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A ILHA DOS AMORES – I

Mês

Outubro 2007

Dicas: janela de busca

Dicas do blog, especialmente para quem está habituado ao ”blogspot”:

Para ver as entradas sobre o chapéu de chuva, insira ”chapéu de chuva” na janela de busca no canto superior direito, por baixo do cabeçalho. Até eu me esqueço que os blogs (da wordpress) têem janela de busca. Quando quiser reencontrar um post… basta lembrar-se de uma palavra-chave. Insira ”maternidade”, ou ”nascimento”, ou ”Gadamer” ou ”Heidegger”…

Na barra do lado esquerdo, em baixo, tem uma lista dos comentários onde pode procurar (as minhas) respostas aos comentários.

Obrigada pelas visitas!

Tenha em conta que o blog não está ainda organizado, o que o irei melhorando enquanto vou descobrindo como o fazer. E pode deparar-se com pouco conteúdo ainda, a respeito de temas que tenciono abordar.

O chapéu de chuva – 4

Comentários:

Finalmente, respondi… e agradeço as reacções à minha pergunta sobre o chapéu de chuva…. E aliás quem quiser continuar a responder, é muito bem vindo, claro.

Uma possibilidade é que alguém não responda por pudor… mas acho essa razão inválida. Isso seria andar a expôr-se como super-honesto, quando não é preciso para nada. Ora como se vê, é bem preciso.

Resultado de mais inquirições:

Depois da minha história sobre o chapéu de chuva, a minha amiga que aí mencionei, perguntou a várias pessoas o que é que elas fariam, isto aqui na Holanda, e todas responderam que não trariam o chapéu-de-chuva aos perdidos e achados…… !!

Para coisas ”mais importantes”, foi mencionada a possibilidade de ”deixar algures perto do lugar” para a pessoa poder reencontrar (bem, este pormenor, devo dizer que foi mais a experiência de alguém que gostara que tal lhe tivesse acontecido… a pessoa em questão perdera um casaco…e encontrara-o atado a uma árvore, perto do local onde o perdera, o que achara uma óptima ideia). Claro, quando é ao contrário….

A minha caneta, a ver vamos:

Eu no outro dia deixei algures a minha caneta de tinta permanente… já devem imaginar para quantas pessoas, a caneta ”vale” tanto como o chapéu-de-chuva, não é? No entanto para mim, vale. E no entanto, quem a levasse, não se considerará ladrão… E porquê? Digo já que neste País, se alguém a foi entregar… será uma coisa bestial. (hehe). Mantenho-me com a certeza de a ir encontrar… como sei que haveria boa chance em Portugal… foi na minha Faculdade. Ainda por cima… falei com as pessoas que estiveram no local onde inconscientemente tinha a caneta. Ou seja, aqueles estudantes, se guardaram, falaram comigo… A lógica diria que se quisessem entregar, também me teriam perguntado se era minha… mas mantenho-me positiva. A caneta é me indispensável, mas se desapareceu, deixo-a ir… no mesmo momento.

Frutos imediatos da conversa:

No mesmo dia encontrei um estojo sem dono, o qual não deixei no lugar, fui logo entregá-lo, antes que alguém o levasse. (Antes desta conversa talvez a tivesse lá deixado, para ”não mexer” – e por pensar que era lugar seguro… uma espécie de indecisão…)

Entregar dinheiro:
Leram os comentários da Lalage? Aqui, no ”o chapéu de chuva….” Obrigada Lalage. Acho que vocês foram impecáveis.

