As normas de supervisão e controle da alimentação, aquelas cujo verdadeiro objectivo é tudo menos a nossa saúde – nomeadamente acabar com o nosso artesanato, independência, etc. – são a coisa mais hipócrita e idiota possível.

Os alimentos ”permitidos” – isto é os das grandes impresas, multi-nacionais, etc. – estão carregados de venenos. O que é que ainda há que seja verdadeiro alimento?

Acordei a meio da noite doente do estômago – e eu que ainda ontem pensara: ”que bom, há uns dias sem passar mal do estômago!…”

Mas desta vez consegui identificar uma relação directa e sem o mínimo de dúvidas: os ”crackers” da ”Euroshoper” – uma marca que aqui se vende muito- fazem(-me) mesmo mal. Provavelmente, fazem mal a muitos, mesmo que não fiquem doentes: por isso faço esta entrada. As bolachas do mercado são um dos muitos alimentos que estão cheios de produtos inadmissíveis na alimentação, e radicalmente prejudiciais para a saúde de todos.

II – Soluções possíveis:

Fazê-las, é claro. No seio de uma família, pode ensinar os filhos a fazer bolachas, (em vez de estar em frente da televisão e etc…). ”Ensinar” quer dizer gostar de fazer isto com eles e permitir que seja divertido, dependendo da sua individualidade. Não quero portanto dizer que ponha as crianças a trabalhar, mas sim a fazer algo de que muitas crianças gostam, e se gostarem. Brincar com massa de pão ou bolachas, é muito mais divertido do que com plasticina. Com rolinhos podem-se formar bonecos e letras, e qual é a criança que não gosta de estender massa com um rolo – e cortá-la com formas ou carrilho? Experimente. Já imaginou o que é para uma criança ver a família alimentar-se de formas que ela fez?

Existe também no mercado uma folha que permite criar as formas que se quiser. Além disto, a maneira talvez mais rápida e fácil de cortar bolachas é fazer um grande rolo que se corta com faca que pode ser de madeira. Para ficar melhor, a massa deve ficar bem fria, ir ao frigorífico antes de ser cortada. E os biscoitos mais rápidos de fazer, são aqueles de que se deita a massa em tabuleiro, e depois corta-se aos quadradinhos, ou palitos.

Se se der a este trabalho, e puder, faça-o com farinha moída muito recentemente (na Biocoop em Lisboa, pode moê-la no momento. Também há moínhos à venda). O sabor não tem comparação. Se fizer assim, pode também fazer com a farinha intergral – o sabor e estrutura continua a ser delicioso, e NADA tem a ver com o resultado frequentemente pesado e desagradável da farinha integral, nem com a ”farinha a fingir” que se usa no comércio, a saber quando muito a lexívia.

Verá que só há um problema: é as bolachas não se acabarem logo…. 🙂
Melhor que isto, só deixar as crianças ter a experiência de fazer pãezinhos, com a massa levedada em casa! E com a tal farinha fresca. Faça pão de leite, ou pão ligeiramente adoçado, com algum ovo… Faça tranças, uma argola entrançada, ou pãezinhos. É delicioso e mais fácil do que se pensa. Além disso é melhor do que bolos.

O Pantagruel e O Manual de Cozinha de Manuel Ferreira têem óptimas receitas que se podem adaptar (farinha integral, menos acúcar e menos gordura). Use manteiga, bom azeite de sabor muito suave, ou óleo de arroz.

Quanto aos ovos, bem, quanto aos ovos, guardo para um outro postal.

Truques:

Um dos segredos de muitas receitas de massas, é que tudo deve estar gelado: uma das razões da nossa civilizada e antiga tradição das bancadas de mármore na cozinha. Pode arrefecer a farinha com uns cubos de gelo. Para fazer crepes uso o mesmo truque.

(Modifiquei este postal)

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