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A ILHA DOS AMORES – I

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2.OS FILÓSOFOS

”Spinoza” de Jorge Luís Borges

Portret van SpinozaLas traslúcidas manos del judío
labran en la penumbra los cristales
y la tarde que muere es miedo y frío.
(Las tardes a las tardes son iguales.)

Las manos y el espacio de jacinto
que palidece en el confín del Ghetto
casi no existen para el hombre quieto
que está soñando un claro laberinto.

No lo turba la fama, ese reflejo
de sueños en el sueño de otro espejo,
ni el temeroso amor de las doncellas.

Libre de la metáfora y del mito
labra un arduo cristal: el infinito
mapa de Aquel que es todas Sus estrellas.

Jorge Luis Borges, 1964

Spinoza voor de rechters

O julgamento de Espinoza

Foto coll. Joods Historisch Museum

É interessante o que se tem escrito para se rodear a origem portuguesa de Espinoza. Ainda não encontrei outra personagem da História cuja origem seja descrita da forma que é a deste filósofo. Tenho aqui um livro dedicado à sua filosofia, e lá está mais uma vez, no prefácio, embora curto, a longa história dos trizavós espanhóis, depois de se começar pela Córdoba do sec. XV; os Espinoza parecem só passar, em fuga, por Portugal, entre a sua origem em Espanha e a vida na comunidade judaica-portuguesa na Holanda. Em muitas publicações, a origem portuguesa ou qualquer coisa que tenha a ver com Portugal ou a língua portuguesa, não são mencionadas, enquanto que é sempre mencionada a sua origem espanhola. Noutras, é mesmo afirmado que ele é meio-espanhol.

Na publicação ”Classics of Western Philosophy” – by a professor of philosophy at The City of University of New York, com bastantes páginas dedicadas à Ética de Espinoza, diz-se o costume: nascido na Holanda, filho de judeus fugidos à Inquisição Espanhola.

Ainda há mais interesses e questões que interferem na questão da ”imagem” deste filósofo, mina de ouro que ainda vai dar muito que falar. Se tiverem paciência, alguns exemplos que encontrei na internet, onde se nota os rastos destes rodeios, mas haveria mais e melhores demonstrações do que disse.

http://www.cobra.pages.nom.br/fmp-spinoza.html

http://evidenceanecdotal.blogspot.com/2006/06/compellingly-beautiful.html

”Espinoza escrevia em espanhol…

http://www.essaydepot.com/essayme/917/index.php

The Spinoza family arrived in Amsterdam, via Portugal in 1498”

Fiquei feliz por um dos meus professores – o de Philosophy of Mind, ter dado uma palestra sobre Espinoza. Ele apresentou a possibilidade de uma outra pespectiva de Espinoza.

O meu amado Schiller!!

 

É sobretudo por ele que considero mais válido o meu esforço de aprender alemão. Eis a prova maior da sua grandeza. Original e sábio a ponto de julgar e compreender por si algo que ainda agora está além da compreensão da maioria dos intelectuais, artistas e académicos. Contra todas as aparências, e modas…

Eu não conhecia este poema, nem que ele defendera a mulher, mas é perfeitamente coerente com as suas teorias – e as suas teorias, eram as de quem procura a coerência e a prática das suas teoria.

Talvez mil vezes mais perto da espiritualidade do que o misógino Schopenhauer. Mas quem não era misógino? Quem teve a coragem de verdadeiramente defender a mulher como não inferior? Quem vê nisso coragem, em vez de, secretamente, algures um sinal de fraqueza, de ”efeminado” – neste mundo onde ainda hoje se fala de ” literatura de mulheres…” ” — oh, é coisa de mulheres…” ? – Como sinónimo de mole, sentimenl, emocional, consequentemente inferior, menos importante, bla, bla, bla.

A dignidade das mulheres

Honrai as mulheres! Elas entrançam e tecem
Rosas sublimes na vida terrena,
Entrançam do amor o venturoso laço
E, através do véu casto das Graças,
Alimentam, vigilantes, o fogo eterno
De sentimentos mais belos, com mão sagrada.

Nos limites eternos da Verdade, o homem
Vagueia sem cessar, na sua rebeldia,
Impelido por pensamentos inquietos,
Precipita-se no oceano da sua fantasia.
Com avidez agarra o longe,
Seu coração jamais conhece a calma,
Incessante, em estrelas distantes,
Busca a imagem do seu sonho.

Mas, com olhares de encanto e fascínio,
As mulheres chamam a si o fugitivo,
Trazendo-o a mais avisados caminhos.
Na mais modesta cabana materna
Foram deixadas, com modos mais brandos,
As filhas fiéis da Natureza piedosa.

