Pesquisar

A ILHA DOS AMORES – I

Etiqueta

METAFÍSICA

Reme, reme contra a maré!

Ao MJRB, em  “O declínio de uma ONG”.  no Blasfémias

19. Ainda vos digo mais: que se dois de vós se unirem entre si sobre a terra, seja qual fôr a coisa que eles pedirem, meu Pai, que está nos céus, lha fará.

20. Porque onde se acham dois ou três congregados em meu nome, aí estou eu no meio deles.

.

S. Mateus 18

Mensagem de Natal: A Meditação das Estrelas

Esta mensagem é dedicada a minha filha bem-amada

Sobre a Arte de nos tornarmos filhos de Deus:


Olhar,

e Ver

https://ailhadosamores.files.wordpress.com/2007/12/pleiades-star-cluster.jpg

Dizer devagar,

Ouvir, e escutar

Saborear, As Palavras:    (retirar preconceitos, falar como  pela primeira vez, como um primeiro homem, fora seu coração um cálice de vinho rubro, e Virgem toda a Terra)

No princípio era a Palavra e a Palavra estava junto de Deus e a Palavra era Deus. Ela estava no princípio junto de Deus. Todas as coisas foram feitas por ela, e sem ela nada se fez do que foi feito. Nela estava a vida e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas e as trevas não a compreenderam.

Paro agora. A Palavra é Deus?

É isso que lá está. Deus, Palavra……

E todas as coisas foram feitas por ela? Coisas feitas por uma Palavra? Mas então Deus não é aquele velho…? Palavra. É o que lá está.

– Vai gozar com outro. Desde quando é que uma Palavra cria alguma coisa… quanto mais o Mundo… quanto mais todas as coisas! Os homens é que criaram as palavras…..

– Sim, mas continua, ouve, saboreia (retirar preconceitos, falar como  pela primeira vez, como um primeiro homem, fora seu coração um cálice de vinho rubro, e Virgem toda a Terra)


[A Palavra] – devagar – era a verdadeira luz, – devagar – que ilumina todo o homem, – devagar – vindo ao mundo.

Ouves as estrelas?

Sentes um pássaro a cantar no coração? No teu cálice de vinho rubro?

Estava no mundo e o mundo foi feito por ela e o mundo não a conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não a receberam.

Mas, a todos quantos a receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, aos que acreditam no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.


– É misterioso, eu sei. E a Luz das estrelas, não o é? E o silêncio do Céu Profundo? Quanta Paz, Quanto Infinito aguardando, aguardando o nosso olhar atento, o nosso Amor em acção crescendo…

O Infinito aguardando o nosso Silêncio

onde toda a Luz surge

e se encontra

o Sorriso Original.

ps – esse Sorriso é aquele que Leonardo buscou e pintou. e os Gregos… e os escultores de Buda:

o Sorriso do Silêncio.

Aguardando

Aguardando

Por nós.


Prólogo de S. João

PS – E garanto que não é preciso aprender Hebraico! Nem Sânscrito, nem Tibetano tão pouco.

A noite Escura de São João da Cruz

pleiades-star-cluster.jpg

A noite Escura

Em uma noite escura
De amor em vivas ânsias inflamada
Oh! Ditosa ventura!
Saí sem ser notada,
´stando já minha casa sossegada.

Na escuridão, segura,
Pela secreta escada, disfarçada,
Oh! Ditosa ventura!
Na escuridão, velada,
´stando já minha casa sossegada.

Em noite tão ditosa,
E num segredo em que ninguém me via,
Nem eu olhava coisa alguma,
Sem outra luz nem guia
Além da que no coração me ardia.

Essa luz me guiava,
Com mais clareza que a do meio-dia
Aonde me esperava
Quem eu bem conhecia,
Em lugar onde ninguém aparecia.

Oh! noite, que me guiaste,
Oh! noite, amável mais do que a alvorada
Oh! noite, que juntaste
Amado com amada,
Amada no amado transformada!

Em meu peito florido
Que, inteiro, para ele só guardava,
Quedou-se adormecido,
E eu, terna o regalava,
E dos cedros o leque o refrescava.

Da ameia a brisa amena,
Quando eu os seus cabelos afagava,
Com sua mão serena
Em meu colo soprava,
E meus sentidos todos transportava.

