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A ILHA DOS AMORES – I

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PINTURA

Mensagem de Natal 5

Sumi Jo – Caccini – Ave Maria 04:00

Sumi Jo, está não só a cantar bem, está a rezar.



A Madonna e o Menino (séc. XV ), Fillippo Lippi Palazzo Vecchio, Florença. 

”Na ampliação pode-se notar que o objeto faz parte do contexto da tela. Observe a luminosidade representada pelo autor. Note também que uma pessoa observa o objeto cobrindo o rosto com as mãos, devido à luminosidade do mesmo. Ao lado da testemunha está um cachorro em posição de alerta.”

(5) Jesus said, “Recognize what is in your sight, and that which is hidden from you will become plain to you . For there is nothing hidden which will not become manifest.”

Feliz Natal !

Mensagem de Natal 3

Caros e excelentíssimos leitores e amigos,
em primeiro lugar, quero pedir desculpa pela interrupção. Mas, as últimas mensagens que compus deram-me …muito trabalho, e voltas, relacionadas com o destino e vida d’A Ilha dos Amores, e portanto pensei que o mais atento para com as pessoas era ”guardá-la” das vistas, enquanto nessas andanças.
Acabei de me lembrar que as pessoas que encontram A Ilha dos Amores fechada, poderão pensar que pode ser para elas que está fechada. Mas não é o caso, nem será. Informo desde já a todos que se acaso voltar a acontecer, é por razão de obras
Mais uma vez, desculpas pelo incómodo causado.
A Ilha dos Amores é e permanecerá um Blog aberto a todos os visitantes!
O template que tenho agora é dedicado a este período do Natal.
Tenho para vós, várias Mensagens de Natal, ainda, que se vão seguindo.
Nas mensagem que a partir de agora vêem, reuni uma escolha de música, em conjunto com umas extraordinárias imagens.
Informação mais detalhada sobre estas imagens, como seria de desejar, não consegui encontrar. De onde as retirei, nada mais tinham do que isto, nem acrescentavam algo. Deixei as legendas mais ou menos como as encontrei. Não são minhas.
Convido-vos a que ouçam pelo menos alguma da música… antes de ver as imagens…
(clicar nas imagens – algumas têm um pouco de ampliação)

(Natália costuma usar as mãos enquanto ensaia)


Nas cavernas de Altamira, em Santillana del mar, em Santander, Espanha, foram encontradas pinturas de 20 mil anos de idade, mostrando objetos voadores de formatos lenticulares e até discoidais.

(Nota minha: as visitas a Altamira são há muitos anos impossibilitadas! … talvez …quem sabe…a razão…)

 

 

Pintura medieval. Moisés e os Dez Mandamentos. Note a existência de estranhos objetos no céu.

Tapeçaria do século XV (Vatican Library) representando a vida cotidiana de duas mulheres tendo ao fundo dois castelos.

Tapeçarias do século XIV
Estas tapeçarias do século XIV retratam cenas da vida de Maria. Nota-se que no fundo da imagem existe um objeto suspenso no céu. Esta tapeçaria encontra-se na Basílica Francesa Notre Dame de Beaune, em Burgandy, França.

Mensagem de Natal 2

fresco02.jpgmaravilhoso fresco de umas catacumbas romanas


O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê,
Nem ver quando se pensa.

Mas isso (tristes de nós, que trazemos a alma vestida!),

Isso exige um estudo profundo,

Uma aprendizagem de desaprender.

Alberto Caeiro,
num dos meus poemas de eleição,
que me acompanhou desde miúda,
por estas palavras para mim essenciais,
parte de O Guardador de Rebanhos



E mais, é esta mensagem, que aqui repito:

do evangelho de S. Tomás ou S. Tomé

(minha tradução da edição em inglês de James Robinson)


22 – Jesus viu bébés a serem amamentadas; disse aos seus discípulos:

– Estas criancinhas a mamar são como aqueles que entram no reino.


(O resto, por traduzir):

(37)  His disciples said, “When will you become revealed to us and when shall we see you?”
Jesus said,

“When you disrobe without being ashamed and take up your garments and place them under your feet like little children and tread on them, then will you see the son of the living one, and you will not be afraid”

.

.

Dos músculos da poesia que exsudam até à morte o néctar da esperança…

Ó vós, homens sem sol, que vos dizeis os Puros
E em cujos olhos queima um lento fogo frio
Vós de nervos de nylon e de músculos duros
Capazes de não rir durante anos a fio.

Ó vós, homens sem sal, em cujos corpos tensos
Corre um sangue incolor, da cor alva dos lírios
Vós que almejais na carne o estigma dos martírios
E desejais ser fuzilados sem o lenço.

Ó vós, homens ilumidados a néon
Seres extraordinariamente rarefeitos
Vós que vos bem amais e vos julgais perfeitos
E vos ciliciais à idéia do que é bom.

