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A ILHA DOS AMORES – I

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ÉTICA

Petição em prol das crianças

PETIÇÃO EM PROL DAS CRIANÇAS VÍTIMAS DE CRIMES S*X***S

Para estabelecimento de medidas sociais, administrativas, legais e judiciais, que realizem o dever de protecção do Estado em relação às crianças confiadas à guarda de instituições, assim como as que assegurem o respeito pelas necessidades especiais da criança vítima de crimes s*x***s, testemunha em processo penal. Assine e divulgue.

O link está também no fim do blogroll, (a seguir à imagem Egípcia).

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Meus pensamentos

Nem sequer lhe custa dinheiro, nem sequer lhe custa tempo: porque não assina?

Compreendo que um motivo, é o pensamento de que nada serve. De que é insuficiente. Será insuficiente, mas só o facto de pensar no assunto, já é um começo. Isto pode ser um pequeníssimo passo num longo caminho.

Assinando estamos a cooperar com um processo na boa direcção. Assinando, podemos pensar se algum de nós está em estado de fazer algo mais pelas multidões de mulheres e crianças violentadas, todos os dias. E, se não estamos em estado de fazer algo mais, fazemos ao menos isto, agora 🙂 Simples, não é.

Eu confesso, só gostaria que a petição fosse mais abrangente. Gostaria que pedisse o mesmo, logo e em conjunto, pelas vítimas de violência, não só as crianças, mas as mulheres também. Custa-me deixar esses de fora… Mas aqui está um gesto, um começo.

A petição contra os custo de levantamento de dinheiro nos multibancos, já vai em mais de 300 milhares de apoiantes!

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O chapéu de chuva – 4

Comentários:

Finalmente, respondi… e agradeço as reacções à minha pergunta sobre o chapéu de chuva…. E aliás quem quiser continuar a responder, é muito bem vindo, claro.

Uma possibilidade é que alguém não responda por pudor… mas acho essa razão inválida. Isso seria andar a expôr-se como super-honesto, quando não é preciso para nada. Ora como se vê, é bem preciso.

Resultado de mais inquirições:

Depois da minha história sobre o chapéu de chuva, a minha amiga que aí mencionei, perguntou a várias pessoas o que é que elas fariam, isto aqui na Holanda, e todas responderam que não trariam o chapéu-de-chuva aos perdidos e achados…… !!

Para coisas ”mais importantes”, foi mencionada a possibilidade de ”deixar algures perto do lugar” para a pessoa poder reencontrar (bem, este pormenor, devo dizer que foi mais a experiência de alguém que gostara que tal lhe tivesse acontecido… a pessoa em questão perdera um casaco…e encontrara-o atado a uma árvore, perto do local onde o perdera, o que achara uma óptima ideia). Claro, quando é ao contrário….

A minha caneta, a ver vamos:

Eu no outro dia deixei algures a minha caneta de tinta permanente… já devem imaginar para quantas pessoas, a caneta ”vale” tanto como o chapéu-de-chuva, não é? No entanto para mim, vale. E no entanto, quem a levasse, não se considerará ladrão… E porquê? Digo já que neste País, se alguém a foi entregar… será uma coisa bestial. (hehe). Mantenho-me com a certeza de a ir encontrar… como sei que haveria boa chance em Portugal… foi na minha Faculdade. Ainda por cima… falei com as pessoas que estiveram no local onde inconscientemente tinha a caneta. Ou seja, aqueles estudantes, se guardaram, falaram comigo… A lógica diria que se quisessem entregar, também me teriam perguntado se era minha… mas mantenho-me positiva. A caneta é me indispensável, mas se desapareceu, deixo-a ir… no mesmo momento.

Frutos imediatos da conversa:

No mesmo dia encontrei um estojo sem dono, o qual não deixei no lugar, fui logo entregá-lo, antes que alguém o levasse. (Antes desta conversa talvez a tivesse lá deixado, para ”não mexer” – e por pensar que era lugar seguro… uma espécie de indecisão…)

Entregar dinheiro:
Leram os comentários da Lalage? Aqui, no ”o chapéu de chuva….” Obrigada Lalage. Acho que vocês foram impecáveis.

