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A ILHA DOS AMORES – I

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Língua Portuguesa

Sobre o Galego – video

Oh Dr. eu acordo ortográfico

com Fúria e Raiva – o Acordo Ortográfico

COM FÚRIA E RAIVA

Com fúria e raiva acuso o demagogo
E o seu capitalismo das palavras

Pois é preciso saber que a palavra é sagrada
Que de longe muito longe um povo a trouxe
E nela pôs sua alma confiada

De longe muito longe desde o início
O homem soube de si pela palavra
E nomeou a pedra a flor a água
E tudo emergiu porque ele disse

Com fúria e raiva acuso o demagogo
Que se promove à sombra da palavra
E da palavra faz poder e jogo
E transforma as palavras em moeda
Como se fez com o trigo e com a terra

Junho de 1974

Sophia


«Quanto mais penso, mais fico revoltado. Toda a situação pode ser resumida como um conluio entre acadêmicos espertos e parlamentares obtusos para, à custa do esforço de algo como 300 milhões de usuários da língua portuguesa, que terão de perder tempo “reciclando-se”, beneficiar meia dúzia de editores que já têm prontos dicionários, gramáticas, cursos de atualização e material didático de acordo com a “nova ortografia”.»
Hélio Schwartsman, “Ex-leviatã”, 29/5/2008

«Nunca foram meia dúzia de consoantes mudas — como nas formas lusitanas “adopção” e “óptimo” — que constituíram barreira à intercomunicabilidade entre leitores e escritores dos dois lados do Atlântico. […] Se há empecilhos à boa compreensão entre falantes do Brasil, de Portugal e de países africanos e asiáticos (não nos esqueçamos de Timor Leste), eles estão na escolha do léxico e no uso de expressões locais, felizmente ao abrigo da sanha legiferante de dicionaristas e parlamentares.»
«Ao contrário, [a reforma] irá apenas criar o incômodo de exigir de alguns milhões de usuários que percam algum tempo para aprender as novas regras cuja arbitrariedade só não é superada pela inutilidade. Se há algo a ser eliminado, não são acentos e hifens, mas a estultícia de burocratas.»
Hélio Schwartsman, “Reforma estúpida”, 23/8/2007

Assine a petição em http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa.
Enquanto há Língua, há esperança.

http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa

O Melhor a Ler sobre o acordo Ortográfico

http://blogdoflecha.files.wordpress.com/2008/04/tesouro.jpg

«A nossa magna lingua portugueza
De nobres sons é um thesouro.»     Fernando Pessoa

PORTAL DA LÍNGUA PORTUGUESA

EM DEFESA DA LÍGUA PORTUGUESA

«A língua e a linguagem são pilares do desenvolvimento no seu sentido mais amplo, não devem ser meros instrumentos do comércio e diplomacia. O acordo ortográfico de língua portuguesa de 1990 apresenta uma dubiedade sem critério, dificulta a aprendizagem da língua e empobrece o património linguístico da comunidade de países de língua portuguesa.»
Revista Autor, Junho 2008, Editorial, 1/6/2008
http://emdefesadalinguaportuguesa.blogspot.com/
http://snipurl.com/3i1y8

7º O acordo falso

Veja como o acordo não resolve nenhuma das questões que diz que vai resolver. Veja por si:

  • Secçãografia dual – O c é sempre dito na pronúncia padrão de Portugal enquanto não o é no Brasil.
  • Contactos e Perspectivasgrafia dual – O c é expresso, por vezes, na pronúncia europeia

Quer num e noutro caso se admitem ambas as grafias na alínea c) do 1º da Base IV (c1IV) do AO90: secção e seção; contactos e contatos; perspectivas e perspetivas.

No corpo do texto vamos encontrar, também, o casos seguintes:

  • Polémicagrafia dual – o AO90 admite as grafias com acento agudo ou com circunflexo porque as sílabas tónicas antes de nasal (m ou n) são pronunciadas de forma aberta em Portugal e de forma fechada no Brasil. Aplica-se aqui o referido nas observações do número 3 da Base X1 (3XI) do AO90, sendo ambas as formas, polémica e polêmica, permitidas.
  • Adoçãografia única – O p da grafia portuguesa salta fora porque ele não se usa nem na fala padrão de Portugal, nem na brasileira, seguindo o estipulado na alínea b) do 1º da Base IV (b1IV) do AO90.
  • Adaptografia única – O p das duas grafias mantém-se porque é dito quer por portugueses, quer por brasileiros que seguem as respectivas normas cultas, cumprindo-se o indicado na alínea a) do 1º da Base IV (a1IV) do AO90.

