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A ILHA DOS AMORES – I

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Pentecostes Pentecost Holy Spirit

Festas do Espírito Santo nos Açores

Oração do Espírito Santo

Oh Senhor Espírito Santo
Vos rogamos com clamor
Mandai prevenir a Terra
Qua não haja mais tremor.
Meus pecados são a causa
Da Terra tanto tremer
Agora vos prometemos
Nunca mais vos ofender.
Ó Santíssima Trindade
Sois Esposa, Mãe e Filha,
Peço-vos misericórdia
Para toda esta Ilha.
A vossa misericórdia
Que do céu queira gozar,
Não nos mateis com tremores
Nesta Ilha d’ orfandade.
Toda a nossa esperança
Nós pomos em vós Senhora
Ó Senhor Espírito Santo
Ouvi a quem vos adora.

em “Costumes Açoreanos” de Manuel Dionisio, 1937.

Letra da oração, no blog com imagens e fotografias dos Açores, por Nanda: Ilhas do mar

Esta oração é, com toda a probabilidade, um canto – quero dizer, letra para ser cantada como uma canção sacra, devocional.

…e canta-se, repetidamente, Aleluia, Aleluia, Virgem Maria do Pranto, Aleluia, Aleluia, ao Divin’ Esp’rito Santo. Imperio Feteira.jpg

Oh divino Espírito santo, a vossa capela cheira, cheira a cravo cheira a rosa, cheira à flor da laranjeira. …



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O império da Feteira, ilha Terceira, um exemplar
típico da arquitectura ligada às Irmandades do
Espírito Santo (finais do século XIX)

 

 










distribui-se terrinasde sopas pelos carenciados, idosos, enfermos, vizinhos e amigos. Mas a festa ainda vai a meio. …


A distruibuição do pão
A meio da tarde, a Irmandade do Sábado – há outra para o Domingo da Trindade – organiza novo cortejo, já acompanhado por filarmónica, para recolha, pelas casas dos irmãos, de açafates com rosquilhas ou pães de massa sovada, transportados por mulheres. O dar o pão, enfeitado com flores, limões e laranjas e o seu pesado transporte à cabeça constitui, por vezes, uma forma para pagar promessas. Recolhida no largo junto à Capela do Império, e após a benção da massa, esta é retirada, em partes iguais, dos açafates conforme a maior ou menor “conta” e colocada, sobre mantas de lã ou lençóis brancos, dentro em carrinhas de caixa aberta. O pão é distribuido a todas pessoas, de qualquer idade – chegam a ser centenas e por vezes milhares! – pelos membros da irmandade, enquanto prossegue o arraial com música à estante. …
A partir de hoje e até à Trindade, é assim na ilha do Pico inteira, por causa das antigas promessas feitas em tempos de calamidades e aflições. Amanhã, domingo, segunda, terça e novamente no domingo da Trindade, a ancestral tradição dos Impérios com jantar e distribuição de pão, rosquilhas ou vésperas repete-se em redor da Ilha, e dá-se, sem olhar a quem apenas pela Fé e devoção ao Divino.

Extracto do artigo Espírito Santo -as maiores festas populares,

Autoria de José Gabriel Ávila , Escrita em Dia –


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Sobre as festas do Espírito Santo

Por Manuel J. Gandra

Centro ERNESTO SOARES

Cito:

O Império do Divino Espírito Santo é, efectivamente, a representação simbólica do advento da Terceira Idade do mundo, …tese que se pode buscar no cisterciense Joaquim de Fiore e nos meios joaquimitas e segundo a qual… O esgotamento da 2ª Idade ou do Filho prenunciará o início do Tempo do Divino Paracleto, era de confraternização universal de cujo advento os portugueses se fizeram arautos, disseminando pelas novas latitudes essas expectativas milenaristas, porém nem sempre da forma mais ortodoxa e conforme aos dogmas romanos. Esse o móbil da perseguição de que os festejos passaram a ser alvo a partir do séc. XVI, …

Pode ler o restante aqui

Leituras sobre Pentecostes: A Igreja do Espírito Santo, de Alenquer

  Capa da Obra PENTECOSTES
Pentecostes [Visual gráfico. – [Lisboa] : Mus. Nac. Arte Antiga, [196-]. – 1 imagem : color. ; 34×28 cm http://purl.pt/6210
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Um artigo por Carlos Nogueira

Cito:

o culto do Espírito Santo foi sempre uma das mais fervorosas devoções das famílias reais nos séculos XIV, XV e princípios do século XVI e este culto, no âmbito popular foi dos mais difundidos em Portugal, e de modo especial na Beira Baixa e Beira Alta. Era celebrado na Semana do Pentecostes e a cerimónia constava da coroação de “um imperador”, uma pessoa do povo pertencente à Irmandade ou Confraria do Espirito Santo, que era eleito, e as festas anuais chamavam-se Festas Imperiais do Espírito Santo, instituídas por D.Dinis e Rainha Santa Isabel.

