Não matarás.

Gostaria de meditar convosco sobre o 5º mandamento.

Quer-me parecer que se cumpríssemos o que diz esta frase de duas palavra, isso seria o suficiente para diminuir talvez uns 50% do sofrimento no mundo. Talvez menos, mas nunca menos de 25%; talvez mais do que 50%.

Gostaria que comentassem com as vossas reflexões.

Para a maioria de nós, certamente para todos que se dêm ao trabalho de ler os pensamentos que aqui anoto, o 1º mandamento é compreendido imediatamente, quase não nos diz respeito. Não  precisamos de reflectir sobre a questão. Aliás, muitos acham que nem é preciso o primeiro mandamento, mas isso é um outro assunto. Seja ele ética ou religião, consciência própria ou lei, concordamos com  “não matarás”, e nem sequer constitui grande ajuda moral, já que não pertence aos problemas com que a maioria de nós se debate.

Mas será isto verdade?

— Não matarás!

Será que os nossos pensamentos são demasiado superficiais, será que vivemos demasiado futilmente, e que afinal ainda não compreedemos toda a riqueza desta simples frase?

Sabemos da questão desde sempre analisada em separado, da legitimidade do matar em Guerra. Esse aspecto, que igualmente dá pano para mangas, deixo aqui de parte.

Já reparámos que matar vai muito além de espetar uma faca em alguém, vai muito além do assassínio criminal evidente. Há os que pagam para outros assassinarem e há os que obrigam e forçam outros a assssinar, ou a matar.

Mas eu gostaria de falar de outro aspecto. Vou começar por contar um diálogo verídico.

Busto romano em argila,  III dC

Ele era todo pretinho e o nome escolhido foi “Roosje” .  Falo-vos do coelhinho preto que comprei para a minha criança.

— O que é que ele deve comer, cenouras e alface? — Na loja, peço as instruções para o cuido do bichito.

— Cenouras sim, alface NUNCA.

— ?

— É cancerígena.

— ??????

— Sim, os coelhos morrem de cancro quando se lhes dá alface. Por causa da proporção de pesticida demasiado alta.

Acrescento que estas lojas são especialistas e sabem muito bem o que dizem e fazem devido a existir o “coelho holandês”

Se ainda quiser confirmar, espreite aqui nesta lista de comida que pode dar ao coelho. Verá que está escrito para não dar alface, os dois tipos de alface que até à pouco tempo eram os únicos existentes na Holanda, (recentemente apareceu um novo tipo de vegetal para salada chamada alface-romana o qual, sendo um tipo de endívia, é permitido dar).

Não precisa portanto de ter dúvidas. Amplamente confirmado em laboratórios e fora dele, os coelhos morrem de cancro devido aos pesticidas cancerígenos presentes na alface, sempre numa concentração demasiado alta.

Perguntei ao homem da loja:

— Oh, … mas nós podemos dar alface às nossas crianças?

— Bem, na minha casa, não damos. — Sorriu sugestivamente: — Mas o corpo das crianças é maior, e sendo os pesticidas numa concentração infeiror, o organismo consegue  ir distribuindo ou eliminando parcialmente os tóxicos ingeridos… nos melhores dos casos, pelo menos.

Porque é estritamente necessário à comercialização do coelho holandês, a informação, se bem que mínima, é dada.

Já pela saúde do seu bebé, a mesma informação é omitida.

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