Texto daqui

A consequência deste acordo é causar um enorme prejuízo à nossa Língua, consequentemente a todos nós, e depois do acordo feito, é dificilmente reversível. E sem nenhuma das vantagens que diz ter.

LER AQUI.

ASSINAR AQUI

6º DESacordo ortográfico: leituras

amansarda, em     vamos-la-deixar-a-lingua-em-paz/

A Redassão

 

 

Enquanto isso, no colégio.

Pergunta: Você gostaria de ter um irmãozinho?

Gostaria, mas queria que se tivesse um mano, se chamasse Herrar…
Porque Herrar é o mano.

Tags: Redação, Humor, … convições??

5º:Assinar Petição acordo ortográfico

CONTATO DIRETO,

OU CONTACTO DIRECTO???

CONVITO?

OU NÃO CONVICTO?

LER AQUI.

ASSINAR AQUI

Artigo de Miguel Sousa Tavares, aqui: Expresso, 26-Nov-2007

 

Blogs que encontrei a manifestarem-se contra o acordo ortográfico:

 

 

 

4º: O Acordo Ortográfico e A Petição

(Nota posterior: corrigi o enlace para a petição, que não funcionava. Está a seguir a esta especificação do acordo ortográfico).

Já agora, uma republicação daquilo em que consiste o acordo ortográfico, publicado anteriormente em Julho passado:

A partir de janeiro de 2008, Brasil, Portugal e os países da Comunidadedos Países de Língua Portuguesa – Angola, Brasil, Cabo Verde,Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste terão a ortografia unificada.

O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês e o espanhol. A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros.Com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja modificado. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada. Mas apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.

Resumo da ópera – o que muda na ortografia em 2008:

  • As paroxítonas terminadas em “o” duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de “abençôo”, “enjôo” ou “vôo”, os brasileiros terão que escrever “abençoo”, “enjoo” e “voo”.
  • Mudam-se as normas para o uso do hífen.
  • Não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”,”ler”, “ver” e seus decorrentes, ficando correta a grafia “creem”, “deem”, “leem” e “veem”.
  • Criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como “louvámos” em oposição a “louvamos” e “amámos” em oposição a “amamos”.
  • O trema desaparece completamente. Estará correto escrever “linguiça”, “sequência”, “frequência” e “quinquênio” ao invés de lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio.
  • O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de “k”, “w” e “y”.
  • O acento deixará de ser usado para diferenciar “pára” (verbo) de “para” (preposição).
  • Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia”.
    O certo será assembleia, ideia, heroica e jiboia.
  • Em Portugal, desaparecem da língua escrita o “c” e o “p” nas palavras onde ele não é pronunciado, como em “acção”, “acto”, “adopção” e “baptismo”. O certo será ação, ato, adoção e batismo.
  • Também em Portugal elimina-se o “h” inicial de algumas palavras, como em “húmido”, que passará a ser grafado como no Brasil: “úmido”.
    Portugal mantém o acento agudo no e e no o tônicos que antecedem m ou n, enquanto o Brasil continua a usar circunflexo nessas palavras: académico/acadêmico, génio/gênio, fenómeno/fenômeno, bónus/bônus.

FIM do artigo

 

 

Aqui está o enlace para assinar a petição, por Nuno Raimundo.

Segue-se a reprodução integral do texto da  petição, por Nuno Raimundo:
(uma razão de eu publicar a sua reprodução, é que pelo menos no browser Firefox, a petição lê-se muito mal.)

 

To: Ex.mos Senhores Primeiro-Ministro de Portugal, Ministra da Cultura, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Ministra da Educação
Tomámos conhecimento da vontade do governo português de tomar uma decisão acerca do acordo ortográfico da língua portuguesa, assinado em 1990 pelos países de língua oficial portuguesa. Tendo consultado o texto do documento (http://www.necco.ca/faq_acordo_ortografico.htm), não podemos deixar de manifestar o nosso desacordo e a nossa mais profunda indignação acerca das modificações previstas para a ortografia portuguesa que, além de contraditórias, só irão causar mais confusão para quem aprende e, mais importante, fala o português.