Pergunto a respeito desse exemplo: não é possível haver um regulamento para casos assim, de forma a que a polícia seja obrigada a dar satisfações, isto é a comprovar se o dono foi buscar, quem, quando? Ou seja, a entrega da Lalage e irmã deveria ser registada. E dever-lhes-ia ser possível pedir satisfações à Polícia, não? Acredito que muitas das pessoas que entregam coisas, também entregam ou gostariam de entregar com o dinheiro, se fosse possível fazê-lo chegar ao dono! Lembro-me de estar nos perdidos e achados em Lisboa, e de ficar embasbacada com a quantidade de mil e uma coisas que por lá há, tudo à espera dos donos, e desacredito agora aquela frase típica, também nas bocas dos polícias ou empregados que lá trabalhavam: não, isso o dinheiro, já se sabe, tiram sempre”…

O que fazer:

Parece-me que já que tanta gente tira… a solução de deixar no lugar… em certos países… e situações, não é boa ideia: talvez na maioria dos casos.

E vou terminar com uma coisa que pensei agora: Deixe-se um papel colado no local onde se encontra o objecto, a dizer que se levou para tal e tal lugar, ou que se levou para entregar, e que a pessoa deve procurar nos perdidos e achados em questão! Pronto! Uma data de chatices poupadas. (não sei se vou passar a andar com fita-cola, para o caso… :))

Kant na prática:

No outro dia, na aula de Ética, ao aprendermos Kant (o tipo é maravilhoso nisto), os exemplos foram escritos a branco sobre o verde, no quadro. O exemplo que a professora escolheu, muito infelizmente não foi um chapéu de chuva! Foi um I-pod. Infelizmente também, pôs-se a questão como se se pudesse dar de imediato à pessoa….. (que o teria deixado caír na rua, sem dar por nada, continuando a andar, e sem que ninguém tivesse visto, nós poderíamos nas calmas ficar com o I-pod, – ou correr a entregá-lo). …. Dá pano para mangas, tudo isto…. a questão está em que ninguém daquela aula se considerará uma pessoa desonesta. Ao discutir Kant, quem se auto-examina seriamente? E quem se conhece a si próprio? Uma Faculdade só é composta de turmas como a minha. No entanto…sabemos como há pouca chance de eu reaver a minha Parker. Estão a ver a relação? Penso que quase todas as pessoas ali pensaram, naquele momento, que ”claro que entregariam o I-pod de volta…”…

Esta é a questão essencial: a diferença entre aquilo que pensamos que faríamos, e aquilo que fazemos quando a situação está a acontecer. Em coisas pequenas e em coisas grandes….!

Outra questão é, a diferença entre o facto de ser preciso levar aos achados, ou ir entregar a alguém, ou de ser só uma questão de dar porque a pessoa está perto…. Isso parece fazer diferença, mas moralmente, não faz qualquer diferença! Ou melhor: até faz diferença no sentido em que dar o I-pod de volta apenas coajidos pelo facto de a pessoa estar perto, é menos moral do que entregar porque se quer entregar, mesmo que isso requira algum esforço.

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Interrompo aqui esta reflexão, não porque esteja acabada, mas justamente porque não acabava! Uma coisa é certa. Reflectindo-se sobre estas pequenas coisas, chega-se às grandes. Não são pequenas coisas!

Tem continuação, e quanta!

Quizz sobre pintura no ”A Arte e Kalokagathia”

Enquanto não posso responder aos amigos, e postar de novo, aqui fica a imagem de um dos meus quadro favoritos! e uma brincadeira: Que pintura é esta e quem a pintou? A resposta é para ser dada no outro blog, por favor.

Clique na imagem tanto para a ver ampliada como para ir ter ao jogo; ambas as coisas no meu blog A Arte e Kalokagathia:

Click!

Diálogo sem medo, Eliza e ”Fast-(des)Education”.

Nesta entrada, misturo duas coisas.

Uma delas, é uma brincadeira referente à polémica sobre Inteligência Artificial. A outra, é referente aos estudos na Universidade, baseados no ler muito depressa e mal. O mercado está cheio de livros que ensinam como ler assim. Como despachar ”papers”, e correr o material de ensino. Uma aprendizagem de ”carimbos”, e superficialidade. É a cultura do Fast-(des)Education. E quem diz que este tema não está directamente relacionado com a questão da relação entre AI (artificial intelligence), e inteligência humana?