Ó vós, a quem os bons amam chamar de os Puros
E vos julgais os portadores da verdade
Quando nada mais sois, à luz da realidade,
Que os súcubos dos sentimentos mais escuros.

Ó vós que só viveis nos vórtices da morte
E vos enclausurais no instinto que vos ceva
Vós que vedes na luz o antônimo da treva
E acreditais que o amor é o túmulo do forte.

Ó vós que pedis pouco à vida que dá muito
E erigis a esperança em bandeira aguerrida
Sem saber que a esperança é um simples dom da vida
E tanto mais porque é um dom público e gratuito.

Ó vós que vos negais à escuridão dos bares
Onde o homem que ama oculta o seu segredo
Vós que viveis a mastigar os maxilares
E temeis a mulher e a noite, e dormis cedo.

Ó vós, os curiais; ó vós, os ressentidos
Que tudo equacionais em termos de conflito
E não sabeis pedir sem ter recurso ao grito
E não sabeis vencer se não houver vencidos.

Ó vós que vos comprais com a esmola feita aos pobres
Que vos dão Deus de graça em troca de alguns restos
E maiusculizais os sentimentos nobres
E gostais de dizer que sois homens honestos.

Ó vós, falsos Catões, chichibéus de mulheres
Que só articulais para emitir conceitos
E pensais que o credor tem todos os direitos
E o pobre devedor tem todos os deveres.

Ó vós que desprezais a mulher e o poeta
Em nome de vossa vã sabedoria
Vós que tudo comeis mas viveis de dieta
E achais que o homem alheio é a melhor iguaria.

Ó vós, homens da sigla; ó vós, homens da cifra
Falsos chimangos, calabares, sinecuros
Tende cuidado porque a Esfinge vos decifra…
E eis que é chegada a vez dos verdadeiros puros.

José Adelino Maltez, Sobre o Tempo que Passa

Jesus e Maria acompanhados

Com o coração

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fresco do sec. XVII –

(É a única referência que tenho.)

 

 

Fillipo Lippi, sec XV

 

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Com o coração.

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PS – O ditado popular ”o coração é cego”, é uma coisa muito engraçada.

Starry Night – van Gogh, Al Berto, e Canção

Não sabia que ”Starry, Starry Night” era uma homenagem a Vin

cent, vale a pena ver: Vincent (Starry Starry Night) – Don McLean 04:26

https://i0.wp.com/upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/69/VanGogh-starry_night_edit.jpg

Vincent van Gogh. (1853-1890). The Starry Night. Saint Rémy, June 1889. Oil on canvas, (73.7 x 92.1 cm).

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Poema de Al Berto

ÚLTIMA CARTA DE VAN GOGH A THEO

nunca me preocupei em reproduzir exactamente
aquilo que vejo e observo

a cor serve para me exprimir théo: amarelo
terra azul corvo lilás sol branco pomar vermelho
arles
sulfurosas cores cintilanddo sob o mistério
das estrelas na profunda noite afundadas onde
me alimento de café absinto tabaco visões e
um pedaço de pão théo
que o padeiro teve a bondade de fiar

o mistral sopra mesmo quando não sopra
os pomares estão em flor
o mistral torna-se róseo nas copas das ameixeiras
arles continuou a arder quando tentei matar aquele
que viu a minha paleta tornar-se límpida
mas acabei por desferir um golpe contra mim mesmo
théo
cortei-me uma orelha e o mistral sopra agora
só de um lado do meu corpo os pomares estão em flor
e arles théo continua a arder sob a orelha cortada

por fim théo
em auvers voltei a cara para o sol
apontando o revólver ao peito senti o corpo
como um torrão de lama em fogo regressar ao início
num movimento de incendiado girassol

Al Berto, O Medo

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Carta de van Gogh-Julho 1880-carta 133

You should know that it is the same with evangelists as it is with artists. There is an old academic school, often odious and tyrannical, the `abomination of desolation’, in short, men who dress, as it were, in a suit of steel armour, a cuirass, of prejudice and convention. When they are in charge, it is they who hand out the jobs and try, with much red tape, to keep them for their proteges and to exclude the man with an open mind.

Their God is like the God of Shakespeare’s drunken Falstaff, “the inside of a church.” Indeed, by a strange coincidence, some evangelical (???) gentlemen have the same view of matters spiritual as that drunkard (which might surprise them somewhat were they capable of human emotion). But there is little fear that their blindness will ever turn into insight.

This is a bad state of affairs for anyone who differs from them and protests with heart and soul and all the indignation he can muster. For my part, I hold those academicians who are not like these academicians in high esteem, but the decent ones are thinner on the ground than you might think.

Now, one of the reasons why I have no regular job, and why I have not had a regular job for years, is quite simply that my ideas differ from those of the gentlemen who hand out the jobs to individuals who think as they do.

In the same way I think that everything that is really good and beautiful, the inner, moral, spiritual and sublime beauty in men and their works, comes from God, and everything that is bad and evil in the works of men and in men is not from God, and God does not approve of it.