Esquecida, quedei-me,
O rosto reclinado sobre o Amado;
Tudo cessou. Deixei-me,
Largando meu cuidado
Por entre as açucenas olvidado.

S. João da Cruz

 

 

 


Religião sem ranço – Teresa de Lisieux

5. Viver de Amor, é dar sem medida
Sem reclamar salário aqui na terra
Ah! Sem contar eu dou-me bem segura
De que, quando se ama, não se conta!…
Ao Coração Divino, transbordante de ternura
Dei tudo… ligeiramente eu corro
Nada tenho senão a minha única riqueza
Viver de Amor.

6. Viver de Amor, é dissipar o medo
Afastar a lembrança das faltas do passado.
Dos meus pecados não encontro vestígios,
Num breve instante o amor queimou tudo…
Chama divina, ó dulcíssima Fornalha!
No teu centro fixo a minha morada
É no teu fogo que eu canto alegremente:
“Vivo de Amor!…”


Historia de un alma (autobiografía) 410Kb
Poemas 203Kb
Oraciones 71Kb
Cartas 600Kb
Escritos Varios 100Kb
Ultimas Conversaciones 350Kb

Juan Pablo II la proclamó Doctora de la Iglesia en 1997. ¿En qué “universidad” había estudiado Teresa? En la “universidad” del Espíritu Santo, en esa enseñanza que Dios da a la gente sencilla.

Vai-te ranço!

Observo que alguns relatos que se fazem e coisas que se escrevem sobre Teresa, estão cheios de ranço religioso. Teresa não era, nunca foi mártir – mas esses escritos, essas pessoas ”religiosas” entendem que se ela não for mártir, então vale menos…e a cada coisa que escrevem tentam criar a ideia de uma mártir.

Teresa foi uma menina feliz, no e do seio de uma família por demais amorosa e unida. Teresa viveu no convento em conjunto com uma ou mais das suas irmão igualmente freiras no mesmo convento. Vinha de boa família e não sofreu maus tratos ou desprezo ou abandono. O seu caminho religioso, o seu processo de entrada no convento, foi livre. Isto é, os conflitos internos que tenha tido, eram dentro de si, e em absoluta ausência de coação exterior. Desde o princípio, cada um dos dias do ano ou festa religiosa, Teresa compreendia o significado, e exigia essa compreensão. Não era nenhum deserto de desumanidade. A direcção do convento era por demais inteligente. Não havia destruição da individualidade e da inteligência. Teresa interpretava vividamente as coisas, escrevia tudo, e vivia uma vida afectiva muito rica, tanto em relação à família, por carta, como sobretudo em relação às irmãs no convento. A expressão de devoção, do afecto e da amizade, era permitida, o que faz a inteligência ficar viva, aumenta a claridade, e a devoção. Qualquer pequenina coisa ela encontrava maneira de a relacionar com o caminho da alma. Dá ideia de que a família teve uma grande influência em tudo isto. Há até coisas que me parecem suspeitas, como se já de antemão estivessem a tratá-la como Santa, e já estivessem as coisas planeadas.

Mas não me importo muito: o caminho espiritual de muitas mulheres, prontas à renúncia, e no caminho do coração, deveria ser assim mesmo, cheio da alegria do que no caminho alegre é, e cheio de afecto. A tentativa de impor e inculcar sofrimento externa e propositadamente, é resultado da perversão de uma miríade de verdades a respeito do caminho religioso. Além disso a miríade dessas perversões que é provocada pelo facto de a ”espiritualidade” dos homens ser imposta às mulheres… é incontável. A essência e a base do caminho espiritual é o dar ouvidos a Deus em vez de ao egoísmo, e o coração tem o seu próprio atalho para esse caminho… e é o homem quem mais frequentemente tem que apreender isso de uma mulher – de uma dada espécie de mulher – não ao contrário.

(& )

Ponho a hipótese de os pais de Teresa terem sido devotos e terem sonhado com a dádiva de filhas entregues a Deus (não terão sido eles dos principais sustentáculos financeiros daquele pequeno Carmelo?). Terão sido estes factos a repeito dos pais, que terão permitido que a Teresa fosse permitida toda a expressão da sua femimilidade e espiritualidade – entregue a Deus, em vez de suprimida e esmagada? Ou será que isso até é algo que acontece mais vezes do que pensamos?

