO90 admite as grafias com acento agudo ou com circunflexo porque as sílabas tónicas antes de nasal (m ou n) são pronunciadas de forma aberta em Portugal e de forma fechada no Brasil. Aplica-se aqui o referido nas observações do número 3 da Base X1 (3XI) do AO90, sendo ambas as formas, polémica e polêmica, permitidas.
  • Adoçãografia única – O p da grafia portuguesa salta fora porque ele não se usa nem na fala padrão de Portugal, nem na brasileira, seguindo o estipulado na alínea b) do 1º da Base IV (b1IV) do AO90.
  • Adaptografia única – O p das duas grafias mantém-se porque é dito quer por portugueses, quer por brasileiros que seguem as respectivas normas cultas, cumprindo-se o indicado na alínea a) do 1º da Base IV (a1IV) do AO90.

Texto daqui

A consequência deste acordo é causar um enorme prejuízo à nossa Língua, consequentemente a todos nós, e depois do acordo feito, é dificilmente reversível. E sem nenhuma das vantagens que diz ter.

LER AQUI.

ASSINAR AQUI

6º DESacordo ortográfico: leituras

amansarda, em     vamos-la-deixar-a-lingua-em-paz/

Petição pela LÍNGUA!

Gato com a l�ngua de fora

FALE DO QUE MAIS VALE!…

Petição contra a implementação do acordo ortográfico da língua portuguesa de 1990

 

É esta a petição que devemos assinar

Por favor, LER, com toda a Atenção e Cuidado!!!

Nesta redacção dos motivos para regeitarmos e combatermos o acordo ortográfico, o Senhor Nuno Guerreiro impecavelmente rebate e argumenta as razões pelas quais os apooiantes do acordo, erradamente, pensam que o mesmo seja um progresso e consequência inevitável da Língua como fenómeno vivo. Estes apoiante escarnecem os portugueses que discordam do acordo; insensivelmente e – lamento, mas assim é, neste caso – ignorantemente, vêm como ”Velhos do Restelo” aqueles que têm a intuição e noção do que se passa, e que abominam o acordo como uma das maiores afrontas, entre tantas outras, à riqueza e património que a nós nos compete cuidar.

Assim termina Nuno Guerreiro:

Será razoável reduzir a língua portuguesa, com a sua riqueza e diversidade próprias, a uma mera moeda de troca?

Atenção: existe uma confusão a respeito da petição pela nossa língua. Era esta a petição anterior, e ainda vale a pena ser lida . 4531 pessoas assinaram até hoje. Infelizmente, como verifico, essa petição contém dados que precisavam de ser corrigidos, tais como o referente aos H’s mudos!

Porquê que digo que vale a pena ler a primeira petição?

Em primeiro lugar, porque ela apenas traça as consequências inevitáveis, no tempo, deste ”acordo”. Ou será que nós apenas devemos passar a escrever ”fato” (e claro, explicar de cada vez, entre parentsis, que é fato de facto e não fato fatiota – heheheheh hilariante!), e (a)ção – (lendo-se portanto o primeiro a, como em António….a haver coerência….ah não, desculpem, o acordo é destinado criar incoerência…), porque no Brasil se escreve assim; mas não retiramos as consoantes mudas no início da palavra, como em ”omem”, e em ”úmido”, apenas porque no Brasil, também não se faz?

Em segundo lugar, porque na outra petição, se verificam comentários curiosos. Como seja a de uma senhora que assina com o número 29, e que diz

”Este protocolo vai “abrasileirar” as nossas palavras, cuja origem foi em Portugal. Não faz sentido, se querem que a língua portuguesa seja unificada, que sejamos nós, os portadores da Língua Mãe, a alterar a nossa escrita.”

A umanidade (é assim que o qerem escrever daqi a pouco, não é?) parece ser sobretudo composta por tontinhos aos gritinhos que querem muito bondosamente popular o mundo de belas árvores, colando-lhe uma bonitas folhas novas, e frutos, coloridos. Ainda não repararam que uma bela árvore se faz crescer e tornar maravilhosa, pelas raízes.

Como eu já disse antes, (aqui) se querem unificação – óptimo, desde que seja para melhorar. Podemos aprender muito com o Brasil, e enriquecermo-nos mutualmente. Mas esta mudança é caminho apenas do empobrecimento drástico.


Os Senhores nada sabem do Espírito

The Horus name of a king, with the falcon of Horus surmounting a serekhO Professor José Adelino Maltez

Deliniando-se contra o cobalto azul do Céu português, os escritos que este senhor partilha, para além do seu trabalho regular, são, para mim, como altos voos de um falcão. E ao olhar assim os céus, arrepiada, constato que ele do alto mira a terra, em vez dos céus, porque entregue à missão de a libertar de ratazanas e serpentes.

