Mosteiro da Batalha

É na pesada e escura terra que brotam as sementes.

É na negra Noite, em todo o corpo de Nut ( Nout, Noite) que nascem as estrelas….

EXOTERICA-MENTE

 

Há qualquer coisa de esfinge em tudo isto…

Se espera com angústia que dói

e se finge a sobrevivência temporal

desta encarnação

jogando a roleta das personificações elementares

pois tarda

o apóstolo da luminescência,

aquele que é também o portador

das divinas vibrações,

o oculto

o encoberto

o envolvido

o silencioso

o secreto.

Só os destruidores-de-barreiras saberão

a hora cósmica da sua chegada;

eles estarão à espera, protegidos

de força psíquica, a única que suporta a

irradiação do sagrado.

Virá carregado de Ambrósia e sei

que muito poucos dela comerão.

Após o banquete não regressará só.

 

Ângelo Rodrigues

 

 

Despeço-me do Velho Ano…

 

 

Com uma referência muito especial e grata ao Paulo Cunha Porto, do Afinidades Efectivas, que me tem honrado com múltiplas referências, qual delas a mais deliciosa e atenta.

Com agradecimentos babadinhos, também pelas referências e diálogos, (com destaque para Chagall, Artaud* e Klee – um dos meus favoritos), de José Adelino Maltez, no (ler!) Sobre o tempo que passa, e as da Isabel no A Room of One’s Own (e suas palavras de ouro), e as do Claudio Tellez no C.T. Relações Internacionais, Cultura e Atualidades, outro tesouro no meu horizonte. O mesmo agradecimento para as do Mário, da Voz Portalegrense, e claro está, as do João Marchante no Eternas Saudades do Futuro.

Bem hajam os novos amigos e amigas! Bem hajam algumas fascinantes pessoas, cujo pensamento profundo tive a honra de poder ler e o luxo de poder contactar os autores, e a possibilidade de ter trocado ou – o mais importante – vir ainda a trocar impressões.

Qual projecto poderia ser melhor… Xantipa, X.,Isabel, Ana Paula, que um solstício da amizade?

Um beijo ao Paulo do excelente Valquírias, à Euterpe-minha-mana-muito-mais-nova que de repente nasceu…, Goldluc do Broto…tanto ainda por paartilhar!…ao Vítor do Ser Cristão, à T. dos Dias Que Voam…, à bem disposta Mad do Juro que tenho mais que fazer, à Maria do Só-Maria, saúdo-vos!

Saúdo as pessoas que se associaram para participar na Nova Águia! Que tenha frutos o diálogo, e uma Nova Árvore de acção, e apoio, aos projectos mais cruciais, neste tempo de extrema urgência.

Com os melhores votos para todos vós, e aos que subiram aqui, a esta nau em travessia, e que têm a santa paciência de ler os meus diários, ou de me encorajar, n’A Ilha, ou outros sítios; com os melhores votos para Portugal. Desejo-vos e -nos, grandes progressos na longa viajem rumo à Ilha dos Amores. Ou a Casa. Ou a vós Próprios. Ou ao Consolador. Que saibamos encontrar, descobrir e redefinir os nossos objectivos e Destino.

 

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

Fernando Pessoa ??

 

PS – Muito sinceramente, eu, depois de publicar, até estou a duvidar bastante da autenticidade desta frase atribuída a Pessoa! O contraste com um outro texto totalmente falso a ele atribuído, e a verdade desta frase, entusiasmou-me…

… para a frase ter alguma verdade, é necessário considerarmos as roupas mesmo como metáfora. É que a mudança do ”hábito” é muitas vezes a forma de se ficar igual por de baixo das roupas. As roupas não só precisam ser mudadas, como…. despidas….

 

* Cujas ligações não consegui encontrar – os enlaces permanentes que me foram feitos, desapareceram… 😦 do meu blogue, do Google ou outros motores de busca. Não no technorati, no entanto.

 

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