Teresa era muito bonita, e vê-se em todas as suas fotografias, mesmo com o hábito, que está consciente dos detalhes a esse respeito: não combateu a sua própria beleza, mas sim dedicou-a conscientemente …em Deus.

Se isto for um facto a respeito dos pais, isso daria ainda uma terceira dimensão a certas ”crises” de Teresa – evidentemente períodos de luta consigo própria, com a parte de si que quereria outras coisas, e mais. Dar ouvidos a um chamamento e caminho de renúncia que já foi planeado ou desejado por outros, tem também o seu lado incómodo no processo interior de assentimento a esse caminho – diferentes daquele que é inteira e livremente descoberto dentro de si próprio. Cada um terá as suas dificuldades próprias.

O mea culpa, mea culpa, mea culpa: o pecado e o martírio – ou a alegria?

Dos meus pecados não encontro vestígios,
Num breve instante o amor queimou tudo…

A vida espiritual pode ser assim. Embora seja muito difícil atravessar o processo, o qual João da Cruz descreve, ele não é sempre um suplício de lutas macabras com horrível supressão e perseguição de demónios. Naturalmente que há muitos esforços e a luta é só ganha por quem a ela se dedica, naturalmente que tudo o que custa se tenta fazer à mesma – mas quando o caminho é o do coração, ele é um caminho também pleno de alerias. Não só alegrias, mas também muitas e profundas alegrias.

Teresa, não foi mártir por coisas tais como suportar o frio no convento, naquele tempo. Teresa estava na sua terra natal, e não suportaria mais frio do que todas as irmãs e a grande maioria dos seus conterrâneos daquele tempo. Sim, claro, ela inevitavelmente faria aqueles sacrifícios – ofertas – que fazem ser possível praticar a ascese – mas ser-se mártir, é sempre pelo menos, o passar horrores involuntariamente, e por imposição de outros que nos querem mal ou maltratam. Será possível provocar o martírio de frio, forçando alguém cujo corpo não esteja habituado e em condições de tal suportar. Mas Teresa não era abusada no seu Carmelo. Muito pelo contrário.

Além disto, esta frase de Teresa, é uma afirmação de carácter teológico: um testemunho de alegria e leveza, que conscientemente combate a negatividade e miséria que os fariseus do cristianismo, costumam focar e perversamente impor, impedindo a espiritualidade, e colocando seus corpos e sua carne, entre a luz e os seres humanos que por ela anseiam.

O santo Indiano Ramakrishna, mencionou esse problema dizendo a religiosos cristãos ”- no caminho espiritual, não fiquem obcecados por pecados, pecados e mais pecados”.

Dessa forma, não se pode avançar espiritualmente. Infelizmente, para os homens, quantas vezes se demonstrou, na desgraça da queda, uma grande caução ser necessária! Sim, tanto no homem como na mulher, embora de formas diferentes. Mas, quando o caminho certo foi o percorrido, e, no caso mais frequente da mulher, a partir do momento que conseguiu entregar-se nas mãos de Deus, sobretudo se há a ajuda e protecção de uma família espiritual, de um hambiente de vida certo, então é preciso avançar com essa confiança e audácia de que fala Teresa.

___________________________

PS – A reescrever, melhor… bem sei. Mas não queria deixar Teresa à espera.

Festas do Espírito Santo nos Açores

Oração do Espírito Santo

Oh Senhor Espírito Santo
Vos rogamos com clamor
Mandai prevenir a Terra
Qua não haja mais tremor.
Meus pecados são a causa
Da Terra tanto tremer
Agora vos prometemos
Nunca mais vos ofender.
Ó Santíssima Trindade
Sois Esposa, Mãe e Filha,
Peço-vos misericórdia
Para toda esta Ilha.
A vossa misericórdia
Que do céu queira gozar,
Não nos mateis com tremores
Nesta Ilha d’ orfandade.
Toda a nossa esperança
Nós pomos em vós Senhora
Ó Senhor Espírito Santo
Ouvi a quem vos adora.

em “Costumes Açoreanos” de Manuel Dionisio, 1937.

Letra da oração, no blog com imagens e fotografias dos Açores, por Nanda: Ilhas do mar

Esta oração é, com toda a probabilidade, um canto – quero dizer, letra para ser cantada como uma canção sacra, devocional.

