Isto ele há cada uma! Não é que (neste Mar Alto picado de muitas ondas,) fui parar ao postal ”pecaminoso”, no Cozinha, através das Eternas Saudades! Pois só podia ser mesmo!

Quanta Eterna Saudade eu tenho passado!…do presente, passado e Futuro – todas! (Condenada por esse fogo do tudo ou nada.) E sobretudo naquela terra que, inocente, refere o Gastrónomo.

Mas caro João, mesmo com as espias, sou das que a ”Esperança de novas alegrias” não abandona. Nem é (só) esperança, é mais uma certeza. O Futuro o há, isso é certo. Não no futuro, mas no Eterno sempre presente. E, se não no Mar, no Alto será. Mas porque esse é certo, nos compete ser com-batentes, mesmo no incerto, que não há outra razão de este mar navegarmos.

E se as Musas o brindaram com essa dádiva já de nascença… que maravilha! (Que sorte! Ou há-de uma boa alma o ter merecido…). No entanto, para quem fica atrás de vós, para quem só aí pelos 30 e tal mergulha num entendimento mais integral da linguagem arcaica da lírica do Poeta, há uma consolação. (O que rouba quem não sabe ensinar! E em casa, Ah em casa! – isso nem se pode nomear). …A consolação é que, no caso desse florir mais tardio, a altura e beleza camoniana penetram mais fundo – dão uma Alegria redobrada ao entendimento iluminado por prazeres menos efémeros.

Mas cuidado com esse ”de todo”, que aí é que está o segredo …- tanto da felicididade como da infelicidade. 🙂