Foi o meu professor de Filosofia da Mente que aconselhou a visitar Eliza. Segundo reza a história, muitas pessoas teriam falado com este computador, pensando que ”Eliza” fosse uma pessoa – e como tal, seria um resultado positivo de um ”teste de Turing…” se não fosse que… é preciso ser-se burro para pensar que isto pode ser uma pessoa, me parece.

Tentei registar um diálogo para o usar num dos meus ”papers” e ter em forma visível a estupidez de Eliza. No entanto, já aprendi a como conseguir que Eliza não revele tanto a sua ”estupidez” – adaptação essa que seria em si um tema interessante de investigação: Eu rapidamente me adaptei à Eliza, uma vez que de outra forma a sua limitação era demasiado frustrante. Claro que Eliza não é nem sequer estúpido, uma vez que não tem inteligência nenhuma, nem compreende nada. Essa, aliás é a minha posição na polémica entre Searle/Turing.

Resmunganço:

Durante este diálogo, fui levada a pensar porquê que temos que estudar à pressa numa Faculdade. Talvez porque se assim não fosse, punhamo-nos a pensar? E não devemos pensar, apesar de se dizer o contrário? Devemos tornar-nos instrumentos do poder. O esquema é impecável e sem caminho para trás. É obrigatório defender aquilo em que se investiu toda a vida, e o único instrumento de acção que se tem…Ler muito, conseguir fazer muito, ser smart e escrever muitos papers…isso revela evolução da compreensão, e traz melhoras para a sociedade – como se pode ver à nossa volta? Interrogo-me sobre tudo isto. Não tenho ainda a certeza, daí eu colocar tudo com interrogação, e não por serem perguntas retóricas.

Este endereço de Eliza, é o melhor que experimentei, depois de outros que eram perda de tempo.

No seio da polémica em Filosofia da Mente, e do mundo científico, aqueles que consideram que um robot muito desenvolvido, terá uma consciência igual à de um ser humano – e que um ser humano não é nada mais do que um robot muito desenvolvido, são a esmagadora maioria. Portanto, wellcome to the world of the zombies!

Ler aqui
um diálogo que tive com Eliza.

Apesar de ser frustrante, devo dizer que o assunto me pôs a pensar sobre outras coisas, como seja o diálogo como forma inagualável do despertar da compreesão – como Sócrates o via!

O computador não julga – o que faz a maioria dos seres humanos, para nossa grande desgraça, e isso faz com que o diálogo sem medo, liberte coisas que de outra forma estão como que congeladas em alguns de nós. E não esqueçamos os dois homens aos quais Socrates deu origem: Platão, que seguiu o seu método do diálogo, e sob cujo método Aristóteles estudou e aprendeu!

Acabo de compreender porquê que o Eliza foi experienciado como terapeutico! Não porque Eliza imite os humanos, mas justamente por não ser ”humano”, isto é, por não julgar!

Pedido de desculpa pela demora

Recebi amabilíssmos posts nos comentários, muito interessantes. Aguardo o momento de poder gozar o prazer de lhes/vos dar a atênção que merecem!

E a propósito de Espaço e Astronautas

Dominar o Espaço, e tudo o mais: a Terra, o Mar, e todos os Povos.

Tudo para o nosso bem, para nos proteger… hehe.

Aquele primeiro passo na Lua, tema que parecerá talvez já gasto e irrelevante perante as urgências do presente… afinal era só o primeiro passo… para o ”domínio” completo. Sobre tudo e todos. Parece que já há satélites que conseguem ver o que estampos a ler. Hehe…  ajudados com o google  e mais outras técnicas que inclusivamente transmitirão tudo o que fazemos, a partir do corpo (chips, algum químico que funciona como chip)… o domínio seria realmente total e em todos os espectros.

