Apesar de já nessa altura, ser uma apaioxanada pela poesia,  não gostei dos poucos Lusíadas que estudamos na escola. Sentia uma aversão íntima e expontânea (nada que me fosse ensinado)  à maneira como os indígenas eram referidos, no seu total.

Em segundo lugar, também não gostava do poema ”construído” à força. Das voltas completamente visíveis à frase e ao verso, para encaixar num efeito pretendido, exterior à ideia ou sentimento.  Detestava praticamente toda a poesia em rima! Achava-a retorcida, forçada, falsa. Um fingimento. E eu não acreditava que o poeta fosse um fingidor…
Apesar de desde os 13 a poesia ser a minha maior companhia, só muito tardiamente me interessei pela poesia rimada….

Tenho bastante admiração e curiosidade por pessoas que tiveram um trajecto diferente.

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