Aqui registo o extracto de um desses voos:

A missiva data de 1925. A autoria cabe a um tal Antonin Artaud:

Senhores Reitores,

Na estreita cisterna que os Srs. chamam de “Pensamento”, os raios espirituais apodrecem como palha. Chega de jogos da linguagem, de artifícios da sintaxe, de prestidigitações com fórmulas, agora é preciso encontrar a grande Lei do coração, a Lei que não seja uma lei, uma prisão, mas um guia para o Espírito perdido no seu próprio labirinto.

Além daquilo que a ciência jamais conseguirá alcançar, lá onde os feixes da razão se partem contra as nuvens, existe esse labirinto, núcleo central para o qual convergem todas as forças do ser, as nervuras últimas do Espírito. Nesse dédalo de muralhas móveis e sempre removidas, fora de todas as formas conhecidas do pensamento, nosso Espírito se agita, espreitando seus movimentos mais secretos e espontâneos, aqueles com um caráter de revelação, essa ária vinda de longe, caída do céu.

Mas a raça dos profetas extinguiu-se. A Europa cristaliza-se, mumifica-se lentamente sob as ataduras das suas fronteiras, das suas fábricas, dos seus tribunais, das suas universidades. O Espírito congelado racha entre lâminas minerais que se estreitam ao seu redor. A culpa é dos vossos sistemas embolorados, vossa lógica de 2 mais 2 fazem 4; a culpa é vossa, Reitores presos no laço dos silogismos. Os Srs. fabricam engenheiros, magistrados, médicos aos quais escapam os verdadeiros mistérios do corpo, as leis cósmicas do ser, falsos sábios, cegos para o além-terra, filósofos com a pretensão de reconstituir o Espírito. O menor acto de criação espontânea é um mundo mais complexo e revelador que qualquer metafísica. Deixem-nos pois, os Senhores nada mais são que usurpadores. Com que direito pretendem canalizar a inteligência, dar diplomas ao Espírito?

Os Senhores nada sabem do Espírito, ignoram suas ramificações mais ocultas e essenciais, essas pegadas fósseis tão próximas das nossas próprias origens, rastros que às vezes conseguimos reconstituir sobre as mais obscuras jazidas dos nossos cérebros.

Ler José A. Maltez

Portugal, a Descoberta de si Próprio

 

 

 

Agostinho da Silva (Entrevista 1ª Parte – 1990)
09:30 

 

 

 

Agostinho da Silva (Entrevista 2ª Parte – 1990)
05:04

D.Manuel II

 

 

 


D. Manuel II, O Exilado

05:19

Sem saber de nada, tinha eu desde há dois dias este video em ”post privado”, o qual estava para publicar brevemente (na wordpress podem-se ter posts privados, os quais ninguém vê) quando li, ao passar pelo Afinidades, que a data de nascimento de D.Manuel era 15 de Novembro. Estranha coincidência.

No artigo do Portal da História, aparece uma outra data de nascimento(?).

D. Manuel, infante, aos doze anos de idade

Manuel II de Portugal

Armas Reais PortuguesasRei de Portugal

 

D. Manuel II, Rei de Portugal

Ordem: 36.º Rei de Portugal
Cognome(s): O Patriota ou O Desventurado
Início do Reinado: 1 de Fevereiro de 1908
Término do Reinado: 5 de Outubro de 1910
Aclamação: Palácio de São Bento, Câmara dos Deputados,6 de Maio de 1908
Predecessor: D. Carlos I
Sucessor: República(Na Casa Real foi sucedido por D. Duarte Nuno de Bragança)
Pai: D. Carlos I
Mãe: D. Amélia de Orleães
Data de Nascimento: 15 de Novembro de 1889
Local de Nascimento: Palácio de Belém, Lisboa, Portugal
Data de Falecimento: 2 de Julho de 1932
Local de Falecimento: Fulwell Park, Twickenham, Inglaterra
Local de Enterro: Panteão dos Braganças, Mosteiro de São Vicente de Fora, Lisboa
Consorte(s): D. Augusta Vitória de Hohenzollern-Sigmarigen
Príncipe Herdeiro: D. Afonso Henriques de Bragança, Duque do Porto (tio)
Dinastia: Bragança

D. Manuel II (15 de Novembro de 18892 de Julho de 1932), de seu nome completo Manuel Maria Filipe Carlos Amélio Luís Miguel Rafael Gonzaga Xavier Francisco de Assis Eugénio de Bragança, foi o trigésimo-sexto Rei de Portugal. D. Manuel II sucedeu ao seu pai, o rei D. Carlos I, depois do assassinato brutal deste e do seu irmão mais velho, o Príncipe Real D. Luís Filipe, a 1 de Fevereiro de 1908. Antes da sua ascensão ao trono, D. Manuel foi duque de Beja e Infante de Portugal.