Ler:  The emerging synergy of space superiority-equal to land sea, and air superiority-will enable us to achieve Full Spectrum Dominance.

Os autores destes escritos consideram-se de tal maneira superiores que até se estão nas tintas para o facto de haver mais gente na Terra que não gosta de ler isto. De ser dominados por ”eles”. Eles escrevem ”deles para eles”. E pronto.  US é todos NÓS, ou não?

Ler: A Rússia advertiu hoje os Estados Unidos e outros países contra os planos de militarizar o espaço, o que, em sua opinião, “multiplicaria o risco de uma guerra mundial”.

Astronautas na Lua?

Isto é mais uma daquelas questões de lunáticos. Uns deles clamam por aí que a transmissão de Asmstrong pisando a Lua, e todo o resto, foram farsa. Eis uma descrição detalhada das razões para tal.

Se procurar ”astronautas” aqui no blog, surgirá uma entrada de Março passado onde estavam 10 videos que foram retirados do you tube. Nesses videos observava-se algo de errado com a simpática equipa de Armstrong.

Na Academia Real de Belas Artes de Haia, o professor de fotografia era da opinião de que as fotografias do episódio, eram falsas. Não se trata evidentemente de um ”conspiradorzeco” qualquer… mas enfim! Antes dele, eu nunca ouvira falar de tais loucuras… a não ser, das vidas misteriosas dos astronautas depois da aventura. Dantes, havia livros com a parte permitida das suas histórias…. não sei se também foram proibidos…:) Sei que tinha já um livro deles…que relera várias vezes…

Propaganda Nórdica e Inquisição em Espanha

Ler:     The Truth About the Spanish Inquisition
By Thomas F. Madden

…The ability of Muslims, Christians, and Jews to live together, called convivencia by the Spanish, was a rarity in the Middle Ages. Indeed, Spain was the most diverse and tolerant place in medieval Europe. England expelled all of its Jews in 1290. France did the same in 1306. Yet in Spain Jews thrived at every level of society.

By the mid-15th century, a whole new converso culture was flowering in Spain—Jewish in ethnicity and culture, but Catholic in religion. Conversos, whether new converts themselves or the descendants of converts, took enormous pride in that culture. Some even asserted that they were better than the “Old Christians,” since as Jews they were related by blood to Christ Himself. When the converso bishop of Burgos, Alonso de Cartagena, prayed the Hail Mary, he would say with pride, “Holy Mary, Mother of God and my blood relative, pray for us sinners…”

The vast majority of conversos were good Catholics who simply took pride in their Jewish heritage. Surprisingly, many modern authors—indeed, many Jewish authors—have embraced these anti-Semitic fantasies. It is common today to hear that the conversos really were secret Jews, struggling to keep their faith hidden under the tyranny of Catholicism. Even the American Heritage Dictionary describes “converso” as “a Spanish or Portuguese Jew who converted outwardly to Christianity in the late Middle Ages so as to avoid persecution or expulsion, though often continuing to practice Judaism in secret.” This is simply false.

Those who get their history from Mel Brooks’s History of the World, Part I will perhaps be surprised to learn that all of those Jews enduring various tortures in the dungeons of the Spanish Inquisition are nothing more than a product of Brooks’s fertile imagination. Spain’s Jews had nothing to fear from the Spanish Inquisition.

