Há riquezas que são extremamente necessitadas, procuradas, desejadas pelos outros Paízes, sobretudo os ”ricos” e industriais, as quais abundam em Portugal. Começar a compreender não só o seu valor cultural, artístico e humano, como também o económico, será a nossa sobrevivência, a nossa felicidade, o encontro da nossa criatividade, e o cumprimento da nossa obrigação.

Existem dois conceitos de propriedade: um, é a posse; o outro, é o serviço. Assim se estende a coisa:

O primeiro, tem levado ao que de pior há num ser humano; consequentemente leva muitos a desgostarem-se, e a interpretarem o patriotismo como a causa da Guerra no mundo. O segundo, revela uma outra realidade perante tudo o que ”temos”; inclusivamente, o ”termos” um País, aí, onde fica a ”nossa terra”; através dessa outra compreensão, ilucida-se a relação com o nosso Portugal. É ela o seu cuidado; a sua criação foi-nos entregue; cabe-nos a nós protegê-lo e apoiá-lo, e colaborarmos uns com os outros, até ao desenvolvimento da sua natureza, até ao florir das suas capacidades, internas e externas. Quando a relação de propriedade passa a ser esta, as escolhas naturalmente se tornam outras, opostas à exploração egoísta do Outro para seus próprio interesses de poder; seja pessoa, seja coisa, Outro no sentido de tudo o que encontramos fora de nós. Colaborar, cuidar, nutrir, amar e proteger, estruturar, organizar – enfim, toda a actividade creativa, é construtiva. Ela é a ausência da exploração do Outro. Mesmo quando essa exploração parecer ser o melhor e o necessário, por parecer satisfazer necessidades imediatas e primárias. Parece, mas não é.

O dinheiro, permite arrasar Portugal. Mas não voa. O dinheiro rasteja na terra. Mas o espírito vê ao longe e é ele que sopra. É tempo de tirarmos as nossas antiquíssimas velas do baú.

Vamos construir Portugal. Não destruir.

Porta da Vila, Blog da Associação de Defesa dos Interesses de Monsaraz

Leiam neste óptimo blog (já com um artigo perfeito sobre a fantuchada das 7 Maravilhas!…)o que se passa em Monsaraz.

Monsaraz, Património, paisagem e autenticidade como oferta turísitca

Monsaraz não se limita a ser o magnifico aglomerado contido pelas muralhas do castelo, cuja urbanidade agrada de imediato ao mais desatento dos visitantes. Para alem do monumento construído, Monsaraz pertence a uma estrutura paisagística complexa que possui uma concentração invulgar de monumentos megalíticos, e uma cultura riquíssima que se consubstancia em usos e costumes, lendas e tradições, saberes e praticas, que têm moldado a gastronomia, a maneira de vestir, de falar, de cantar, a forma de ser e de estar das suas gentes. A construção da paisagem não se faz de um dia para o outro. Resulta da sedimentação de todos estes contributos e da intervenção sistemática do homem, que adapta e transforma o território em benefício da comunidade.

Estas potencialidades, que já perderam a maioria das suas funcionalidades originais, são hoje o que temos de mais valia para oferecer como capital de originalidade e autenticidade, e como produto atractivo para o turismo que é hoje a actividade económica mais disseminada no mundo global.

A actividade turística, que já se limitou a oferecer apenas sol e praia no verão, está a mudar. Cada vez há mais públicos específicos ávidos de novas experiências culturais, de mergulhar em territórios ricos em património e em história.

 

Monsaraz e o seu território próximo possuem todas estas características que o tornam um local único e autêntico.Saibamos todos proteger e divulgar correctamente a nossa cultura e a nossa paisagem, os nossos monumentos e o nosso património….