Para que possamos cultivar aquela vontade de sermos independentes, aquela comunidade das coisas que se amam e à qual pretendo continuar a dar o nome de Portugal.

Sobre o tempo que passa

Onde a cada palavra sofrida se sente o escrúpulo. Ao lê-lo, o que senti não deixou as mãos resistirem a quebrar o silêncio de que necessito, para anotar aqui o trabalho de alguém que muitos conhecerão…

Destas águas atlânticas…. deste novo Mediterrâneo da história escrever-me à toa é procurar captar o manancial de signos e sensações que todos os dias vou resguardando na arca dos poemas por fazer.

Por aqui continuo. Há barcos que passam, velas que voam. Onda que vai e vem. Há concheiros, algas, lesmas de mar e uma sopa de verde que pisamos antes de entrarmos no além profundo da nostalgia do ventre mãe do oceano donde nascemos.

as pedras vivas dos homens livres que vão plantando as macieiras do amanhã. Esses que no silêncio dos claustros semeiam, no longo prazo, o valer a pena continuarmos a autonomia cultural portuguesa.

O Professor José Adelino Maltez, faz ainda mais na Internet do que nos dar o luxo de ler seu blog – onde a qualidade das bicadas e visão política demonstra que a melhor razão, é aquela que acalenta também outros mundos e reinos, estranhos ao empedernimento do sentir que a tanta gente de bom cérebro provoca miopia, quando não, cegueira. Exemplos desse seu trabalho: Ciclos políticos
E este, outro: Cosmopolis, História do Presente

Bem haja!