Adverso é o esforço do homem,
Com força desmesurada,
Sem paragem nem descanso,
Atravessa o rebelde a sua vida.
Logo destrói tudo o que alcança;
Jamais termina o seu desejo de luta.
Jamais, como cabeça da Hidra,
Eternamente cai e se renova.

Mas, felizes, entre mais calmos rumores,
Irrompem as mulheres, num instante de flores,
Propiciando zelo e cuidadoso amor,
Mais livres, no seu concertado agir,
Mais propensas que o homem à sabedoria
E ao círculo infindável da poesia.

Severo, orgulhoso, autárcico,
O peito frio do homem não conhece
Efusivo coração que a outro se ajuste,
Nem o amor, deleite dos deuses,
Das almas desconhece a permuta,
Às lágrimas não se entrega nunca,
A própria luta pela vida tempera
Com mais rudeza ainda a sua força.

Mas, como que tocada ao de leve pelo Zéfiro,
Célere, a harpa eólica estremece,
Tal é a alma sensível da mulher.
Com angustiada ternura, perante o sofrimento,
O seu seio amoroso vibra, nos seus olhos
Brilham pérolas de orvalho sublime.

Nos reinos do poder masculino,
Vence, por direito, a força,
Pela espada se impõe o cita
E escravo se torna o persa,
Esgrimem-se entre si, em fúria,
Ambições selvagens, rudes,
E a voz rouca de Éris domina,
Quando a Cárite se põe em fuga.

Porém, com modos brandos e persuasivos,
As mulheres conduzem o ceptro dos costumes,
Acalmam a discórdia que, raivosa, se inflama,
Às forças hostis que se odeiam
Ensinam a maneira de ser harmoniosa,
E reúnem o que no eterno se derrama.

do original «Würde der Frauen» de Johann Christoph Friedrich von Schiller

obrigada ao Luminescências

Filosofia e Religião

…não nasci filósofo. Pois vim à filosofia por íntima necessidade, e não sem alheia ajuda. Nasci homem religioso, em quem se não mantém a simplicidade e inocência da fé (…).”; “Se nós definirmos religião como o viver ligado ao absoluto, seja efectivamente seja intencionalmente, devo dizer que esta situação espiritual foi permanente em mim. Abandonei a prática do cristianismo, nunca o sentido central dele. Comecei a filosofar não porque me faltasse a fé, mas porque se me pôs a urgência de esclarecê-la.”[1].

Como de imediato se depreende destes dois testemunhos autobiográficos, o interesse marinhiano pela relação entre Filosofia e Religião não derivou de um qualquer capricho, antes radica no seu próprio percurso espiritual – e usamos este termo, “espiritual”, porque o próprio José Marinho qualifica a sua autobiografia como uma “autobiografia espiritual”

 Filosofia e religião em José Marinho – um artigo de Renato Epifânio, Ler

É uma bela introdução à obra de J.Marinho, e ao seu ”Significado e Valor da Metafísica”.

Derrida, o escrever e a vigilância

Jacques Derrida – Fear of Writing
03:47

Sobre Heidegger 1 a 6

Heidegger life and Philosophy 1 of 6
08:39

Heidegger 1 – a necessidade de Natureza

Hermann Heidegger And Hans-Georg Gadamer On ‘The Cabin’
03:36

Heidegger’s famous Black Forest cabin at Todtnauberg (where he wrote many of his key works, including ‘Being and Time’) is shown here by his son Hermann, commented upon by literary critic George Steiner in terms of its influence, and remembered by acclaimed German philosopher, Hans-Georg Gadamer… Gadamer, recalling visits to the cabin, felt that Heidegger looked like a rural Black Forest resident, dressed as a ‘handyman,’ but that Heidegger’s ‘eyes’ showed great ‘imagination’ – undoubtedly underscoring Heidegger’s unique, philosophical mission…

 

 

 

 

 

 

Cópia,”duplicação” da realidade e da arte, tortura-me – Gadamer

GADAMER: TELEVISIONE E EDUCAZIONE
06:06   From: fmf1943

O flirt da atracção sexual (substituo aqui o que ele chama de ”feminina”…) com o anónimo: equivalente à prostituição.

O progresso é eliminar o que está errado pela selecção, e não pela proibição.

Televisão poderia cooperar com uma estratégia de emancipação espiritual, mas não enquanto substituição da presença real.

Menos perfeição técnica e mais criatividade – seria progresso.

 

 

O mais precioso do mundo segundo Gadamer

GADAMER: POPPER E LA VIOLENZA IN TELEVISIONE
05:33

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