O próprio acordo entra em contradição variadas vezes. Está previsto que se retirem os “c’s” e os “p’s” mudos, desprezando a etimologia das palavras, mas também está previsto que se mantenham os “h’s” mudos (“homem”, “harmonia”), devido à etimologia das palavras. Onde está a coerência nisto?

Para além deste facto, a eliminação dos “c’s” e dos “p’s” mudos irá causar imensa confusão para quem aprende e fala a língua portuguesa em Portugal, visto que vai contra as regras da pronúncia do português nesse país. Isto porque, apesar de não se lerem explicitamente, os “c’s” e os “p’s” são essenciais para indicar a abertura da vogal que lhes precede. Eis alguns exemplos práticos que o demonstram claramente:

• Na palavra “cação”, o primeiro “a” é fechado; lê-se, portanto, “câ-ção”. Na palavra “facção”, o primeiro “a” é aberto pela letra “c” que lhe sucede; lê-se, portanto, “fá-ção”.
Ora, o acordo estabelece que se escreva “facção” como se escreve “cação”: “fação”. Mas nesse caso, qual a pronúncia correcta desta palavra? Segundo as regras da pronúncia do português de Portugal, deveria ler-se “fâ-ção”, visto que não há nenhum “c” que abra a vogal “a”!

• Na palavra “adoçar”, a letra “o” tem o valor de “u”; lê-se, portanto, “a-du-çar”. Na palavra “adopção”, a letra “o” é aberta pela letra “p” que lhe sucede; lê-se, portanto, “a-dó-ção”.
Ora, o acordo estabelece que se escreva “adopção” como se escreve “adoçar”: “adoção”. Mas nesse caso, qual a pronúncia correcta desta palavra? Segundo as regras da pronúncia do português de Portugal, deveria ler-se “a-du-ção”, visto que não há nenhum “p” que abra a vogal “o”!

• Na palavra “tropeção”, a letra “e” é muda; lê-se, portanto, “tru-p’-ção”. Na palavra “inspecção”, a letra “e” é aberta pela letra “c” que lhe sucede; lê-se portanto, “ins-pé-ção”.
Ora, o acordo estabelece que se escreva “inspecção” como se escreve “tropeção”: “inspeção”. Mas nesse caso, qual a pronúncia correcta desta palavra? Segundo as regras da pronúncia do português de Portugal, deveria ler-se “ins-p’-ção”, visto que não há nenhum “c” que abra a vogal “e”!

Evidentemente que poderíamos continuar com um vasto rol de exemplos, mas estes parecem-nos bastante elucidativos das graves consequências que estas modificações irão trazer. É claro que, no Brasil, a eliminação dos “c’s” e dos “p’s” não trouxe nenhuma consequência, porque os brasileiros abrem naturalmente todas as vogais! Os brasileiros lêem, naturalmente, “cação” como “cá-ção” e “adoçar” como “á-dó-çar”. Mas para os portugueses e também para os africanos dos PALOP e timorenses, que temos tendência para fechar as vogais, necessitamos da presença dos “c’s” e dos “p’s” para que possamos saber como se devem pronunciar essas palavras. (Evidentemente que a eliminação dos “c’s” e dos “p’s” em palavras em que eles não exercem a sua função não causará problemas nestes países – são exemplos as palavras “árctico”, “didáctico” e “óptimo”, em que o uso de acento agudo inutiliza o “c” e o “p”.)

Estranha e injustamente, o acordo só prevê que este sacrifício da pronúncia em primazia da ortografia se dê em Portugal, Timor e nos PALOP. Porque é que não está previsto no acordo que os brasileiros substituam o acento circunflexo das palavras “antônimo”, “tênis”, por acento agudo (“antónimo”, “ténis”)? Porque não é assim que os brasileiros pronunciam. E assim continuamos com duas ortografias diferentes no que concerne a estas palavras. Mas não era precisamente com a dupla ortografia que o acordo vinha acabar? Então e porque é que o acordo cede quando está em jogo a pronúncia brasileira e não cede quando está em jogo a pronúncia portuguesa, africana e timorense? Mais uma vez, onde está a coerência nisto?