…After the reforms, the Spanish Inquisition had very few critics. Staffed by well-educated legal professionals, it was one of the most efficient and compassionate judicial bodies in Europe. No major court in Europe executed fewer people than the Spanish Inquisition. This was a time, after all, when damaging shrubs in a public garden in London carried the death penalty. Across Europe, executions were everyday events. But not so with the Spanish Inquisition. In its 350-year lifespan only about 4,000 people were put to the stake. Compare that with the witch-hunts that raged across the rest of Catholic and Protestant Europe, in which 60,000 people, mostly women, were roasted. Spain was spared this hysteria precisely because the Spanish Inquisition stopped it at the border. When the first accusations of witchcraft surfaced in northern Spain, the Inquisition sent its people to investigate. These trained legal scholars found no believable evidence for witches’ Sabbaths, black magic, or baby roasting. It was also noted that those confessing to witchcraft had a curious inability to fly through keyholes. While Europeans were throwing women onto bonfires with abandon, the Spanish Inquisition slammed the door shut on this insanity. (For the record, the Roman Inquisition also kept the witch craze from infecting Italy.)

What about the dark dungeons and torture chambers? The Spanish Inquisition had jails, of course. But they were neither especially dark nor dungeon-like. Indeed, as far as prisons go, they were widely considered to be the best in Europe. There were even instances of criminals in Spain purposely blaspheming so as to be transferred to the Inquisition’s prisons. Like all courts in Europe, the Spanish Inquisition used torture. But it did so much less often than other courts. Modern researchers have discovered that the Spanish Inquisition applied torture in only 2 percent of its cases. Each instance of torture was limited to a maximum of 15 minutes. In only 1 percent of the cases was torture applied twice and never for a third time.

The inescapable conclusion is that, by the standards of its time, the Spanish Inquisition was positively enlightened. That was the assessment of most Europeans until 1530. It was then that the Spanish Inquisition turned its attention away from the conversos and toward the new Protestant Reformation. The people of Spain and their monarchs were determined that Protestantism would not infiltrate their country as it had Germany and France. The Inquisition’s methods did not change. Executions and torture remained rare. But its new target would forever change its image.

By the mid–16th century, Spain was the wealthiest and most powerful country in Europe…. Less wealthy and less powerful were Europe’s Protestant areas, including the Netherlands, northern Germany, and England. But they did have a potent new weapon: the printing press. Although the Spanish defeated Protestants on the battlefield, they would lose the propaganda war. These were the years when the famous “Black Legend” of Spain was forged. Innumerable books and pamphlets poured from northern presses accusing the Spanish Empire of inhuman depravity and horrible atrocities in the New World. Opulent Spain was cast as a place of darkness, ignorance, and evil. Although modern scholars have long ago discarded the Black Legend, it still remains very much alive today.

Protestant propaganda that took aim at the Spanish Inquisition drew liberally from the Black Legend. But it had other sources as well. From the beginning of the Reformation, Protestants had difficulty explaining the 15-century gap between Christ’s institution of His Church and the founding of the Protestant churches. Catholics naturally pointed out this problem, accusing Protestants of having created a new church separate from that of Christ. Protestants countered that their church was the one created by Christ but that it had been forced underground by the Catholic Church. …In this light, the medieval Inquisition was nothing more than an attempt to crush the hidden, true church. The Spanish Inquisition, still active and extremely efficient at keeping Protestants out of Spain, was for Protestant writers merely the latest version of this persecution. Mix liberally with the Black Legend, and you have everything you need to produce tract after tract about the hideous and cruel Spanish Inquisition. And so they did.

 The Spanish Inquisition, already established as a bloodthirsty tool of religious persecution, was derided by Enlightenment thinkers as a brutal weapon of intolerance and ignorance. A new, fictional Spanish Inquisition had been constructed, designed by the enemies of Spain and the Catholic Church.

…. Thus far, the fruits of that research have made one thing abundantly clear—the myth of the Spanish Inquisition has nothing at all to do with the real thing.

Thomas F. Madden is associate professor and chairman of the Department of History at Saint Louis University. He is the author of numerous works…

Birmânia

O meu voto contra a opressão violenta e desumana praticada pela China, há quanto tempo. Aqui. Visto no Aqui há conquilhas – obrigada.

Protestos em Mianmar Criança refugiada na fronteira entre Mianmar e Tailândia para ler artigos da BBC Brasil, clique em cima.

