Explorar. Não falo da exploração no sentido carregado de orientações políticas ou de slogan. Falo de explorar, simplesmente. O sentido de querer algo para tirar de lá qualquer coisa. Tirar. Retirar. Levar.

O que seria de uma orquestra, se os seus elementos tocassem ‘‘explorando-se” uns aos outros, para conseguirem os seus próprios objectivos de brio pessoal? O que seria da Música, se cada elemento da orquestra, reduzisse a um único objectivo, o do recebimento de ordenado, a criação do compositor?, a ânsia de elevação, a tragédia e esforço humano presentes nas vidas dos outros músicos, o espírito da obra, a beleza e maravilha da arte, o talento?

Qualquer orquestra, composta de tais elementos, se destrói a si mesma em pouco tempo, ninguém a quererá ouvir; será incapaz de produzir arte ou música – destruindo a realizão do seu próprio objectivo de sobrevivência.

O mesmo se passa nos outros campos e meios da vida em que se explora.

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