Ah, e volto a repetir, se o francês tem erros, ( no fim do postal anterior) ou seja o que for que tenha erros, ortográficos, de raciocínio, etc., digam-me, se puderem e por favor, em vez de patinarem de alegria nas conclusões e julgamentos (da vossa superioridade). Este blog é afinal para dizer aquilo que muito bem me apetece – dentro dos limites do que é moral, hehe. E dar erros, escrever mal, não é imoral: é uma forma de aprender a não os dar, e até a única forma.

Isto é um apelo genuíno e relaciona-se com um problema geral de snobismo cultural e intelectual. Com a ausência, na nossa mentalidade, da noção de Paideia. Corrija-se, ensine-se e partilhe-se com prazer o saber em vez de dizer mal, ou de ensinar sem reconhecer o ser de quem ensina. Querer aprender é uma característica de todo o ser humano. E não saber, errar, ignorar, não é uma responsabilidade de quem não sabe. É de todos nós, mas sobretudo de quem não ensina e tem o poder de ensinar; sobretudo de quem não sabe ensinar. Não saber ensinar é também não saber.

No fundo, ensinar tem muito a ver com dar, e os problemas cruciais de saber dar e saber ensinar, estão muito próximos. Simone Weil disse e muito bem que saber dar é algo raríssimo.

Vem a propósito mencionar isto, porque uma das coisas que preciso pôr em prática e tornar bem claro, é que ou me desfaço da minha exigência de perfeição, ou não posso manter o blogue. Tenho que ser mais rápida, ou não posso publicar nada. Só isso já demonstra a diferença com o que é ”escrever um livro”.

Reafirmo depois das considerações que fiz, os meus objectivos:

1 – Reflexão em Língua portuguesa.

2 – Comunicação. Não com um grande público, óbviamente, mas com alguns com quem esssa comunicação seja possível.

3 – Diário.

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