…e canta-se, repetidamente, Aleluia, Aleluia, Virgem Maria do Pranto, Aleluia, Aleluia, ao Divin’ Esp’rito Santo. Imperio Feteira.jpg

Oh divino Espírito santo, a vossa capela cheira, cheira a cravo cheira a rosa, cheira à flor da laranjeira. …



.

















































 

 

 

 

O império da Feteira, ilha Terceira, um exemplar
típico da arquitectura ligada às Irmandades do
Espírito Santo (finais do século XIX)

 

 










distribui-se terrinasde sopas pelos carenciados, idosos, enfermos, vizinhos e amigos. Mas a festa ainda vai a meio. …


A distruibuição do pão
A meio da tarde, a Irmandade do Sábado – há outra para o Domingo da Trindade – organiza novo cortejo, já acompanhado por filarmónica, para recolha, pelas casas dos irmãos, de açafates com rosquilhas ou pães de massa sovada, transportados por mulheres. O dar o pão, enfeitado com flores, limões e laranjas e o seu pesado transporte à cabeça constitui, por vezes, uma forma para pagar promessas. Recolhida no largo junto à Capela do Império, e após a benção da massa, esta é retirada, em partes iguais, dos açafates conforme a maior ou menor “conta” e colocada, sobre mantas de lã ou lençóis brancos, dentro em carrinhas de caixa aberta. O pão é distribuido a todas pessoas, de qualquer idade – chegam a ser centenas e por vezes milhares! – pelos membros da irmandade, enquanto prossegue o arraial com música à estante. …
A partir de hoje e até à Trindade, é assim na ilha do Pico inteira, por causa das antigas promessas feitas em tempos de calamidades e aflições. Amanhã, domingo, segunda, terça e novamente no domingo da Trindade, a ancestral tradição dos Impérios com jantar e distribuição de pão, rosquilhas ou vésperas repete-se em redor da Ilha, e dá-se, sem olhar a quem apenas pela Fé e devoção ao Divino.

Extracto do artigo Espírito Santo -as maiores festas populares,

Autoria de José Gabriel Ávila , Escrita em Dia –


Leituras sobre Pentecostes: A Igreja do Espírito Santo, de Alenquer

  Capa da Obra PENTECOSTES
Pentecostes [Visual gráfico. – [Lisboa] : Mus. Nac. Arte Antiga, [196-]. – 1 imagem : color. ; 34×28 cm http://purl.pt/6210
.

Um artigo por Carlos Nogueira

Cito:

o culto do Espírito Santo foi sempre uma das mais fervorosas devoções das famílias reais nos séculos XIV, XV e princípios do século XVI e este culto, no âmbito popular foi dos mais difundidos em Portugal, e de modo especial na Beira Baixa e Beira Alta. Era celebrado na Semana do Pentecostes e a cerimónia constava da coroação de “um imperador”, uma pessoa do povo pertencente à Irmandade ou Confraria do Espirito Santo, que era eleito, e as festas anuais chamavam-se Festas Imperiais do Espírito Santo, instituídas por D.Dinis e Rainha Santa Isabel.

Repetia-se este ritual todos os domingos até ao sábado de Espírito Santo (ou seja ao 7º domingo depois da Páscoa, que neste ano, por exemplo foi a 11 de Junho e o domingo da Santíssima Trindade no seguinte). Nesse sábado, véspera do domingo do Espírito Santo, ia o imperador acompanhado dos religiosos de S.Francisco e de todo o clero, até à Igreja de Triana, onde feita a oração, continuava a procissão de regresso e a recolher na Igreja do Espírito Santo e aqui benziam-se muitas merendeiras e carne que se repartia pelo povo. Como prova de grande riqueza e fama desta Confraria em Alenquer, sabe-se que entre 1520 e 1577 entraram 1052 confrades novos a somar aos já existentes. Entre eles encontravam-se muitos dos nomes mais nobres e antigos, como por exemplo Damião de Goes, Afonso de Albuquerque, Pedro de Alcaçova Carneiro, Francisco Carneiro, D. Pedro de Noronha, D. Leão de Noronha, a condessa de Linhares, D. Isabel de Lencastre, Lopo Vaz Vogado, D. Manuel de Portugal, Manuel Gouveia, Lançarote Gomes Godinho e muitas outras personalidades.

