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A ILHA DOS AMORES – I

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Contos de Fadas

Conto de Fadas do sec XXI – “Não matarás”-4

“O Mágico”, 1 minuto e 20 segundos– vídeo

O cancro existe tanto e nas proproções assassinas que lhe conhecemos, devido aos cancerígenos que produzimos, unicamente porque há industriaias que ganham fortunas – e consequente poder  – com isso.

Chama a isto, produzir riqueza?

Não acha que produzir coisas sãs, que contribuem para a saúde e felicidade das pessoas é que é riqueza?

Todos os anos surgem 350 novos casos de cancro pediátrico, até aos 14 anos, em Portugal. E a partir dos 14 anos?

Todos os que quermos podemos tornar-nos  mágicos, e não deixar que milhões de criancinhas percam o seu cabelo e felicidade, no futuro.

Tornando-nos conscientes da cultura de crueldade e  guerra que criámos. NÓS criámos. NÓS colaboramos. NÓS pagamos.

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Os ”Contos de Fadas” para Adultos

rachel weisz snow white 01

Rachel Weisz portrays Snow White in this image created by photographer Annie Leibovitz.

+ del.icio.us
+ digg

(Esqueçamos por um momento, que isto …não é a Branca de Neve. Esqueçamos que esta é a Branca de Neve da Disney.)

Os que os contos de fadas contam é uma realidade humana (que às vezes, não é coisa que se apresente a criancinhas). Os contos da Disneyland não, mas sim muitos dos contos que não estejam deturpados.

Temos aqui portanto uma belíssima fotografia, que traz à realidade contos não reais (os da Disney) baseados em contos reais, os quais costumam ter ilustrações ”irreais”…

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Quem terá sido a alma abençoada que manteve a lucidez, ao editar e reeditar ”A Menina do Mar”, ”A Fada Oriana”, ”A Floresta”, ”O Príncipe da Dinamarca”, da Sophia de Mello, sem imagens figurativas, tipo Disney ou coisa do género? Nem foi só o não ter imagens, foi toda a concepção tipográfica daqueles livros, que foi perfeita: o formato diferente, mais pequeno; as letras grandes, e espessas; e esbatidas. A pessoa em questão merece um prémio extraordinário.

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Mas falávamos de ilustrações para adultos… a ver se finalmente enxergam alguma coisa de Contos…!

Gravura de uma edição do século XIX da Branca de Neve

Gravura de uma edição da Branca de Neve, do sec. XIX

Contos de Fada – página foi acrescentada

Esta entrada é para dizer que na página Contos de Fadas, e na sub-página Gatas Borralheiras, encontra-se o Conto da Gata Borralheira numa óptima versão portuguesa, com ilustrações. Pode-se imprimir e ler às crianças essa versão…. e lá se encontram também as ligações para ballet e ópera do mesmo conto.

Outra sugestão a pais: o video do ballet por exemplo, em vez do filme Walt Disney…e se alguma vez puder ir à ópera… as crianças adoram….

O video que se segue é uma óptima interpretação de parte da história da Gata Borralheira, mas é em holandês…

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Voor Nederlandse bezoekers:

Ik heb mijzelf verdiept in sprookjes. In dit blog kan je opera en ballet van Assepoester finden (zoek bij ”Gata Borralheira” and ”Contos de Fadas”). Of zie de links boven, voor opera and ballet. Hier is een leuke representatie van Assepoester:


Plien en Bianca: Assepoester

02:13

Gata Borralheira – O ballet

Os Bolshoi atacam com esta coreografia e produção. Svetlana Zakharova, maravilhosa, estonteante – enfim, só vendo.

Cinderella 1 Svetlana Zakharova of the Bolshoi Ballet .

Bolshoi Ballet new production of “Cinderella” (premiered in Moscow, February 2, 2006).
choreographer: Yuri Possokhov(San Francisco Ballet)
Svetlana Zakharova & Sergei Filin

00:37

 

Cinderella 2
01:02

 

Cinderella 3
01:00

 

 

 

Bolshoi “Cinderella”
03:06

 

 

O caminho dos Contos de Fadas para a Sabedoria

Em vez de ingénuos e irreais, pelo contrário, contentores de segredos? Assim penso. Falo dos contos de fadas.

O mal foi que, incompreendidos, foram pervertidos, mal interpretados – enfim, são uma fonte de saber e riqueza a descobrir.

Grande parte da sabedoria que os contos de fadas podem semear no coração e entendimento de uma criança, está esquecida. Os contos de fadas existiam já numa era em que ainda não se compreendia a existência de um inconsciente, ou da crucialidade do amor para o crescimento emocional – e substituiam uma parte dessa incompreensão.

Surpreendeu-me, não ter encontrado tanto no Ballet como na Ópera, interpretações da Gata Borralheira um pouco mais próxima daquilo que o conto trata; os contos de fadas são muito reais – embora óbviamente, sejam formados de símbolos. Mas o que fazem deles, sim, é irreal, e estraga tudo.