A implementação do acordo irá causar ainda outros estranhos fenómenos, tais como a eliminação de certos “c’s” e “p’s” em Portugal, mas que se manterão no Brasil, por serem lá pronunciados. Isto acontece em palavras como “recepção” e “infecção”: escrevem-se assim no Brasil, pois os brasileiros lêem o “p” e o “c”, mas em Portugal passariam a ser escritas “receção” e “infeção” (mais uma vez, contradizendo as regras da pronúncia).

No telejornal do passado dia 27 de Novembro, foi entrevistado um perito brasileiro que se questionava: “Como se escrevem os documentos das Nações Unidas? Em português do Brasil, em que se escreve “teto” sem “c” e “ótimo” sem “p”? Ou em português de Portugal, em que se escreve o “p” e o “c”, mas não se lêem?” As duplas ortografias não existem apenas na língua portuguesa. A língua inglesa tem diferenças de ortografia (naturalmente menos que a língua portuguesa), mas nunca se viu isso como um empecilho, como um defeito do idioma a corrigir a todo o custo. Além do mais, existem profundas diferenças a nível gramatical entre o português de Portugal e o português do Brasil que também se reflectirão na escrita (exemplo: em Portugal escreve-se “Porquê?”; no Brasil escreve-se “Por quê?”). Não só o acordo prevê que continue a existir inúmeras diferenças na ortografia, como irá continuar a haver diferenças na gramática dos dois países, que farão com que continue a ser possível distinguir um texto em português de Portugal e um texto em português do Brasil. Então porquê implementar este acordo se ele não cumpre o seu suposto objectivo, o de unificar as ortografias de todos os países de língua oficial portuguesa?

Através dos vários exemplos apresentados, parece-nos ser bem notório e visível que, ao contrário de facilitar, o acordo só vem dificultar ainda mais o ensino, a divulgação e a própria comunicação em português, além de apresentar absurdas incoerências. Uma língua não se reduz apenas à sua ortografia: há uma série de implicações directa e indirectamente inerentes a esta e que têm uma importância basilar. Se realmente se pretende alterar a ortografia, tem necessariamente de se alterar toda uma série de fundações da língua, isto para não falar na tradição etimológica e nas características próprias e intrínsecas de cada dialecto. A pronúncia é uma das, senão a base mais forte e fundamental de um idioma, e este acordo despreza-a e relega-a para um plano de fundo, pondo em causa toda a estrutura da língua e aumentando o risco do seu desmoronamento.

Pelo exposto, pode concluir-se que, não sendo por razões intrínsecas à própria língua que se promove este acordo, ele parece ter um objectivo simplesmente comercial e diplomático. Será razoável reduzir a língua portuguesa, com a sua riqueza e diversidade próprias, a uma mera moeda de troca?

Solicitamos, pois, que seja suspensa a implementação do referido acordo.

Nuno Raimundo

Aqui está o enlace para assinar a petição, por Nuno Raimundo.

 

3ªs alinhavares sobre o acordo ortográfico

Lendo o artigo do Dr. Pedro Lomba, jurista, eu fico entre outras coisas, a saber que afinal no Brasil já se escreve úmido, embora ainda não omem.

Isto está cada vez mais apetitoso.

E eu peço ao Dr. Pedro Lomba que leia com atenção o texto da petição escrito pelo Nuno Raimundo, (ver meus posts anteriores) e que reflicta… pois não é por sermos cães e nos vendermos, que a Europa, ou os estrangeiros, vão passar a querer estudar o nosso português. Irra, que somos lentos na aprendizagem. Ainda não chegou a mesma asneira com a economia, com as finanças, com a agricultura, para percebermos onde nos leva a treta da sobrevivência pela submissão?

Aquilo que nos sugere, caro Dr Pedro Lomba, não vai de forma nenhuma parar com os dicionários de Francês-Brasileiro. Pelo contrário, vai fomentá-los.

Pudemso lutar por uma unificação da Língua, assumindo o que somos e o que é a nossa Língua, EXIGINDO, a protecção e conservação da exclusividade, múltiplas qualidades e superioridade que a caracteriza, como cume, ápice. Situados entre essa elevação, – à qual chegam os maiores poetas, ou um António Vieira – e as bases dos seus fundamentos no ventre de sua mãe greco-latina, e outras civilizações superiores da antiguidade que lhe antecederam – e permitindo entre esses dois extremos, é que podemos abrir os braços à riqueza das variações.

