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A ILHA DOS AMORES – I

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ESTÉTICA

Da Solidão II

Em ninguém que me cerca eu encontro uma atitude para com a vida que bata certo com a minha íntima sensibilidade, com as minhas aspirações, com tudo quanto constitui o fundamental e o essencial do meu íntimo ser espiritual. – F.Pessoa

 

The Broken Column

…à minha sensibilidade cada vez mais profunda, e à minha consciência cada vez maior da terrível e religiosa missão que todo o homem de génio recebe de Deus com o seu génio, tudo quanto é futilidade literária, mera arte, vai gradualmente soando cada vez mais a oco e a repugnante.

F. Pessoa

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PETIÇÃO RITORNELLO – Pela Música

Battoni Euterpe.jpg

Euterpe and Urania. Detail from Pompeo Battoni, Apollo and the Two Muses. Euterpe, musa da música, com Urânia à sua esquerda.

Euterpe, com a sua flauta, representação da melodia, eleva-nos ao Céu.

Dedicado a Jorge Rodrigues. Um homem que às vezes também ”nos elevava ao Céu”, depois de um dia de trabalho. Deve ser por isso que o querem impedir. Temos sempre tendência a querer destruir aquilo que é simples, modesto, si próprio, genuino e autêntico. E o Jorge é tudo isso.

Para quem não conhece o programa que o Jorge faz – fazia – todos os fins de tarde durante a semana, eu explico. O Ritornello é um programa de rádio de música erudita, sem defeitos. Tem inspirado e alegrado e ensinado centenas e centenas de pessoas. Através dele, temos ”conversado” com artistas famosos internacionais – como por exemplo, Cecília Barttoli. Ela também esteve a conversar relaxadamente com o Jorge. É que, conversar com o Jorge é especial. Verdadeiramente erudito, ele fala sempre como quem não sabe, ele pergunta sempre, ele é a voz da elegância e descrição. Os programas de música do Jorge não têem nenhum dos defeitos que quem é jovem, às veze,s pode sentir num programa de música erudita: o Jorge não sabe ser chato. Nem pedante; como às vezes, alguns são. Ouve-se como ele valoriza as pessoas. E é a voz masculina mais terna e mais … insubstiuível, de Portugal inteiro.

Ajudem, caros leitores, a salvar uma jóia da beleza em Portugal; que não custa dinheiro, nem custa nada a ninguém. A única coisa que pedimos – E EXIGIMOS – é que deixem este grande (andr)agogo (educador) continuar a fazer o seu – não é bom, é: perfeito trabalho.

Eles, se querem arranjar, arrangem o que está estragado. Se querem modificar, modifiquem o que está mal. É disso que precisamos. É disso que precisa Portugal. Metam mãos à obra quanto ao que não presta. Não mexam nos Anjos; nos pouquíssimos, que têem acesso às Musas.

***

Extracto da petição:

 

Existe ou aliás existia um programa de nome “Ritornello” da autoria de Jorge Rodrigues, que é, sem dúvida, o melhor programa da rádio portuguesa. Não somos os únicos a afirmá-lo, mas também o índice de audiência e, acima de tudo, o impacto que tem tido, ao longo de todos estes anos, na cultura nacional e internacional.

É um programa com uma magnífica selecção de música, de temas e de informação, com uma dinâmica muito especial e com um importantíssimo lado lúdico. É o único programa que entra na casa dos grandes artistas, porque Jorge Rodrigues é alguém que sabe do que fala, sabe o que tem de perguntar e, quando não sabe, não se envergonha de convidar alguém que saiba mais para esclarece-lo e aos ouvintes também. O “Ritornello” é um programa de cultura e de humanismo e, por conseguinte, não podemos deixar que a incompetência e supostas invejas calem este programa.

Texto acima é citado da petição, A SOLICITAR O REGRESSO DO JORGE RODRIGUES COM O RITORNELLO E NO SEU FORMATO INICIAL DE DUAS HORAS.
Os sublinhados são meus. Aqui, para assinar. Já 639 pessoas atentas assinaram. Ler o restante texto da petição AQUI.

 

A fotografia do Jorge Rodrigues, e a notícia agradeço ao Paulo no seu Valquíria, assim como à jardineira aprendiz, no Cores da Terra: Que Euterpe e Terpsícore vos acompanhem.

 

Bater nas crianças – NÃO!!!

Dado o tema de que se trata, cito aqui o que disse uma ou outra evangelista americana de TV, palavras que uma bloguista portuguesa apoiou a ponto de as publicar e aclamar!!!

Publico o texto, seguido do comentário que deixei no blog ! De momento não tenho tempo para mais… mas o assunto é tão importante que eu não pude deixar passar.

