Mais um tributo à coreógrafa e bailarina alemã Pina Baush que faleceu.

Mas que tributo?

Só o facto de ter provado que um grande bailarino pode ser grande bailarino até alta idade, já é algo para reconhecidamente lhe agradecer.

Uma famosa soprano disse que só cantava determinado papel operático depois de ser avó!

É que, como grande artista, depois de se ter vivido e sofrido, estou convencida, tem-se a dizer o que não se pode dizer nem saber antes.

No caso da dança moderna e contemporânea, que se propaga como libertadora de espartilhos; que diz proporcionar menos prisão à forma fixa das posições e dos passos do ballet clássico; e mais incidência na expressão, no interior, no expontâneo, no real, nem sempre se justifica o mesmo tipo de exigência puramente física, de competição mortal e de tirania que por vezes imperou no mundo da dança. Pode haver menos capacidade atlética a partir de certa idade, mas se a alma e a consciência cresceram em contrapartida… então essa fará possível uma outra dança, que falta tem feito à humanidade e que vai além do palco e das grandes estrelas.

Le Sacre du Printemps

Orphée et Eurydice, é muito bonito. Podem ver esse bailado no                  Valquírio

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