“O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem carácter, dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”. (Martin Luther King)

no: Ovelha Perdida

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E lembranças:

Tibete:

Ainda me lembro da sensação de estranheza quando há bastantes anos acompanhava a luta pela desocupação do Tibete… enquanto que era assunto não falado na sociedade – em Portugal, (mas era igual na Holanda). A certa altura surgiu uma onda de artigos no jornal a incentivar empresários a investir no comércio com a China. Nem um pouco de escrúpulos em relação à prisão em massa e perseguição dos Tibetanos.

Entretanto também é verdade que o Tibete, o seu budismo e o seu clero não eram a sociedade espiritual e compassiva a que tantos jovens ”Ocidentais” são levados a acreditar! Muito pelo contrário.

 

Bolachas (im)própias para consumo

As normas de supervisão e controle da alimentação, aquelas cujo verdadeiro objectivo é tudo menos a nossa saúde – nomeadamente acabar com o nosso artesanato, independência, etc. – são a coisa mais hipócrita e idiota possível.

Os alimentos ”permitidos” – isto é os das grandes impresas, multi-nacionais, etc. – estão carregados de venenos. O que é que ainda há que seja verdadeiro alimento?

Acordei a meio da noite doente do estômago – e eu que ainda ontem pensara: ”que bom, há uns dias sem passar mal do estômago!…”

Mas desta vez consegui identificar uma relação directa e sem o mínimo de dúvidas: os ”crackers” da ”Euroshoper” – uma marca que aqui se vende muito- fazem(-me) mesmo mal. Provavelmente, fazem mal a muitos, mesmo que não fiquem doentes: por isso faço esta entrada. As bolachas do mercado são um dos muitos alimentos que estão cheios de produtos inadmissíveis na alimentação, e radicalmente prejudiciais para a saúde de todos.

II – Soluções possíveis:

Fazê-las, é claro. No seio de uma família, pode ensinar os filhos a fazer bolachas, (em vez de estar em frente da televisão e etc…). ”Ensinar” quer dizer gostar de fazer isto com eles e permitir que seja divertido, dependendo da sua individualidade. Não quero portanto dizer que ponha as crianças a trabalhar, mas sim a fazer algo de que muitas crianças gostam, e se gostarem. Brincar com massa de pão ou bolachas, é muito mais divertido do que com plasticina. Com rolinhos podem-se formar bonecos e letras, e qual é a criança que não gosta de estender massa com um rolo – e cortá-la com formas ou carrilho? Experimente. Já imaginou o que é para uma criança ver a família alimentar-se de formas que ela fez?

Existe também no mercado uma folha que permite criar as formas que se quiser. Além disto, a maneira talvez mais rápida e fácil de cortar bolachas é fazer um grande rolo que se corta com faca que pode ser de madeira. Para ficar melhor, a massa deve ficar bem fria, ir ao frigorífico antes de ser cortada. E os biscoitos mais rápidos de fazer, são aqueles de que se deita a massa em tabuleiro, e depois corta-se aos quadradinhos, ou palitos.

Se se der a este trabalho, e puder, faça-o com farinha moída muito recentemente (na Biocoop em Lisboa, pode moê-la no momento. Também há moínhos à venda). O sabor não tem comparação. Se fizer assim, pode também fazer com a farinha intergral – o sabor e estrutura continua a ser delicioso, e NADA tem a ver com o resultado frequentemente pesado e desagradável da farinha integral, nem com a ”farinha a fingir” que se usa no comércio, a saber quando muito a lexívia.

Verá que só há um problema: é as bolachas não se acabarem logo…. 🙂
Melhor que isto, só deixar as crianças ter a experiência de fazer pãezinhos, com a massa levedada em casa! E com a tal farinha fresca. Faça pão de leite, ou pão ligeiramente adoçado, com algum ovo… Faça tranças, uma argola entrançada, ou pãezinhos. É delicioso e mais fácil do que se pensa. Além disso é melhor do que bolos.

