Lendo o artigo do Dr. Pedro Lomba, jurista, eu fico entre outras coisas, a saber que afinal no Brasil já se escreve úmido, embora ainda não omem.

Isto está cada vez mais apetitoso.

E eu peço ao Dr. Pedro Lomba que leia com atenção o texto da petição escrito pelo Nuno Raimundo, (ver meus posts anteriores) e que reflicta… pois não é por sermos cães e nos vendermos, que a Europa, ou os estrangeiros, vão passar a querer estudar o nosso português. Irra, que somos lentos na aprendizagem. Ainda não chegou a mesma asneira com a economia, com as finanças, com a agricultura, para percebermos onde nos leva a treta da sobrevivência pela submissão?

Aquilo que nos sugere, caro Dr Pedro Lomba, não vai de forma nenhuma parar com os dicionários de Francês-Brasileiro. Pelo contrário, vai fomentá-los.

Pudemso lutar por uma unificação da Língua, assumindo o que somos e o que é a nossa Língua, EXIGINDO, a protecção e conservação da exclusividade, múltiplas qualidades e superioridade que a caracteriza, como cume, ápice. Situados entre essa elevação, – à qual chegam os maiores poetas, ou um António Vieira – e as bases dos seus fundamentos no ventre de sua mãe greco-latina, e outras civilizações superiores da antiguidade que lhe antecederam – e permitindo entre esses dois extremos, é que podemos abrir os braços à riqueza das variações.

O Padre António Vieira, que foi amigo dos povos Índigenas brasileiros, que nos sirva de mestre: não foi o amor aos outros que o levou a falar melhor e genialmente o português?

A União entre as coisas, não se processa pela destruição de uma das partes – como seria agora o caso, em que todas as decisões feitas são apenas favorecimento da língua como é escrita e falada no Brasil, escandalosamente ignorando a riqueza fonética que é tão peculiar do português. (Lá por isso podemos também passar ao destino que nos propõe Saramago (?) de falarmo castelhano – totalmente pobre foneticamente, só podendo recorrer às cinco vogais mais abertas e sempre iguais.)

União das coisas é sempre no ápice, é subindo, é um enriquecimento mútuo – repito.

O que está em questão é o empobrecimento radical da Língua perante a sociedade guiada pelos valores falsos que a move, exactamente como aconteceu às línguas Germânicas! Saibamos aprender com os outros. Vejamos o exemplo da língua inglesa, o que era, e o que é, a diferença entre o high english e a coisa que se fala nos nossos dias.

A riqueza e a beleza e as possibilidades de expressão que oferecem a nossa Língua, são algo que os germânicos (no que se inclui os anglo-saxónicos) nem sequer podem conceber.

É este resvalar pela montanha abaixo que está em questão!!!

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