D. MANUEL II


 
D. Manuel II

D. Manuel II


Nasceu em Lisboa e morreu em Inglaterra. Foi o último monarca de Portugal tendo governado de 1908 a 1910.

Filho de D. Carlos e de D. Amélia de Orleães. Devido ao regicídio e morte violenta do príncipe real D. Luís Filipe, começou a reinar (1-2-1908).

Reunido o Conselho de Estado, nomeou-se um governo de concentração partidária, com excepção dos partidários do anterior ditador Franco. Na política interna, teve que enfrentar dois problemas, que puseram em descrédito a política governamental: a questão Hilton, provocada pelo súbdito inglês, residente na Madeira, que reclamava uma indemnização do Estado Português, em virtude de uma pretensa revogação do monopólio do açúcar e do álcool da ilha da Madeira, e também a do Crédito Predial, provocada pelo desfalque naquela instituição.

D. Manuel II procurou ir ao encontro das reivindicações operárias, chamando Léon Poinsard para estudar as possibilidades duma reforma das condições económicas e sociais do país. Duplicou o número de deputados republicanos por Lisboa no ano de 1910. Com efeito nas eleições municipais de Lisboa de 1908, os Republicanos elegeram uma câmara municipal de 100% sua e nas eleições de 1910 os Republicanos ganharam em Lisboa e em vários círculos. D. Manuel constituiu assim um governo caracterizado pela transigência e brandura para os Republicanos.

Em política externa procurou estabelecer boas relações com a Espanha e a Inglaterra. No dia 3 de Outubro de 1910 rebentou uma revolta republicana em Lisboa que triunfou em 5 de Outubro, e D. Manuel decide-se por Plymouth. No exílio manteve-se interessado pela política de Portugal, advogando a entrada do nosso país ao lado dos aliados na primeira guerra mundial. Por volta de 1914 os Monárquicos, aproveitando o governo mais tolerante de Bernardino Machado, formaram a causa Monárquica, que aspirava a estabelecer novamente o regime deposto. Gozava de toda a confiança e apoio do rei D. Manuel II, que nomeou um lugar-tenente (Azevedo Coutinho, Aires de Ornelas, etc.).

Ficha genealógica:

D. Manuel II nasceu. no Palácio de Belém, a 19 de Março de 1889; recebendo o nome de Manuel Maria Filipe Carlos Amélio Luís Miguel Rafael Gonzaga Xavier Francisco de Assis Eugénio, e morreu em Twickenham, Inglaterra, a 2 de Julho de 1932, tendo sido sepultado no Panteão Real de S. Vicente de Fora. Casou em 4 de Setembro de 1913 com a princesa Augusta Vitória (n. em Potsdam, a 19 de Julho de 1890; f. em data posterior a 1955), filha do príncipe Guilherme de Hohenzollern e de sua primeira mulher, Maria Teresa, princesa de Bourbon-Sicilias. O consórcio não teve descendência. Por morte de D. Manuel II, a viúva casou em segundas núpcias, no ano de 1939, com o nobre escocês Dr. Roberto Douglas, que faleceu em 25 de Agosto de 19552.


Integralmente copiado do Portal da História , e da Wikipédia.

Estas duas fontes têem duas diferentes datas de nascimento: 19 de Março, e 15 de Novembro.

Interrogo-me também sobre o ”retrato” de D. Manuel II adulto, da wikipédia, em cima à direita. Na wikipedia não dizem a origem desse retrato

D.Carlos I de Portugal

09:56
Rei D.Carlos I Portugal

O que é pedido pelas Eternas Saudades do Futuro… é para se fazer.

E a propósito, tenho a agradecer ao João Marchante, e outros cruzados, o cruzar de caminhos com Alguém muito especial, chamada Isabel .

Obrigada.

Nova Ortografia a partir de 2008

O seguinte artigo é integralmente copiado do ”A Embaixada
e de aqui:

A partir de janeiro de 2008, Brasil, Portugal e os países da Comunidadedos Países de Língua Portuguesa – Angola, Brasil, Cabo Verde,Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Lesteterão a ortografia unificada.

O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês e o espanhol. A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros.Com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja modificado. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada. Mas apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.

