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A ILHA DOS AMORES – I

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5. PINTURA

Quizz: Que obra é esta? – Este é fácil.

First Steps (after Millet)

As obras na casa… são o caminho para as Obras!!

Ai que bom! Ter qualquer coisa assim como uma cazinha, modesta mas catita, feita e resguarda, para me poder concentrar nos estudos…! …

Quizz

Vou continuar com os Quizz de pinturas, que me parece uma forma interessante de nos aproximarmos das grandes Obras. Quem sabe como se chama este quadro? E o ano, e em que Museu está? O que se prentende é que, se lhe apetece participar, tente dizer qualquer coisa sobre o trabalho – o quê, é livre: informação de factos históricos relacionados com o quadro, ou o que vê e o que gosta ou não gosta, porquê, etc. Medite talvez uns diazitos… deixe esta cópia do quadro actuar sobre si… as cores, as figuras… o que o faz sentir?

Portanto estruture assim a sua resposta: quadro tal. Factos históricos: tal, tal, (se for o caso e se possível, dê as referências). Apreciação Pessoal: tal, tal, tal. Isto pode ser também alguma história que tenha relacionada com o quadro, ou algo da sua infância que ele o faça lembrar.
Ao deixar o quadro actuar sobre si, ao procurar senti-lo, está a aproximar-se de uma compreensão da obra que o autor apreciaria muito acima da simples leitura de rótulos e catálogos.

É para responder aqui, por favor. Não faz mal colocar logo as respostas… tente apenas dizer mais sobre o quadro se souber, ter a melhor história entre os concurrentes. No fim, eu posso publicar a sua resposta, por baixo do quadro – se gostar, claro!

Se alguém já respondeu e você pensa que está certo, pode confirmar e acrescentar qualquer coisa que queira relacionado com o quadro. Use a imaginação.

Mais tarde, quando formos mais, posso passar a pedir para responder no A Arte, tendo lá os comentários moderados, para que não se saiba. Mas por enquanto, comecemos assim.

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Subir a Encosta, o Céu e Georgia O’keeffe

[ladder+to+the+moon+georgia+O'keeffe.jpg]

Ladder to The Moon(1958)Georgia O’Keeffeno A Room of One’s Own

Amiga, Ouve:

Quando subimos ( o A. ) uma montanha, só consideramos um lado da encosta, aquele que está debaixo dos nossos pés.

É esta a situação da Humanidade! Tem passado a vida neste entretenimento. A de considerar somente o caminho que tem debaixo dos seus pés, e querendo desconsiderar os outros lados, ou considerá-los o mal, ou até mesmo eliminá-los, sem entender que as linhas verticais, e que as escadas de um só lado não se seguram de pé!! Uma colina, um monte, tem no mínimo, quatro lados… e tudo muda se se percepcionar isso enquanto se escala.

Este tema da Escada para o Céu, é um dos meus antigos e predilectos! No entanto, hoje de manhã, mesmo à bocado, estive reflectindo sobre esse assunto. Foi esta acima a reflexão – estava ainda na janela aberta do meu blog, quando fui ter ao teu postal, Isabel… Estive mesmo com essa imagem do Ladder to The Moon da Georgia O’keeffe na mente, ao mesmo tempo que tu, aí, do outro lado do Globo, compunhas Ready for An Hour. 🙂

E é tão rico, o tema. Não terminam aqui as reflexões…

(Há um outro trabalho da ”Escada para o Céu” – como eu lhe chamo – que quero também publicar, mas não encontrei agora.)

Não é incrível? Estamos ligadas pela nosso caminho para o Céu!…

Quizz sobre pintura no ”A Arte e Kalokagathia”

Enquanto não posso responder aos amigos, e postar de novo, aqui fica a imagem de um dos meus quadro favoritos! e uma brincadeira: Que pintura é esta e quem a pintou? A resposta é para ser dada no outro blog, por favor.

Clique na imagem tanto para a ver ampliada como para ir ter ao jogo; ambas as coisas no meu blog A Arte e Kalokagathia:

Click!