 

Pode ler o restante aqui

Pentecostes 1 – Dia de festa transbordante…


Giotto
Pentecost
c. 1305
Scrovegni Chapel, Padua


https://i2.wp.com/www.christusrex.org/www1/francis/SNT-pentecost-m.jpg

Artwork: Pentecost
Artist: GIOTTO di Bondone
Date: 1290s
Technique: Fresco
Location: San Francesco, Assisi
Notes: Scenes from the New Testament
Subject: The Descent of the Spirit

Pentecost – Duccio di Buoninsegna (1308) Tempera on wood
Museo dell’Opera del Duomo, Siena

Spiritus Dómini replévit orbem terrárum, et hoc quod continet ómnia sciéntiam habet vocis, Alleluia.

The Spirit of the Lord fills the whole world, and holds all things together and knows every word spoken by man, Alleluia.

(Wisdom 1:7 – Entrance Antiphon for Mass for Pentecost. )

 

The image “https://i1.wp.com/gallery.euroweb.hu/art/a/andrea/firenze/thspsiri.jpg” cannot be displayed, because it contains errors.

 

Descent of the Holy Spirit
Artist: ANDREA da Firenze
Date: 1365-68
Technique: Fresco
Location: Santa Maria Novella, Florence

 

image/Altar.jpg, 129,5K

Pfingsten
Whitsun

Westfälischer Altar
ca. 1370/80

Pentecost

Pentecost
Vicente Juan Macip, called Juan de Juanes
Spanish, c. 1510–d. 1579
Oil on panel

PROVENANCE: Tupper Collection; Sold at Christie’s, June 14, 1875; Sir Gilbert Lewis, London; F. Kleinberger & Co., 1954; BJU, 1954.

Juan de Juanes studied the Italian masters, especially Raphael. Though Spanish-born, he settled in Valencia, Italy, where he built his career by painting religious works.

In this scene, the Holy Spirit indwells the disciples while tongues of fire hover symbolically over their heads (Acts 2:1-4). De Juanes’ balanced composition derives from High Renaissance art, yet the colors and various poses seem more Mannerist in style. The artist repeats facial types, changing only the hair to create different characters. This device, typical of de Juanes’ paintings, reflects his probable dependence on cartoon sketchbooks rather than on actual models.

This Pentecost is the finest example of this artist’s work in the country.


https://i1.wp.com/www.joyfulheart.com/pentecost/images/elgreco_pentecost430x978.jpg

El Greco, The Pentecost (1596-1600), Oil on canvas, 275 x 127 cm, Museo del Prado, Madrid.

Uma oração de Fernando Pessoa

Uma oração de Fernando Pessoa

.Senhor, (…)
Dá-me alma para te servir e alma para te amar.
Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra,
Ouvidos para te ouvir no vento e no mar,
E mãos para trabalhar em teu nome.

Torna-me puro como a água e alto como o céu.
Que não haja lama nas estradas dos pensamentos,
Nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos.

Faz com que eu saiba amar os outros como irmãos, e,
Servir-te como a um pai.
(…)
Minha vida seja digna da tua presença.
Meu corpo seja digno da terra, tua cama.
Minha alma possa aparecer diante de ti,
Como um filho que volta ao lar.

Torna-me grande como o Sol,
Para que eu te possa adorar em mim;
E, torna-me puro como a Lua,
Para que eu te possa rezar em mim;
E torna-me claro como o dia para que,
Eu te possa ver sempre em mim e rezar-te,
E adorar-te.

Senhor, protege-me e ampara-me.
Dá-me que eu me sinta teu.

Senhor, livra-me de mim..

Fernando Pessoa,   1912?

A crueldade debaixo do tapete falso

Resposta a um post num blog católico:

Caro Daniel…

Li o seu artigo sobre ateísmo, em que avisa umas pessoas amigas dos perigos de crueldade e semelhantes desgraças para quem vive no ateísmo…e em que dá ainda por cima o exemplo de Hitler!…

Estas coisas exasperam. O raciocínio que fez, não tem cabimento. Ignora a História? Ignora as crueldades praticadas por ”cristãos” e pelos seus chefes, e pelas Igrejas e pelos ”homens de Deus”? Ignora também a cristandade de Hitler?

Quem é que tem que acartar com esse mal, feito pelas igrejas e por aqueles a quem chamam cristãos? Os ateus? Os que gostariam também eles de ter um contacto com o Eterno, e uma irmandade, mas que contrariamente às pessoas como o Daniel, não a encontram, não a podem ter, por consciência, e por terem que acartar eles sózinhos com o peso da consciência de todos os males, mentiras e horrores feitos em nome de Deus, os quais os da Igreja de hoje continuam a esconder e ignorar?