Pergunto a respeito desse exemplo: não é possível haver um regulamento para casos assim, de forma a que a polícia seja obrigada a dar satisfações, isto é a comprovar se o dono foi buscar, quem, quando? Ou seja, a entrega da Lalage e irmã deveria ser registada. E dever-lhes-ia ser possível pedir satisfações à Polícia, não? Acredito que muitas das pessoas que entregam coisas, também entregam ou gostariam de entregar com o dinheiro, se fosse possível fazê-lo chegar ao dono! Lembro-me de estar nos perdidos e achados em Lisboa, e de ficar embasbacada com a quantidade de mil e uma coisas que por lá há, tudo à espera dos donos, e desacredito agora aquela frase típica, também nas bocas dos polícias ou empregados que lá trabalhavam: não, isso o dinheiro, já se sabe, tiram sempre”…

O que fazer:

Parece-me que já que tanta gente tira… a solução de deixar no lugar… em certos países… e situações, não é boa ideia: talvez na maioria dos casos.

E vou terminar com uma coisa que pensei agora: Deixe-se um papel colado no local onde se encontra o objecto, a dizer que se levou para tal e tal lugar, ou que se levou para entregar, e que a pessoa deve procurar nos perdidos e achados em questão! Pronto! Uma data de chatices poupadas. (não sei se vou passar a andar com fita-cola, para o caso… :))

Kant na prática:

No outro dia, na aula de Ética, ao aprendermos Kant (o tipo é maravilhoso nisto), os exemplos foram escritos a branco sobre o verde, no quadro. O exemplo que a professora escolheu, muito infelizmente não foi um chapéu de chuva! Foi um I-pod. Infelizmente também, pôs-se a questão como se se pudesse dar de imediato à pessoa….. (que o teria deixado caír na rua, sem dar por nada, continuando a andar, e sem que ninguém tivesse visto, nós poderíamos nas calmas ficar com o I-pod, – ou correr a entregá-lo). …. Dá pano para mangas, tudo isto…. a questão está em que ninguém daquela aula se considerará uma pessoa desonesta. Ao discutir Kant, quem se auto-examina seriamente? E quem se conhece a si próprio? Uma Faculdade só é composta de turmas como a minha. No entanto…sabemos como há pouca chance de eu reaver a minha Parker. Estão a ver a relação? Penso que quase todas as pessoas ali pensaram, naquele momento, que ”claro que entregariam o I-pod de volta…”…

Esta é a questão essencial: a diferença entre aquilo que pensamos que faríamos, e aquilo que fazemos quando a situação está a acontecer. Em coisas pequenas e em coisas grandes….!

Outra questão é, a diferença entre o facto de ser preciso levar aos achados, ou ir entregar a alguém, ou de ser só uma questão de dar porque a pessoa está perto…. Isso parece fazer diferença, mas moralmente, não faz qualquer diferença! Ou melhor: até faz diferença no sentido em que dar o I-pod de volta apenas coajidos pelo facto de a pessoa estar perto, é menos moral do que entregar porque se quer entregar, mesmo que isso requira algum esforço.

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Interrompo aqui esta reflexão, não porque esteja acabada, mas justamente porque não acabava! Uma coisa é certa. Reflectindo-se sobre estas pequenas coisas, chega-se às grandes. Não são pequenas coisas!

Tem continuação, e quanta!

Perder e Achar

Tudo o que se encontra, pode-se entregar acho que na Polícia, a um polícia ou segurança. Em Lisboa, um dos locais de achados e perdidos (não sei se há mais) fica nos Olivais.
Se todos quiserem entregar e só por excepção as pessoas ficarem com as coisas, então sabe-se que perder uma coisa não é equivalente a ficar sem ela, e onde a podemos encontrar.