O Padre António Vieira, que foi amigo dos povos Índigenas brasileiros, que nos sirva de mestre: não foi o amor aos outros que o levou a falar melhor e genialmente o português?

A União entre as coisas, não se processa pela destruição de uma das partes – como seria agora o caso, em que todas as decisões feitas são apenas favorecimento da língua como é escrita e falada no Brasil, escandalosamente ignorando a riqueza fonética que é tão peculiar do português. (Lá por isso podemos também passar ao destino que nos propõe Saramago (?) de falarmo castelhano – totalmente pobre foneticamente, só podendo recorrer às cinco vogais mais abertas e sempre iguais.)

União das coisas é sempre no ápice, é subindo, é um enriquecimento mútuo – repito.

O que está em questão é o empobrecimento radical da Língua perante a sociedade guiada pelos valores falsos que a move, exactamente como aconteceu às línguas Germânicas! Saibamos aprender com os outros. Vejamos o exemplo da língua inglesa, o que era, e o que é, a diferença entre o high english e a coisa que se fala nos nossos dias.

A riqueza e a beleza e as possibilidades de expressão que oferecem a nossa Língua, são algo que os germânicos (no que se inclui os anglo-saxónicos) nem sequer podem conceber.

É este resvalar pela montanha abaixo que está em questão!!!

2 poemas sobre A Magna Língua Portuguesa

A nossa Magna lingua portugueza

A nossa magna lingua portugueza
De nobres sons é um thesouro.
Seccou o poente, murcha a luz represa.
Já o horizonte não é oiro: é ouro.
Negrou? Mas das altas syllabas os mastros
Contra o ceu vistos nossa voz affoite.
O claustro negro ceu alva azul de astros,
Já não é noute: é noite.

Fernando Pessoa, 26-8-1930

Acho graça às pessoas que pegam logo no exemplo de Pessoa, pensando assim provar que também ele resistia a mudanças que todos nós hoje em dia achamos bem. Mas quem diz?

Estou curiosa em saber as diferenças que havia entre f e ph. E, se dantes se escrevia oiro, em vez de ouro, pois o meu sentir da língua o aprova. Esse meu sentir, é igual ao que Pessoa descreve no seu poema acima.

E se da negra noute, como noite, gosto mais
É porque ela é repleta de luz, esse oiro, e coisas tais…

A Língua Portuguesa

Esta língua que eu amo
Com seu bárbaro lanho
Seu mel
Seu helénico sal
E azeitona
Esta limpidez
Que se nimba
De surda
Quanta vez
Esta maravilha
Assassinadíssima
Por quase todos os que a falam
Este requebro
Esta ânfora
Cantante
Esta máscula espada
Graciosíssima
Capaz de brandir os caminhos todos
De todos os ares
De todas as danças
Esta voz
Esta língua
Soberba
Capaz de todas as cores
Todos os riscos
De expressão
(E ganha sempre à partida)
Esta língua portuguesa
Capaz de tudo
Como uma mulher realmente
Apaixonada
Esta língua
É minha Índia constante
Minha núpcia ininterrupta
Meu amor para sempre
Minha libertinagem
Minha etena
Virgindade.

Alberto de Lacerda

in Oferenda I, Lisboa, IN-CM, 1984 — 04/11/2007

Petição pela LÍNGUA!

Gato com a l�ngua de fora

FALE DO QUE MAIS VALE!…

Petição contra a implementação do acordo ortográfico da língua portuguesa de 1990

 

É esta a petição que devemos assinar

Por favor, LER, com toda a Atenção e Cuidado!!!

Nesta redacção dos motivos para regeitarmos e combatermos o acordo ortográfico, o Senhor Nuno Guerreiro impecavelmente rebate e argumenta as razões pelas quais os apooiantes do acordo, erradamente, pensam que o mesmo seja um progresso e consequência inevitável da Língua como fenómeno vivo. Estes apoiante escarnecem os portugueses que discordam do acordo; insensivelmente e – lamento, mas assim é, neste caso – ignorantemente, vêm como ”Velhos do Restelo” aqueles que têm a intuição e noção do que se passa, e que abominam o acordo como uma das maiores afrontas, entre tantas outras, à riqueza e património que a nós nos compete cuidar.

Assim termina Nuno Guerreiro:

Será razoável reduzir a língua portuguesa, com a sua riqueza e diversidade próprias, a uma mera moeda de troca?

