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A ILHA DOS AMORES – I

Planos para o Ano Novo


É com este texto de que gostei muito, (será mesmo de João XXIII?), que quero desejar um Bom 2009, assim como agradecer e cumprimentar os amigos, os conhecidos e os desconhecidos que visitam o blogue ou o acompanham. Muito obrigada pela vossa companhia e paciência com todos os defeitos.

Dez Preceitos da Serenidade

Papa João XXIII

  1. Só por hoje tratarei de viver exclusivamente este dia, sem querer resolver o problema de minha vida, todo de uma vez.

  2. Só por hoje terei o máximo cuidado com o meu modo de tratar os outros: delicado nas minhas maneiras, não criticarei ninguém, não pretenderei melhorar nem disciplinar ninguém a não ser a mim.

  3. Só por hoje sentir-me-ei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz, não só no outro mundo, mas também neste.

  4. Só por hoje adaptar-me-ei às circunstâncias sem pretender que as circunstâncias se adaptem a todos os meus desejos.

  5. Só por hoje dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando-me de que assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a vida de minha alma.

  6. Só por hoje praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém.

  7. Só por hoje farei uma coisa de que não gosto, e se for ofendido em meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.

  8. Só por hoje farei um programa bem completo do meu dia. Talvez não o execute perfeitamente, mas em todo caso vou fazê-lo. E guardar-me-ei bem de duas calamidades: a pressa e a indecisão.

  9. Só por hoje ficarei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim mesmo como se existisse somente eu no mundo, ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.

  10. Só por hoje não terei medo de nada. Em particular, não terei medo de gostar do que é belo e não terei medo de crer na bondade.

Para acompanhar este texto, escolho o grande pianista italiano    Arturo Benedetti Michelangeli

Ele era tão bonito por dentro que durante anos deu lições gratuitas aos seus alunos, Martha Argerich e Maurizio Pollini. para além de que cozinhava para eles…por exemplo. Por outro lado, achava que um artista tem o direito de receber dinheiro e de exigir toda a ajuda possível, porque é para a Arte e ao serviço da Arte.

Rebelde em tudo o que fosse seguir a sua visão da arte, vivia uma vida de discreção, com a sua mulher – e, segundo ela, mais ou menos só com um fraque para vestir nos concertos, durante imensos anos.

Viajava com o seu piano, e era de uma exigência extrema – não só consigo próprio e o seu tocar, mas também com a afinação do piano. Ouçam o som dele! Do outro mundo, simplesmente.

Não se deixava filmar ou fotografar, fugia a entrevistas, e poucas gravações fez. Um purista, vivendo o sublime.

Beethoven – Piano concerto n.5 ‘Emperor’ op.73 – Mib maggiore.
[1] Allegro

La famosa interpretazione di Michelangeli – Giulini del quinto concerto di Beethoven, detto “Imperatore”.

Arturo Benedetti Michelangeli (piano) – Carlo Maria Giulini (conducts the Wiener Symphoniker)
1978

PART TWO


[2 – Adagio un poco mosso]

[3 – Rondò: Allegro]

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