Ainda em continuação do postal anterior, interessante foi também a coincidência frapante da expressão do professor: ”contra os bacanais do ódio”:

Naqueles mesmos dias, eu recebi, através dos bastidores do meu blog, ligações para postais que só assim se podem qualificar, de pessoa(s) que seria(m) suposta(s) amiga(s-os); de tal forma, que, fiquei muda.

Prefiro muda, a revelar a identidade e traição da tal suposta ”amiga”! A duplicidade (palavras amiguinhas pela frente, obscenidade cínica por de trás como arma de tiro) será resultado de (não diagnosticada) esquizofrenia? Ou apenas, resultado de tanta confusão metida nos genes, de quem pensa que sabe pensar? A triste realidade é que está num ponto avançado da perversão e decadência, nomeadamente:

1 – estar-se convencido de que o que é pornografia e cinismo – ausência do ”sentir são” e da ”razão do coração”, ”vernunft”*, e consciência humana – é a liberdade do amor pela qual lutaram os corações de gente tudo menos obscena.

2 – Estar-se convencido de que quem defende as palavras que eu acima coloquei entre aspas, é puritano; ou quando isso falha, então, é pelo menos ”moralista”, outro dos gritinhos histéricos que por aí lamuria quem não passa dois dias sem substituir as vestimentas de espantalho de um velho tabú, por outro pior.

E se falo do assunto, arriscando a invasão ao blog de gentinha da pior laia, que procura na net alimentar-se das palavras dos assuntos que criticamos – é porque ele é bem relevante. Afinal de contas, a confusão é praticamente geral.

Disseram-me que possivelmente, a obscenidade expressa pela tal ”amiga” não era muito mal intencionada, mas apenas uma espécie de ”catarse que todos praticam hoje em dia na Net”. ?? Hehe, sou especialista em ”catarse”, e posso apenas afirmar que ofender expressamente outros e cisnimo, está no polo oposto de seja que catarse for. Ainda por cima, à socapa. Não é catarse nem purga nem limpeza nem libertação nenhuma. É apenas podridão na alma. No melhor dos casos, leite azedo mantido como relíquia e jóia, num tesouro, à cabeceira.

*Vernunft – penso que é assim que se escreve, à parte o faltar-lhe o treuma – é a primeira vez que uso tal palavra maravilhosa, hehe. Vão ouvir falar mais dela neste diário. Pour le moment, c’est vraiment ma parolle favourite.

Nota acrescentada dia 24: na última frase, onde está ‘tesouro’, deverá estar ‘cofre’. Obrigada.

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