Repetia-se este ritual todos os domingos até ao sábado de Espírito Santo (ou seja ao 7º domingo depois da Páscoa, que neste ano, por exemplo foi a 11 de Junho e o domingo da Santíssima Trindade no seguinte). Nesse sábado, véspera do domingo do Espírito Santo, ia o imperador acompanhado dos religiosos de S.Francisco e de todo o clero, até à Igreja de Triana, onde feita a oração, continuava a procissão de regresso e a recolher na Igreja do Espírito Santo e aqui benziam-se muitas merendeiras e carne que se repartia pelo povo. Como prova de grande riqueza e fama desta Confraria em Alenquer, sabe-se que entre 1520 e 1577 entraram 1052 confrades novos a somar aos já existentes. Entre eles encontravam-se muitos dos nomes mais nobres e antigos, como por exemplo Damião de Goes, Afonso de Albuquerque, Pedro de Alcaçova Carneiro, Francisco Carneiro, D. Pedro de Noronha, D. Leão de Noronha, a condessa de Linhares, D. Isabel de Lencastre, Lopo Vaz Vogado, D. Manuel de Portugal, Manuel Gouveia, Lançarote Gomes Godinho e muitas outras personalidades.

 

Pode ler o restante aqui

Pentecostes

Pentecost

Pentacost, batik
by Solomon RAJ, India

Pentecostes 1 – Dia de festa transbordante…


Giotto
Pentecost
c. 1305
Scrovegni Chapel, Padua


https://i2.wp.com/www.christusrex.org/www1/francis/SNT-pentecost-m.jpg

Artwork: Pentecost
Artist: GIOTTO di Bondone
Date: 1290s
Technique: Fresco
Location: San Francesco, Assisi
Notes: Scenes from the New Testament
Subject: The Descent of the Spirit

Pentecost – Duccio di Buoninsegna (1308) Tempera on wood
Museo dell’Opera del Duomo, Siena

Spiritus Dómini replévit orbem terrárum, et hoc quod continet ómnia sciéntiam habet vocis, Alleluia.

The Spirit of the Lord fills the whole world, and holds all things together and knows every word spoken by man, Alleluia.

(Wisdom 1:7 – Entrance Antiphon for Mass for Pentecost. )

 

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Descent of the Holy Spirit
Artist: ANDREA da Firenze
Date: 1365-68
Technique: Fresco
Location: Santa Maria Novella, Florence

 

image/Altar.jpg, 129,5K

Pfingsten
Whitsun

Westfälischer Altar
ca. 1370/80

Pentecost

Pentecost
Vicente Juan Macip, called Juan de Juanes
Spanish, c. 1510–d. 1579
Oil on panel

PROVENANCE: Tupper Collection; Sold at Christie’s, June 14, 1875; Sir Gilbert Lewis, London; F. Kleinberger & Co., 1954; BJU, 1954.

Juan de Juanes studied the Italian masters, especially Raphael. Though Spanish-born, he settled in Valencia, Italy, where he built his career by painting religious works.

In this scene, the Holy Spirit indwells the disciples while tongues of fire hover symbolically over their heads (Acts 2:1-4). De Juanes’ balanced composition derives from High Renaissance art, yet the colors and various poses seem more Mannerist in style. The artist repeats facial types, changing only the hair to create different characters. This device, typical of de Juanes’ paintings, reflects his probable dependence on cartoon sketchbooks rather than on actual models.

This Pentecost is the finest example of this artist’s work in the country.


https://i1.wp.com/www.joyfulheart.com/pentecost/images/elgreco_pentecost430x978.jpg

El Greco, The Pentecost (1596-1600), Oil on canvas, 275 x 127 cm, Museo del Prado, Madrid.

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