Com respeito aos acontecimentos de Blacksburg, encontrei n’ O Melhor dos Blogs um texto de Anne Graham, a filha do grande evangelista baptista Billy Graham, que já conhecia mas que vem bem a propósito:
À pergunta que lhe foi feita na televisão: “Como é que Deus permitiu uma coisa tão horrorosa, como foi o 11 de Setembro em Nova Iorque?”, Anne Graham respondeu:
“Eu creio que Deus ficou profundamente triste, como nós ficámos. Há muitos anos que vimos pedindo para Deus não interferir nas nossas escolhas pessoais, para saír do nosso governo e das nossas vidas. Sendo respeitador como é, calmamente, Deus deixou-nos. Sendo assim, como podemos esperar que Deus nos dê a sua bênção e a sua protecção?
E continuou:– É verdade! Gritamos, quando há ataques terroristas e tiroteio nas escolas! No entanto, eu creio que tudo começou desde que Madeleine Murray 0’Hare (que acabou também ela por ser assassinada), disse que era impróprio fazer oração nas escolas americanas, como era costume. E concordámos com a sua opinião! Depois, alguém disse que era melhor não ler mais a Bíblia nas escolas! E concordámos!
– Em seguida, – prosseguiu – o Dr. Benjamim Spock disse que não devíamos bater nos nossos filhos quando se comportassem mal, porque a sua personalidade, em formação, ficaria distorcida e prejudicaríamos a sua auto-estima! O seu filho suicidou-se! E dissemos: Um perito neste assunto deve saber o que está a dizer! E concordámos com ele!
Mais tarde, alguém disse que os professores e directores das escolas não deviam disciplinar nem corrigir os nossos filhos, quando se comportassem mal!– Foi decidido, de imediato, que nenhum professor podia tocar nos alunos! Uma coisa é disciplinar, outra é tocar, bem o sabemos!
– Alguém sugeriu, ainda, que deveríamos deixar que as nossas filhas fizessem aborto, se assim o quisessem! E aceitámos sem pestanejar. Sem nos interrogarmos!
– Foi dito, ainda, que devíamos dar aos nossos filhos os preservativos, tantos quantos quises-sem, para fazerem sexo até à saciedade; dar-lhes revistas com mulheres nuas e colocar, na internet, fotos de crianças nuas!– E dissemos: Está bem! Isto é democracia e eles têm o direito de apreciar o corpo feminino, de fazerem o que quiserem, porque tudo isto é sadio!…
Agora, perguntamos:– Porque é que os nossos filhos não sabem distinguir o bem do mal, o certo do errado, não têm consciência, nem se incomodam de matar… mesmo os colegas de escola ou a si mesmos?!”
A resposta é uma só: – Colhemos aquilo que semeámos!

Minha crítica:
Cara Senhora,
Considero este assunto tão importante, que vou publicá-lo no meu blog! Uma criança que tenha apanhado menos devido a algum pai que leia isto, e já valeu a pena. Mas discutindo, poderemos fazer muito mais, e que sejam muitas as crianças e os pais que leiam… e que ao ir bater… pensem: É INÚTIL E ERRADO. ERRADÍSSIMO!!!!!!!

Lamento que apoie – ainda por cima a ponto de publicar e elogiar texto tão detestável, o qual, defende, entre outras coisas péssimas, que se espanque crianças! Por outro lado, agradeço que o tenha tornado público, a esse seu apoio, assim como o de todos os que não reagiram com horror a tais palavras. Torna assim possível a discussão, e que se tire das cabeças bem intencionadas, as ideias erradas e mentiras a este respeito.
Tem uma criança de semanas ao colo, e anda a fazer a apologia de pessoas que defendem o retorno da violência sobre as crianças, ignorando completamente o significado da descoberta e compreensão tão recente (neste período humano) de que é com o amor, a inteligência, a compreensão, a empatia, a beleza, o exemplo, a imaginação, a compaixão, a reflexãoa e a meditação, a liberdade, o exercício, a arte, a cultura, que se educa as crianças bem; NÃO bater-lhes como método: fruto do ódio, da ira, da mesquinhez, da estupidez, da ignorância, da maldade, e de ideias erradas, mentiras.

A todos os que se sintam atraídos por tais métodos, peço que leiam livros sobre psicologia… as crianças espancadas não são de forma alguma mais bem educadas.

Deu muito trabalho a algumas pessoas corajosas, pioneiros, acabarem com milénios de história de crueldade legitimizada como método necessário e eficiente de educação!

Graças a eles, milhares de crianças desenvolvem-se hoje em dia, dezenas ou centenas de vezes melhor, tanto mentalmente, como fisicamente, como emocionalmente.

Aconselho todos os que pensam que bater nas criancinhas é necessário, a investigarem o assunto.  Bater nas crianças é precisamente equivalente a homens baterem nas mulheres, ou donos que batiam nos escravos! Tão ignorante, tão estúpido e tão inútil quanto pensar que deve bater nas mulheres, e nos empregados, porque ”quando não eles não aprendem”.

O que pensava Pitágoras das mulheres?

