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The Creation of man, Chagall 1956-58

Cito

A religião é um dos pretextos mais usados para alcançar o poder, normalmente aniquilando o ‘outro’ pelos meios que a época permita. A religião é um adquirido moral que não admite refutação e fractura as pessoas dizendo que as quer unir.
A essência da religião, de qualquer uma, pressupõe uma semente de ódio feroz – porque não há nada mais dramático do que o sentimento que opõe aquele que julga deter a verdade na sua mão direita e o ‘outro’ que, por qualquer razão inconcebível ao primeiro, se recusa a adoptá-la. –   CAA

Vejamos:

1.
Tem razão. E se alguém, ou milhares de pessoas mataram e matam pelo poder, mas em nome de Deus, como é que é possível que tantas pessoas cultas e inteligentes façam o erro de acreditar que então eliminando Deus – se já não matará, ou que menos se matará. Pois se, como diz o CAA, é apenas um pretexto! Óbviamente, ao ser eliminado esse pretexto, logo outro se encontra, já que a causa permanece.

1.a. Toca assim numa das questões mais cruciais: a do erro de se dizer que a religião é causa das guerras. Ela não é causa mas pretexto. Diminuir ou eliminar a guerra, exige procurar as causas – e não os pretextos.

1.b. Porquê que há tantos a acreditarem nesta ideia sem a analisarem – a de que as religiões, ou a crença em Deus são causa de Guerra – depois de ter existido a Rússia, Stalin, Mao-Tse-Tsung, etc.etc.? Ultrapassa-me. Não está toda a gente farta de saber que mesmo sem (a ideia de) Deus, ou (de) Anjos, ou sem as (pelos ateístas consideradas) ‘’superstições”, a mesma violência continuou, os mesmos crimes?

2. 
A essência da religião, de qualquer uma, vem da experiência real, vivida, intensa, genuína, do sobrenatural. Essa é que é a essência da religião, e não pressupõe uma semente de ódio feroz coisa nenhuma; essa semente tem uma outra origem e causa. Como comprova o facto de pessoas sem qualquer religião conterem em si a mesma ‘’semente” de ódio de que fala. Basta olhar para os chineses de hoje em dia, para a crueldade dos seus soldados, exército e política, como o próprio CAA, salvo erro ainda há poucos dias referiu, a propósito dos jogos Olímpicos.

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