Resumo da ópera – o que muda na ortografia em 2008:

  • As paroxítonas terminadas em “o” duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de “abençôo”, “enjôo” ou “vôo”, os brasileiros terão que escrever “abençoo”, “enjoo” e “voo”.
  • Mudam-se as normas para o uso do hífen.
  • Não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”,”ler”, “ver” e seus decorrentes, ficando correta a grafia “creem”, “deem”, “leem” e “veem”.
  • Criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como “louvámos” em oposição a “louvamos” e “amámos” em oposição a “amamos”.
  • O trema desaparece completamente. Estará correto escrever “linguiça”, “sequência”, “frequência” e “quinquênio” ao invés de lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio.
  • O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de “k”, “w” e “y”.
  • O acento deixará de ser usado para diferenciar “pára” (verbo) de “para” (preposição).
  • Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia”.
    O certo será assembleia, ideia, heroica e jiboia.
  • Em Portugal, desaparecem da língua escrita o “c” e o “p” nas palavras onde ele não é pronunciado, como em “acção”, “acto”, “adopção” e “baptismo”. O certo será ação, ato, adoção e batismo.
  • Também em Portugal elimina-se o “h” inicial de algumas palavras, como em “húmido”, que passará a ser grafado como no Brasil: “úmido”.
    Portugal mantém o acento agudo no e e no o tônicos que antecedem m ou n, enquanto o Brasil continua a usar circunflexo nessas palavras: académico/acadêmico, génio/gênio, fenómeno/fenômeno, bónus/bônus.

FIM do artigo

 

Alinhavando o pranto da resistência…
Parece eu que estava a adivinhá-lo com os meus postais sobre a bela Língua, a Wikipédia, e a Internet.
Continua a decadência , ou a arte diabólica de mudar o que é melhor para pior: maneira ideal de confundir os outros, para não ter que mudar o que está pior, para melhor.

Apenas um exemplo da mentira, esta alínea:

Em Portugal, desaparecem da língua escrita o “c” e o “p” nas palavras onde ele não é pronunciado, como em “acção”, “acto”, “adopção” e “baptismo”. O certo será ação, ato, adoção e batismo.

Não se pronuncia ”adopção”, ”facto” ? É boa! Que melhor prova se deseja de que quem decidiu isto, é insensível à musa e à nossa pátria: a Língua? E ”baptismo”, ”acção”, não se diz, mas pensa-se. A diferença é a mesma que entre um facto, e um fato, se bem que se pronuncie menos óbviamente, a letra está lá e faz uma diferença, há um espaço, mesmo que em silêncio. Pergunto-vos: o que está mudo, não existe? Quando estais silenciosos, gostarieis que vos atirassem para fora de casa? E quanto a ”acto”, às vezes não se diz… mas às vezes também se diz, quando se deseja exprimir com mais ênfase. Não?

É de estarmos mais perto das nossas raízes que precisamos, e não de ainda mais desenraízamento! Pensam que as mudanças acabarão aqui? Passado pouco, será o fim de todos os acentos! Também esses são antagónicos ao pragmatismo e utilitarismo que mandam nestes que tomam as decisões da venda, escravatura e fim da independência e liberdade do nosso País.

Até podemos optar por passar a pronunciá-las, a essas consoantes. Sou por enriquecimento, e mudança… 🙂 …e sou pela liberdade de aprender termos de Moçambique, de Angola, do Brasil, etc., se isso acaso se comprovasse necessário – com tanto vocabulário que temos inusitado e às moscas – ou traças, melhor dito. Isto que nos ordenam não é enriquecimento, é o desfile do empobrecimento cultural contínuo, que também se observou com as outras Línguas. Nós ainda temos uma Língua rica.

A nossa Língua românica, está também recheada de Grego, a Língua que cada cidadão ou estudante grego, hoje em dia, estuda durante 6 anos obrigatórios, em todas os estabelecimentos de ensino da Grécia – de tão rica e sábia que é tal herança. Se alguns míopes decidissem que os gregos deveriam parar de estudar o Grego antigo, eles rir-se-iam. Só a nós estes contínuos absurdos vão sendo mandados. Cortar as nossas ligações com o Latim e o Grego, é como cortar ligações com uma nossa família que seja fonte de amor, riqueza e saber. Cortar essas ligações é a continuação da destruição daquilo que é nossa responsabilidade cuidar e proteger.

Se os brasileiros querem acreditar que debaixo da tutela do ”tio Sam” é que estão bem e libertos, é lá com eles. Para nós, toda esta política é como a ignomínia de um novo aeroporto num País que nada produz, é como a destruição da nossa agricultura e de tudo o que era-é nosso sustento e património: é parte do mandato de suicídio geral.

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