Em vez daquilo que fazem, os homens da Igreja de hoje deveriam de e precisam de partilhar o peso desses mal-feitos, e crimes. Isso sim, fa-los-ia arrependerem-se e procurarem um caminho melhor, pois que o passado foi por de certo errado. E esse reconhecimento sim, abriria o caminho do Eterno para milhares – que desta forma, se mantêm aquém do sobrenatural, fechados na esterelidade do racionalismo que necessitam para defender verdades que a vossa ignorância esconde. Mas não; é incrível, como continua a não haver um reconhecimento dos erros feitos. Um arrependimento.
Com tanto poder, bem poderia surgir uma declaração universal – de pena, de dor, de ”errámos, desculpem-nos – na verdade, não era nada disto o ensinamento de Cristo!…” E haver uma limpeza, e uma exposição quase completamente nova…da religião de Jesus.

Uma introdução à obra do sueco E. Swedenborg – 1688-1772

Site que apresenta o trabalho de Emanuel Swedenborg, em português do Brasil: http://www.swedenborg.com.br/

Uma introdução a Emanuel Swedenborg:

Cientista

Estudou e publicou várias obras que abrangiam áreas tão diversas como: química, óptica, matemática, magnetismo, hidráulica, acústica, metalurgia, anatomia, hidrostática, fisiologia, pneumática, geologia, mineração, cristalografia, cosmologia, cosmogonia, dinâmica, astronomia, álgebra, mecânica geral e outras.

Filósofo
Além de publicar diversos tratados de filosofia, formulou e desenvolveu as doutrinas filosóficas sobre o influxo, os graus, as formas, as séries e a ordem.

Na área da psicologia, publicou, entre outros, os tratados: Psicologia empirica (1733), um estudo sobre a obra de Chirstian Wolff, e Psicologia Racional (1742), contendo muitos princípios filosóficos e observações inédtias baseados nas suas observações sobre anatomia.

Teólogo
Nos últimos 27 anos de sua vida, escreveu mais de 40 títulos de exegese bíblica, Cristologia, escatologia e doutrina geral, expondo, por meio da Ciência das Correspondências, o sentido interno ou espiritual que jazia oculto na Palavra. Assim, restaurou os fundamentos primitivos do cristianismo, a saber, a fé em Jesus Cristo como Deus que Se fez carne, bem como outras doutrinas básicas, sobre a fé, a caridade, a vida, a Escritura Santa, o casamento etc.

Inventor
Fez esboços, em 1714, de uma “máquina de voar“, que foi considerada pela Academia Real Britânica de Aeronáutica como o primeiro projeto racional de um avião. Inventou vários outros artefatos e instrumentos mecânicos; alguns construiu, outros deixou apenas em esquemas, como uma bomba hidráulica; um dique para construção naval; um guindaste; um compressor a mercúrio; uma carreta mecânica com guindaste; um máquina de parafusar; um instrumento de sopro; uma metralhadora; uma máquina elevadora para extração de minério, um “navio capaz de submergir com a sua tripulação e assim escapar da esquadra inimiga ” (o submarino!) além de outros.

Descobridor pioneiro, foi o primeiro a propor a hipótese nebular da criação do universo, meio século antes de Kant e Laplace; fez descobertas que deram origem à ciência da cristalografia; desenvolveu teorias sobre a natureza da energia; descobriu que o cérebro funciona em sincronia com os pulmões; deduziu o uso do fluido cerebro-espinal; foi pioneiro no estudo do magnetismo; apresentou a teoria de galáxias serem constituídas por estrelas com sistemas planetários.

Político, foi membro atuante do Parlamento por vários anos, tendo apresentado muitas propostas para o desenvolvimento industrial, financeiro e social da Suécia.

Artífice, praticou as artes da música (como organista), criou instrumentos musicais, aprendeu a fazer encadernação de livros, técninas de relojoaria, gravação de metal, marmoraria, polimento de lentes, jardinagem etc.

Literato: Além das obras científicas e teológicas relacionadas nesta página, Swedenborg publicou a primeira álgebra na língua sueca, escreveu poemas e fábulas, editou um jornal científico intitulado Daedalus Hyperboreus, escreveu biografias e histórias.

