YouTube – António Fragoso – Petite Suite (2/3).

Para ler enquanto ouve…

Há homens que trazem no peito, morto de miséria e erro político, o próprio coração, sem o saber. Vivem, tentam viver, raciocinando a negação da divindade da Vida. Os seus credos guardam-lhes os interesses inferiores, negam, afrontam o poder criador que a vida em si leva, justificam-lhes a incapacidade religiosa. São mais ódio que amor. Vencidos inglórios. O oceano da Vida rola as ondas londe das suas praias. Querem lançar-vos no peito e às mãos cadeias feitas de esqueletos, e erguer, em cada alma, um cárcere.

São os pigmeus procurando travar os passos do gigante. Sepulcros… Blasfémias na noite silenciosa sob o luar indiferente.

A vida é cheia de misérias, egoísmos, invejas. Ser grande, ser forte, ser puro, até exercer domínio, – é ser a excepção. E a massa odeia as excepções. Resiste! Resiste! Sê implacável. Impõem-te.

Augusto Casimiro – Da Arte de ser cavaleiro

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O título desta entrada refere-se ao vídeo de Michio Kaki, duas entradas antes. Nele o cientista, fala do nosso futuro, afirma que ele é “o mundo de jeans, rock and roll, Hollywood e Madona”, e que quem não gosta, é “terrorista”.

Esqueceu-se de acrescentar o codex alimentar, aspartan e restante miséria.

Onde está a famosa visão e inteligência que a “libertação da religião” e o ateísmo oferecem, segundo os próprios? É a cegueira que se vê na ilucidante pequena palestra?

Religion without science is lame. Science without religion is blind.   – Einstein