E é que é mesmo isto:
…Deus não se acredita, nem se calcula: celebra-se. Respira-se. Vive-se.  …
Desenganemo-nos: a questão fundamental não é se eu acredito em Deus, mas, isso sim, se Deus ainda acredita em mim. Se eu, reles e mísero humano, cada vez mais longe do meu coração, cada vez mais afastado e disperso da minha própria raiz e da minha Palavra, ainda sou digno de crédito. Se ando perdido na confusão à procura do caminho para casa; ou se, viciado e embrutecido no caos, me tornei habitante dele. Se ainda procuro alguma verdade, ou se, pura e simplesmente, me tornei toxicodependente da mentira.
Partilho da visão que acima cito, com gratidão, por esta chama,  no deserto in-v(f)-ernal da (minha) alma.