Poliglota, falava sueco, holandês, inglês, francês, alemão, hebraico, grego, latim e italiano.

 

Foi catedrático de Matemática na Universidade de Uppsala, ao mesmo tempo que pesquisava a fundo áreas tão distintas quanto anatomia e geologia, astronomia e hidráulica. Quando dominava o assunto, publicava obras sobre suas conclusões, obtendo o respeito de outros especialistas e autores das diversas áreas. Vários conceitos emitidos por Swedenborg, nesses estudos, são considerados como pioneiros. Em razão dessas realizações, Swedenborg passou a ser considerado um dos heróis nacionais na Suécia, razão porque seu retrato se encontra no hall da Academia de Ciências daquele país e seu túmulo entre os de reis suecos, numa catedral de Estocolmo.

Os Escritos admiráveis que foram publicados a partir desse período têm influenciado mentes de homens, mulheres e crianças, tanto pessoas humildes quanto da realeza, anônimos ou ilustres famosos, como Carlyle, Ralph Waldo Emerson, Baudelaire, Balzac, William Blake, Helen Keller e Jorge Luis Borges. No entanto, esses mesmos Escritos teológicos e espirituais são motivo para que se façam julgamentos parciais e de interesses, lançando dúvida sobre a sanidade mental do autor e sua reputação científica anterior. Por causa de sua teologia, Swedenborg sofreu censura e forte perseguição por parte de religiosos cristãos em seu país, onde seus livros foram proibidos. De fato, a doutrina por ele exposta abala as bases da crença tradicional do cristianismo, a saber, em um Deus dividido em três pessoas, num sacrifício sanguinário de uma pessoa (o Filho), para aplacar a ira da outra pessoa (o Pai).

Por confrontarem à teologia cristã atual, suas obras foram tidas como heréticas, embora todas as suas proposições doutrinais estejam farta e firmemente confirmadas pelo textos do Antigo e Novo Testamentos da Bíblia. Do princípio ao fim, do primeiro ao último de seus Escrito, Swedenborg não faz outra coisa senão revelar e exaltar o caráter Divino do Senhor Jesus Cristo, sendo ali revelado como o próprio Deus que “Se fez carne e habitou entre nós”. Esse caráter Divino de Jesus nunca foi tão claramente exposto nem defendido em nenhum outro tratado teológico até hoje. Mas ele estava bem ciente da dificuldade com que seus Escritos seriam aceitos, pois escreveu:

“Prevejo que muitos dos que lerem as explicações que se seguem e as descrições, no final dos capítulos, das coisas por mim presenciadas no mundo espiritual, suporão que se trata de pura imaginação. Asseguro, porém, que não foram por mim inventadas, mas existiram em realidade e foram vistas em estado de completa vigília. E isto porque aprouve ao Senhor manifestar-Se a mim e fazer de mim Seu instrumento no ensino da doutrina da nova igreja. Assim, foram-me abertos os interiores da mente e do espírito, o que me permitiu estar simultaneamente em contato com os anjos no mundo espiritual e com os homens no mundo natural, e isto durante anos”.

E, quando se dirigiu ao Rei da Suécia, afirmou solenemente:

“Que nosso Salvador Se revelou a mim visivelmente e me mandou fazer o que tenho’ feito e ainda tenho de fazer, e que me permitiu comunicar-me com anjos e espíritos, eu o tenho declarado a toda a cristandade, tanto na Inglaterra, Holanda, Alemanha e Dinamarca, como na França e Espanha, e também neste país, em várias ocasiões, diante de Vossas Majestades Reais, e especialmente quando fui honrado em me assentar à mesa da família real, diante da qual e de cinco senadores minha missão foi o único assunto da conversa. Mais tarde, expus o mesmo assunto diante de cinco senadores. Entre eles, os condes Tessin, Bonde e Hopkin julgaram que assim é, em verdade. Além dessas, muitas outras pessoas, tanto do país como do estrangeiro, entre as quais se encontram reis e príncipes, têm tido conhecimento de minha missão. Apesar de tudo isso, o Ministério da Justiça declara que esses fatos são falsos, quando não o são. Se dissessem que tais fenômenos são incompreensíveis, nada teria eu a replicar, uma vez que não posso convencer os outros da minha capacidade de ver e ouvir aquilo que eles não vêem e ouvem. Também não posso fazer com que os anjos e espíritos conversem com eles: o tempo dos milagres já passou. Com sua própria inteligência, entretanto, poderão examinar o assunto e preparar-se para compreender esses fenômenos, ao lerem e meditarem sobre meus escritos, nos quais se descrevem muitas coisas sobre as quais jamais alguém escreveu e não poderiam ser descobertas senão por visões ou por comunicação com aqueles que estão no mundo espiritual. Para compreender isto, basta que seja examinado o que foi dito relativamente ao assunto no meu livro sobre o Amor Conjugal. Se restar, ainda, alguma dúvida, estou pronto para testificar, com o juramento mais solene que se me possa prescrever, que o que acabo de dizer é inteiramente verdadeiro e real, sem o menor exagero. Isto me foi permitido experimentar por nosso Salvador, não por meu merecimento, mas por amor a todos os cristãos. Sendo isso o que tem ocorrido de verdadeiro, mal é que o declarem inexato e falso, embora possam alegar que se trate de algo incompreensível”