A Lua-Cheia sobre o Rio, e Van Gogh

Vincent van Gogh 1853-1890

Hoje tenho a felicidade de ver a Lua-cheia sobre o Tejo!… E as cigarras ao fundo…

E as noites como ele as pintou.

A 29 de Julho de 1890, o grande pintor partiu de mãos vazias, sem a comunicação, a comunhão que procurava, nem conforto. Deixou-nos o olhar que vê a Vida.

https://i0.wp.com/upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/69/VanGogh-starry_night_edit.jpg

The Starry Night, June 1889 Paris, Arles, St.-Rémy, Auvers-sur-Oise

“Can we see the whole of life or only know a hemisphere of it before death? I’ve no idea of the answer myself. But the sight of stars always sets me dreaming…”

“Why, I ask myself, shouldn’t the shining dots of the sky be as accessible as the black dots on the map of France? Just as we take the train to get to Tarascon or Rouen, we take death to reach a star.”

(The Museum of Modern Art, New York. Clique na imagem seguinte

Starry Night Over the Rhone.jpg

Starry Night Over the Rhone
Vincent van Gogh, 1888
Oil on canvas
72.5 × 92 cm
Musée d’Orsay, Paris


“It is not the language of painters but the language of nature which one should listen to…. The feeling for the things themselves, for reality, is more important than the feeling for pictures.”

“We spend our whole lives in unconscious exercise of the art of expressing our thoughts with the help of words.”

“To do good work one must eat well, be well housed, have one’s fling from time to time, smoke one’s pipe, and drink one’s coffee in peace.”

“I am not an adventurer by choice but by fate.”

Vincent Van Gogh

O Perfil de uma Velha Árvore

 

Meninas à sombra das árvores

Macke, August – “Girls Under the Trees”, 1914

Staatsgalerie Moderner Kunst , Munique

 

 

O Perfil de uma Velha Árvore

O perfil duma velha árvore enche-nos de alegria.

A sua sombra traz-nos a presença tranquila da terra,
a forma da própria Terra, a sua frescura fraterna.

É uma pátria renovada de palavras anunciadas, lidas
nas vozes do rio, nas rotas do sol transbordante;

ela restitui os desvelos relembrados desde infância,
a cândida explicação dos perfumes pronunciados
noutros tempos imateriais, mágicos de plenitude;

traz a serenidade neutra, a harmonia dos outonos
na imagem dum rebanho que regressa pela tarde,
nas chuvas temporãs próprias do cheiro do barro,
a secular legítima ideia dum tecto restaurado;

organiza os enxames, une os sons do ar instável,
esvanece o orvalho vagaroso deslizante do corpo.

O colo duma velha árvore é o sonho duma criança
perpetuando a redobrada paz, e acende na água
rumorejante das fontes a sedução dos pássaros.

Vieira Calado

em Terrachã, ed. AJEA

(Ler Vieira Calado – Poesia)

O Sobreiro

 

O Sobreiro

https://i1.wp.com/www.uc.pt/artes/6spp/imagens/d.carlos_sobreiro1.jpg

Carlos de Bragança (Rei de Portugal), 1863-1908
1905, pastel sobre cartão
177 x 91 cm
Palácio Ducal – Fund. da Casa de Bragança

Vila Viçosa, Portugal

 

 

ÁRVORES DO ALENTEJO

 

Horas mortas… curvadas aos pés do Monte
A planície é um brasido… e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!
E quando, manhã alta, o sol postonte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!
Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!
Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
– Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água! !

Florbela Espanca (Sonetos)

(in Charneca em Flor)

 

A UMA ÁRVORE

Árvore
Quando eu morrer hás-de ficar.
Hás-de ver o passar doutras Estações.
Hás-de ouvir as canções
De uns outros ninhos, noutras Primaveras.
Junto de ti, meu filho há-de sonhar
Minhas antigas, fúlgidas quimeras.

Árvore
Quando eu morrer, hás-de falar
De mim, que te plantei.
E, em cada ramo novo que brotar,
Serás um gesto meu a perdurar:

– Por ti, não morrerei …

 

Francisco Bugalho (1998). Poesia. 2ª edição. Editora LG, Lisboa.

Sózinha

Solitude

Frederic Leighton. 1830 – 1896 – Solidão.

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