Com tanta falta de compreensão dos contos de fadas, com repetido cinismo sobre os ”príncipes inexistentes”, e ”a mulher passiva que fica à espera” (e não devia ficar – como se a resistência à maldade e ao mau-trato não fosse já o grande trabalho e victória que dela se exige), com as versões comerciais Walt Disney, mais as desgraças televisivas que substituiem os contos, na nossa infância, não admira os desertos emocionais, confusões e tristezas em que vivemos, num século que prometia a libertação, aliviar o sofrimento psicológico. No fundo os Contos formavam um contexto para uma linguagem e cultura da emoção e do amor, dando estabilidade mínima nesse mundo escorregadio.

Não admira que os contos de Fadas fossem sobre o amor, príncipes e princesas, e que acabassem com o ”casaram-se e viveram muito felizes”. Porque eles eram uma linguagem do crescimento (ou sobrevivência, para alguns) psicológico e espiritual, e dos primeiros passos da conquista de si próprio, para a conquista do amor e do bem.

Este querer encontrar dificuldades que é bom vencer, é tão diferente do desejar encontrar tudo já pronto, imediato, exactamente como nós queremos; isto é, no seu estádio final. O mundo dos contos é pleno de transformações – constituindo praticamente um ensinamento interior, profundo. A recompensa do belo e da felicidade não se apresenta logo acessível, mas é a coroa de uma série de passos e processos, em que está sempre presente as coisas não serem aquilo que aparentam por fora, o engano da exterioridade das coisas, que revelam outras, por vezes opostas, se não se desiste face ao que ao egoísmo desagrada, passando assim a merecê-las. Na verdade que maior força do que essa tensão entre o desejo amoroso por simples egoísmo – querer algo intensamente para a satisfação directa de suas pulsões, (como se algo de nobre houvesse nisso!) ou a força do amor que vence esse egoísmo, querendo antes dar e construir em conjunto, descobrindo assim verdadeira satisfação e prazer que não se desfaz?

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(E no entanto, tenho que dizer tudo isto de uma outra maneira… isto é tudo…remendos, miseráveis, medidas de urgência aos pés do acidente, mais nada. E, mal feitas, reconheço. Trapos! Isto é como lufadas de respiração boca à boca. Tentativas por entre os escombros. Desageitos que faço enquanto caminho o abismo. Como se nada fosse. Como se nada fosse.

Mas não é só isto. São os meus defeitos terríveis com que me debato. Visto tão facilmente minha alma de novo… de Esperança…

Ah como me cansa este adiar, eterno adiar. De tudo.

A perfeição está sempre escondida, é interna às coisas, não é sua roupa.

Ah! Repara: nos filmes, quanto pior a qualidade, mais a mulher ao passar situações de desgraça, que exigiriam o contrário, fica igualmente composta e maquillada… impecável para o perpétuo consumo.

Mas nele, como eu. Também eu, se conquistasse a felicidade, perdia-me. Não sou forte ainda. É preciso saber permanecer nu na felicidade. É preciso o impossível. Não estou pronta para ela. Antes infeliz, clamando o desespero do que prisioneira em caverna enfeitada.

Quando tiver tempo, talvez seja necessário dividir este ”texto”. Assim, por enquanto – é da maneira que quase ninguém o lerá… 🙂 e assim deve ser. É um pouco como o poeta verde: escrevia as suas palavras de sangue – ao mesmo tempo, contraditóriamente desejava que ninguém o lesse, cair no esquecimento! que desaparecessem os vestígios que tanto se esforçava por deixar!

Adeus. Agora vou mesmo ”trabalhar”, bordar o meu rendado das dificuldades supremas. Não sei se volto. A fuligem é muita.)

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Em baixo, a Gata Borralheira no Ballet:

Ambas as cenas são do princípio do bailado, em que a Gata Borralheira imagina encontrar o seu par. Na segunda versão, de coreografia mais contemporânea, trata-se, julgo eu, de um ensaio no estúdio, e inclui as irmãs más, cómicas de ver.

No entanto, embora o ballet e a ópera (esta está por enquanto no Lira de Terpsichore) sejam belos de ver, não será que, na vida, onde tudo aparenta ser o oposto, as irmãs em vez de feias, são as mais bonitas por fora, e a Gata Borralheira está coberta de fuligem, e as suas mãos rasgadas seguram amarguras…?

Não admira que os príncipes andem todos confusos, e procurem e desposem tanta mulher bonita que a vida errada, e ânsia, transforma em feia, (vi ontem fotografias de muitas jovens portuguesas, seus rostos sulcados por dores aprisionadas e trabalho demasiado) – em vez de encontrarem ”borralheiras” amarguradas, – talvez – ou até ”mortas” que se transformam na própria beleza que é felicidade, Alegria.

Nada como alguém que conheceu a mais profunda infelicidade, o Poço, para conhecer o caminho para a felicidade, para o reconhecimento do essencial. Aliás, um dos significados destes contos! – por isso estas infelizes, as mal amadas, sempre, é que se destinavam à felicidade!

Que longo ”postal”! Talvez, como o caminho para esse Encontro!…

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Alina Cojocaru as Cinderella (2003), dancing with the Broom
04:10

“Cinderella” Staatsballett Berlin 1
04:27 Polina Semionova dances.
Malakhov’s “Cinderella”
Staatsballett(Berlin Staatsoper Ballet)

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