(Tafel, Documentos Sobre Swedenborg).

 

 

 

Swedenborg: Appearance and Reality

Swedenborg: Appearance and Reality

 

Appearance and Reality

Everything at all visible in the universe is representative of the Lord’s kingdom, so much so that nothing exists in the starry sky above, or on this planet, which is not in its own way representative. For every single thing within the natural order is an outermost image, in that the Divine issues forth into celestial things, which are expression of good; celestial things issue forth into spiritual things, which are expressions of truth; and celestial and spiritual things issue forth into natural things. This shows how stupid, indeed, how topsy-turvy, human intelligence is which separates or isolates natural forces from that which is prior to them and flows into them—that’s is, from their efficient cause—and then attributes everything to natural forces. And people who think and talk in this fashion seem to themselves to be wiser than anybody else, that is to say, by their attribution of everything to natural forces. Angelic intelligence however is quite the reverse—it attributes nothing to natural forces but every single thing to the Lord’s Divine, and so to life, not to anything devoid of life.

Emanuel Swedenborg
Arcana Caelestia (1749-1756)

Emanuel Swedenborg – Ligações e info

In its inmost elements, the human form from its creation is a form of love and wisdom. All the human affections of love in a person and so all his perceptions of wisdom are arranged in a most perfect order, so that together they form a harmonious and thus united whole.

– Emanuel Swedenborg

Swedenborgiana Links

 

Sources

 

· Sigstedt, Cyriel Sigrid (Ljungberg Odhner). (1952) The Swedenborg Epic: The Life and Works of Emanuel Swedenborg. Swedenborg Digital Library. http://www.swedenborgdigitallibrary.org/ES/epicfor.htm

Tafel, R.L. (1875-1877) Documents Concerning the Life and Character of Emanuel Swedenborg. Swedenborg Society. Two volumes, bound as three.

· Synnestvedt, Sig, ed. (1977) The Essential Swedenborg: Basic Religious Teachings of Emanuel Swedenborg. Swedenborg Foundation.

· James, Leon. Swedenborg Glossary of Theistic Science. http://www.soc.hawaii.edu/leonj/leonj/leonpsy/instructor/gloss.html

Other Excellent Sources

· Blom-Dahl, Christen . (2001) The Third Source. Swedenborg: A Physical and Metaphysical Revelation. http://www.theisticscience.org/blomdahl/Sweden.htm

· Taylor, Eugene. (1997) A Psychology of Spiritual Healing. Chrysalis Books.

· Academy Collection of Swedenborg Documents (ACSD). Swedenborg Library, Bryn Athyn College. All known documents, letters, memorials, etc., relating to the life of Emanuel Swedenborg. http://www.brynathyn.edu/Library/SwedenborgDocuments/

· The Swedenborg Library, Bryn Athyn College. Swedenborg Library Online Catalog. Includes the largest collection of Swedenborgiana in the world. http://www.brynathyn.edu/Library/catalog/

· The Swedenborg Society (London). Includes the society’s library catalog and publications catalog. http://www.swedenborg.org.uk/

· The New Philosophy Magazine. Swedenborg Scientific Association. http://newphilosophyonline.org/

· Swedenborg Foundation. http://www.swedenborg.com/

 

 

 

Create a free website or blog at WordPress.com.

EM CIMA ↑