O Pantagruel e O Manual de Cozinha de Manuel Ferreira têem óptimas receitas que se podem adaptar (farinha integral, menos acúcar e menos gordura). Use manteiga, bom azeite de sabor muito suave, ou óleo de arroz.

Quanto aos ovos, bem, quanto aos ovos, guardo para um outro postal.

Truques:

Um dos segredos de muitas receitas de massas, é que tudo deve estar gelado: uma das razões da nossa civilizada e antiga tradição das bancadas de mármore na cozinha. Pode arrefecer a farinha com uns cubos de gelo. Para fazer crepes uso o mesmo truque.

(Modifiquei este postal)

Filosofia em Leiden

Acabei de fazer uns 15 km de bicibleta, da Faculdade em Leiden até Haia. Isto depois de 3 horas de Filosofia da Mente. E 3 horas de ”Filosofia na Antiguidade” (”Filosofia Antiga” literalmente, mas duvido que isso se deva dizer assim em Português. ).

Sinto uma vontade enorme de trabalhar – quero dizer, estudar. Sinto-me incrivelmente feliz com o estudo. Infelizmente não pude estar bem preparada para o começo! Tinha esperança de poder ir aumentando o ritmo aos poucos. De estudar mais, mais tarde, de poder ir arranjando a minha vida, ir tratando de tudo o que tenho a tratar – montar uma vida do nada, de novo. Reconstruir uma vida que tenho a reconstruir – mas isso sim!: o ritmo do Curso é vertiginoso! A quatidade de matéria e de trabalho de casa, estonteante! Todos os dias. Não há maneira de conseguir recuperar seja o que for que haja de atraso! Sobretudo para mim.

Sim porque para mim, tudo é diferente de para os meus colegas. Estudar filosofia em holandês, é uma loucura. É uma complicação de línguas e o que se passa no meu cérebro… só eu sei – ou nem eu sei.

O curso de Filosofia em Leiden pertence aos cursos mais difíceis e pesados. Somos muitos alunos – enquanto que a faculdade não está preparada para um grupo tão grande.

Ainda não tive um momento de prazer no sentido em que desde o princípio que não me pude dedicar ainda a estudar. Tenho andado sempre a correr a tratar de outras coisas. Todas as outras pessoas, que são holandesas dizem que não poderiam recuperar. Portanto eu tenho que fazer possível uma espécie de milagre. 🙂

O facto de eu ter estado para aqui a ”blogar” demoradamente nos últimos dois fins de semana – praticamente, pois em risco todo o meu estudo. Devia ter estado a estudar que nem uma doida… (devido ao necessário atraso que tive). Este atraso possivelmente continuará a perseguir-me….

O mínimo que é preciso completar, é muito puxado – se não se conseguir, é-se posto na rua. E não se pode voltar ao mesmo Curso!!! :((( Todo o TPC (as montanhas de TPC) são obrigatórias, assim como a presença nas aulas. Tenho aulas todos os dias da semana, tenho 6 cadeiras, com aulas de 3 horas puxadíssimas cada. Há disciplinas que é impossível eu seguir ( :)) – mas sigo à mesma. Há disciplinas que os colegas (já se vê, todos holandeses) se queixam da velocidade impossível de seguir do discurso dos professores – que entram em black-out – que não conseguem seguir nada!! Agora imaginem a pobre da Terpsichore no meio daquilo!

O pior é que a velocidade aumenta cada semana. Como se eles pudessem cada vez falar mais depressa! Que loucura! Há um que é absolutamente …lírico! Ele fica tão entusiasmado, tão apaixonado, tão inspirado…aquilo vai tudo como um poema de um folgo inteiro sem pausa…. até ao fim….

Com excepção de um professor, são todos muito entusiastas, apaixonados pela matéria…e bons professores, acho eu (por enquanto :)) !

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