”There is a good principle which created order, light, and man, and an evil principle which created chaos, darkness, and woman”.
Pythagoras

A Arte é a essência, encoberta

A Arte, é a essência encoberta pelas brumas que cercam a mítica e invisível Ilha dos Amores. – Apeiron

Brumas de Apeiron – luz e dor, linha e cor , diário embrumado de uma grávida de arte, perdida num gélido oceano nórdico…

www.brumas.wordpress.com

Paixão no ”Com paixão”

Um blog da cor do vinho: Com Paixão! – Dança e música bem-fadada, por Fada Oriana.

Bailarinos e músicos apaixonados por arte, e apaixonantes, uma selecção por Fada Oriana, d’A Ilha dos Amores.
www.compaixão.wordpress.com

 

 

 

 

Outro paradoxo, processo, eu sei lá! Neura…

Parece-me que tenho provas de que algo profundo dentro de mim, me faz adaptar, ou melhor, tentar adaptar o que penso – não só o que digo – mas o que penso e sobretudo o nível do que penso, e a complexidade do que penso, dependendo do sentimento que tenho se posso ser compreendida, ou não. Isto, é horrível. Vem de tão longe…longe, no tempo.

Humm, muito para dizer, aqui…

Como tenho a experiência de ter sido compreendida aí umas duas vezes na vida… por um nadinha de tempo só… um saborzinho, só…digamos que toda a minha vida, eu simplesmente corto o que penso – não pior: o que sou, o que sinto. Conclusão: não sei se alguém curou a sua neurose; eu, por mim, não; ou já a curei, mas ela voltou. Com muitas muitas muitas razões. Essas é que não me faltaram. Mas agora, estou eu própria a fazer comigo, esse mal tremendo que é a medicalização de toda a vida.

Não, isto não é neurose, isto é o processo da própria vida…, talvez. Será? Hummm, não sei.

Repare-se nisto que digo: (mais para dizer….)

– O que penso, não é o que sou. Mas o que sinto, é pelo menos, mais próximo do que sou. Mais próximo da consciência.

… Mais para reflectir…

A forma como o sentir é visto e falados, e até sentido, frequentemente no mundo de hoje, é diferente daquilo que para mim é sentir. Aliás basta haver pessoas que podem pensar que o sentir é algo consequente das substâncias químicas.

Tenho um exemplo crucial a esse respeito … mas fica para uma outra vez, pois seria divagar imenso do tema que estou a tratar e que é a revolução do nascimento livre, do nascimento que mereça esse nome absolutamente maravilhoso e lindo da nossa língua: Dar à Luz. Temos que nos tornar dignos – e dignas – de tal epifania na nossa língua, nesta expressão, e em milhares de outras palavras também.

Sim. Eu estou convencida – porque vejo! – que a nossa Língua, é uma epifania em si mesma. Aquela história do Verbo, lá na Bíblia – mas não só – não é só história de ”atrasado mental”, não. Por acaso, para mim, foi especial descobrir isso, porque nunca fui verbal; bom, não sei se nunca. Sei que logo desde muito pequena, me meteram tanto medo, que eu fiquei não sendo verbal logo desde então.

– CALA-TE!!! – Rugiam-me, apesar do meu terror, mal eu, mesmo assim, tentava abrir a boca…

Não. Ainda não curou.

Escrever sem papel?…

Continuo a ter dificuldade de me exprimir como deve de ser escrevendo nesta situação, no computador. Atrapalho-me por no meu pequeníssimo écran, não ver o que escrevi. Enfim, tenha um pouco de paciência comigo, se puder… que hei-de aprender. Sinto falta do tacto, com o papel, com a tinta, isso ajudava-me a sentir e a respirar o que escrevo…palavras vivas. Para escrever preciso de um ambiente estético de estado de espírito que não estou a ter com o computador, e pior ainda: com o editor do wordpress! Tudo o que vejo à volta das minhas palavras e letras me perturba. Para mim, todo o escrever é, sempre foi simultaneamente um acto de pintura Zen….Sim. São muitas as questões que sinto a este respeito…

Alguém disse que era impossível escrever poema no computador. Começo a compreender o quanto isso é verdade… e acho que digo a verdade se eu disser que toda a escrita para mim, é como a escrita de poemas.

Existem toda a espécie de paradoxos ainda a resolver, eu que escrevo o que sinto…no facto de haver entre mim e o sentir, toda esta ”aparelhagem”, e depois outras coisas em mim, entraram em conflito com a falta de intimidade no diálogo, ou na reacção de outros, ou no facto de se ir ao Google, e ver lá tudo o que se escreveu aqui – isso é assustador. O facto de eu escrever coisas aqui, é inerente a uma lógica, já que quem for um total idiota, inimigo, digamos que nada tem a ver, não está a ler o que escrevo, por falta de interesse. Ora ver que as coisas aparecem no Google, inclui todas as pessoas…. as que lêem só por curiosidade, as que lêem para roubar… eu sei lá. No fundo só sei escrever de forma total, íntima, como sou…, mas movo-me de lá para cá, e de cá para lá, entre estes paradoxos – que óbviamente outros já ultrapassaram de alguma forma… mas, escrever um ”diário” público, é paradoxal. Ou não?

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