Meditando no fenómeno da exploração e suas consequências, observe-se a diferença das funções que cabem a empresários estrangeiros, ou a empresários portugueses. Os estrangeiros, podem, ao provocar o nosso arrasamento, estar a servir interesses do seu próprio País. Poderá vir a ser posto em causa a sua moralidade ou justiça, sem dúvida, mas será até certo ponto absolvido por estar a servir outros interesses que não só o seu pessoal. Isso dá-lhe força psicológica, emocional. Um espanhol do El Corte Inglês, um inglês que lucre no Porto ou no Madeira, não são contrafeitos por escrúpulos. Estão a fazer algo de bom, lá para eles. Um empresário português, não. Ao servir objectivos errados, está sempre, a destruir-se a si próprio. Embora não seja suficientemente esperto para o ver. Embora pareça que ”se safa”. Mais tarde ou mais cedo, a verdade virá ao de cima. E é feio. A traição é sempre feia, e ainda nunca na vida fez seja quem for, feliz. Tudo isto, portanto, retira forças, orgulho nacional, creatividade, poder de organização. Até porque todas as traições têem que ser feitas às escuras, subrrepticiamente…

Esperto esperto é quem vê muito ao longe e de perto.

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