Acho!… 🙂

Videos: Filosofia, Banalidade, e Ética

Filosofia – o que é isto?
05:13

 

 

Filosofia e Dogma
05:37

Gostei da sua iniciativa de falar de filosofia no youtube:

Mas dr. Paulo, tenho uma pergunta…sem apontar agora para a diferença entre o que seja religião e o que seja as limitações e defeitos das pessoas que definem e praticam essa religião.

Os mandamentos, baseados na religião anterior que já existia no Egipto… são negativos… ”eu não matei, eu não fiz ninguém sofrer… eu não escutei às portas…. eu não menti etc.etc.” Não matarás, não roubarás, não mentirás, etc.

No fundo, este ”não” será o equivalente de educar concentrando-se em formar o meio e o hambiente que permite o crescimento, o desenvolvimento, etc….

 

E como é que funciona um estudo de filosofia hoje em dia na Universidade? Eu estou a fazê-lo e não há essa atitude! Só há imposição! Mesmo que essas não sejam aquelas que são positivas para o meu desenvolvimento como aprendiz! Então, dr. Paulo, não é tempo de a filosofia criticar outras coisas, em vez de só a religião e mais a religião. Porque ninguém nos anda a impor a religião (enfim, de certo modo, no Ocidente): mas a escola é totalmente imposta. Então onde está a crítica dos filósofos, crítica activa, forte, em relação aos elementos mais formadores da nossa sociedade?

Claro que pode ser difícil os pais em grande número saberem educar os filhos. Mas porquê que não há filósofos suficientes a saberem pôr a sua ”liberdade” na prática, na Universidade (pelo menos)?

Cumprimentos amistosos

 

 

A ética em Sócrates e Platão
08:08

 

 

Aula Ética – aberta (1a parte)

alguns minutos, partes de um video Google de longa duração que não ouvi ainda.

 

 

 

Chapéu de Chuva – 2

No último postal, digo que o levar o chapéu de chuva encontrado ”é roubo”. Não sei se está certo dizer assim ou se é afirmação demasiado categórica. O que eu quero dizer é que para mim é roubo? Também não. Gostaria de chegar a algo mais do que o que é ”para mim”. Quero dizer que é melhor mantermos a lucidez de que se temos organizado uma secção de achados e perdidos onde se podem procurar os objectos perdidos, então guardar para nós as coisas de outros, é roubar. Não quero dizer que todos os que fazem isso, estejam a roubar intencionalmente, ou que sejam ladrões. Aquele rapaz não é ladrão. Parece-me até ser um bom rapaz. Para ele, o que está a fazer, obviamente, não é roubar: ele acredita que está a agir bem, e ”como outros fariam na mesma situação” – possivelmente ele não conhece outra coisa.

Ora bem: é por causa deste ”provavelmente ele nem conhece outra coisa”, que não é trivial falar disto, pois não? É trivial a diferença entre um dia-a-dia onde não se pode deixar, por momentos e seja onde for, um objecto, sem que ele logo desapareça, e o dia-a-dia onde deixamos o porta moedas na cabine telefónica e ao voltarmos, notamos que as duas pessoas que entretanto fizeram uso do telefone, deixaram o porta-moedas no mesmo sítio… (já me aconteceu em Portugal, assim como várias situações semelhantes)? Não. É a diferença entre viver com um mínimo de confiança, ou viver rodeado de pessoas em quem não se pode confiar.

Se não se falar disto porque é algo de trivial (ou chamar-lhe-ão moralista?), o resultado é essa sociedade onde massas inteiras de pessoas são como o jovem em questão: se os outros fazem assim, nós também fazemos, e achamos que é normal. Quando isto é normal, as situações relacionadas com este facto, são contínuas.
Esta questão do roubo tem tido um papel bastante grande no meu conhecimento e experiência da cultura que se auto-intitula e pensa a ”Ocidental”, e na vivência de… choques culturais.

Não posso garantir, pois não sei o que o tempo me permite, (e outras obrigações e responsabilidades estão em primeiro lugar) mas quem me continuar a ler, verá como este tema é de importância talvez impensável à primeira vista.

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