But I cannot help thinking that the best way of knowing God is to love many things. Love this friend, this person, this thing, whatever you like, and you will be on the right road to understanding Him better, that is what I keep telling myself. But you must love with a sublime, genuine, profound sympathy, with devotion, with intelligence, and you must try all the time to understand Him more, better and yet more. That will lead to God, that will lead to an unshakeable faith.

LER A CARTA completa, Read the whole letter

seguida de uma espécie de tradução numa espécie de tentativa de português, com os desenhos que Vicente juntou à carta.

A maioria das cartas foram escritas em francês! O que também diz muito sobre Van Gogh.

* Fiz uma correção grande neste postal, retirando o que se referia aos excertos de duas carta, que eu citara de duas sites. Fui em busca da referida ”carta de 19 de Junho de 1988”, e não a encontrei.. O mesmo para a ”carta de Theo de Fevereiro de 1989”. Poderá dar-se o caso do sítio das cartas de van Gogh não estar completo, mas até eu ver essas cartas, tudo indica que sejam uma falsa mistela. Deixo aqui o registo dos, em toda a probabilidade, falsos textos.

A carta de Vincent – esta sim: é como está num sítio dedicado às suas cartas, que parece ser de confiança. Já agora… até comparava com o meu livro, mas esse está fora do meu alcance.

Quizz: Que obra é esta? – Este é fácil.

First Steps (after Millet)

As obras na casa… são o caminho para as Obras!!

Ai que bom! Ter qualquer coisa assim como uma cazinha, modesta mas catita, feita e resguarda, para me poder concentrar nos estudos…! …

Quizz

Vou continuar com os Quizz de pinturas, que me parece uma forma interessante de nos aproximarmos das grandes Obras. Quem sabe como se chama este quadro? E o ano, e em que Museu está? O que se prentende é que, se lhe apetece participar, tente dizer qualquer coisa sobre o trabalho – o quê, é livre: informação de factos históricos relacionados com o quadro, ou o que vê e o que gosta ou não gosta, porquê, etc. Medite talvez uns diazitos… deixe esta cópia do quadro actuar sobre si… as cores, as figuras… o que o faz sentir?

Portanto estruture assim a sua resposta: quadro tal. Factos históricos: tal, tal, (se for o caso e se possível, dê as referências). Apreciação Pessoal: tal, tal, tal. Isto pode ser também alguma história que tenha relacionada com o quadro, ou algo da sua infância que ele o faça lembrar.
Ao deixar o quadro actuar sobre si, ao procurar senti-lo, está a aproximar-se de uma compreensão da obra que o autor apreciaria muito acima da simples leitura de rótulos e catálogos.

É para responder aqui, por favor. Não faz mal colocar logo as respostas… tente apenas dizer mais sobre o quadro se souber, ter a melhor história entre os concurrentes. No fim, eu posso publicar a sua resposta, por baixo do quadro – se gostar, claro!

Se alguém já respondeu e você pensa que está certo, pode confirmar e acrescentar qualquer coisa que queira relacionado com o quadro. Use a imaginação.

Mais tarde, quando formos mais, posso passar a pedir para responder no A Arte, tendo lá os comentários moderados, para que não se saiba. Mas por enquanto, comecemos assim.

Subir a Encosta, o Céu e Georgia O’keeffe

[ladder+to+the+moon+georgia+O'keeffe.jpg]

Ladder to The Moon(1958)Georgia O’Keeffeno A Room of One’s Own

Amiga, Ouve:

Quando subimos ( o A. ) uma montanha, só consideramos um lado da encosta, aquele que está debaixo dos nossos pés.

É esta a situação da Humanidade! Tem passado a vida neste entretenimento. A de considerar somente o caminho que tem debaixo dos seus pés, e querendo desconsiderar os outros lados, ou considerá-los o mal, ou até mesmo eliminá-los, sem entender que as linhas verticais, e que as escadas de um só lado não se seguram de pé!! Uma colina, um monte, tem no mínimo, quatro lados… e tudo muda se se percepcionar isso enquanto se escala.

Este tema da Escada para o Céu, é um dos meus antigos e predilectos! No entanto, hoje de manhã, mesmo à bocado, estive reflectindo sobre esse assunto. Foi esta acima a reflexão – estava ainda na janela aberta do meu blog, quando fui ter ao teu postal, Isabel… Estive mesmo com essa imagem do Ladder to The Moon da Georgia O’keeffe na mente, ao mesmo tempo que tu, aí, do outro lado do Globo, compunhas Ready for An Hour. 🙂

E é tão rico, o tema. Não terminam aqui as reflexões…

(Há um outro trabalho da ”Escada para o Céu” – como eu lhe chamo – que quero também publicar, mas não encontrei agora.)

Não é incrível? Estamos ligadas pela nosso caminho para o Céu!…

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