Atenção: existe uma confusão a respeito da petição pela nossa língua. Era esta a petição anterior, e ainda vale a pena ser lida . 4531 pessoas assinaram até hoje. Infelizmente, como verifico, essa petição contém dados que precisavam de ser corrigidos, tais como o referente aos H’s mudos!

Porquê que digo que vale a pena ler a primeira petição?

Em primeiro lugar, porque ela apenas traça as consequências inevitáveis, no tempo, deste ”acordo”. Ou será que nós apenas devemos passar a escrever ”fato” (e claro, explicar de cada vez, entre parentsis, que é fato de facto e não fato fatiota – heheheheh hilariante!), e (a)ção – (lendo-se portanto o primeiro a, como em António….a haver coerência….ah não, desculpem, o acordo é destinado criar incoerência…), porque no Brasil se escreve assim; mas não retiramos as consoantes mudas no início da palavra, como em ”omem”, e em ”úmido”, apenas porque no Brasil, também não se faz?

Em segundo lugar, porque na outra petição, se verificam comentários curiosos. Como seja a de uma senhora que assina com o número 29, e que diz

”Este protocolo vai “abrasileirar” as nossas palavras, cuja origem foi em Portugal. Não faz sentido, se querem que a língua portuguesa seja unificada, que sejamos nós, os portadores da Língua Mãe, a alterar a nossa escrita.”

A umanidade (é assim que o qerem escrever daqi a pouco, não é?) parece ser sobretudo composta por tontinhos aos gritinhos que querem muito bondosamente popular o mundo de belas árvores, colando-lhe uma bonitas folhas novas, e frutos, coloridos. Ainda não repararam que uma bela árvore se faz crescer e tornar maravilhosa, pelas raízes.

Como eu já disse antes, (aqui) se querem unificação – óptimo, desde que seja para melhorar. Podemos aprender muito com o Brasil, e enriquecermo-nos mutualmente. Mas esta mudança é caminho apenas do empobrecimento drástico.


Carta aberta a José Saramago do Dr.Venâncio

Que me desculpe o Doutor Fernando Venâncio, mas copio na íntegra. Acho que é uma obrigação, eu sei lá.

CARTA ABIERTA A JOSÉ SARAMAGO (daqui)

Muy señor mío

Me perdonará Usted mi pobre castellano, pero desde anteayer me entero de la urgencia de praticarlo. Al “Diário de Notícias” de Lisboa predijo Usted esto: “acabaremos por integrar-nos” en España. Preguntado por el periodista Joao Ceu e Silva si nuestro país seria entonces “uma província de Espanha”(le sigo citando en nuestro antiguo idioma), Usted contestó: “Seria isso. Já temos a Andaluzia, a Catalunha, o País Basco, a Galiza, Castilla la Mancha e tínhamos Portugal”.
Claro, nos asegura, podremos conservar nuestra lengua, nuestras costumbres, y así mismo creo yo nuestro fado, pero (no lo dijo, uno entiende) nos gobernaria el jefe de estado madrileño del momento. Y aunque diga Usted que no es profeta, no hay que olvidar su proverbial modestia. En fin, para gente sencilla como yo, sus palabras son un caritativo aviso del destino.
Pues, señor, no y no. Usted, el más famoso de mis compatriotas, se permite en público unos juegos muy guapos de futurología. Pero se los guarde para sus libros, los cuales están perdiendo el suspense de antaño. Créame, el real futuro de un Portugal integrado en España lo conocemos ya muy de cerca.
Está visible en la Galicia de hoy, donde la lengua dominante, y los derechos dominantes, y los partidos dominantes, son los de Madrid. Esto no es futurología, si no lo qué uno ve. Si quiere verlo.
No creo que sea su caso, Don José. Me contaran que, hace poco, visitó Usted Galicia invitado por el Pen Club. Le rogaran que hiciera su discurso en Portugués. Todos podrían entenderle, sin problema, si hablara en nuestra hermosa variedad de gallego. Usted – como otras veces ya en Galicia – recusó y habló en Español.
Muchas gracias en realidad. Ahora sabemos cómo hablarán, en la Província española de Portugal, los futuros traidores.

Amsterdam, 17 de Julio de 2007

Fernando Venâncio

(Professor universitário e crítico de literatura)

Muitas Línguas mas não a nossa

Aqui, também ainda não estamos.

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