A poesia, entre os árabes cultos, foi julgada como um poder de comunicação capaz de produzir o encantamento do ouvinte e uma estética de compreensão. Ela exigia um estado de inteligência que prescinde do pensamento Agustina Bessa Luís

Roubadinho da CigarraJazz, a quem penso poder aconselhar a todos os muitos apreciadores de Jazz – que eu, nem sou.

Mas quanto ao tema do postal, é pano para mangas! Eis um dos grandes empasses . Isto era só para os ”árabes cultos”? Em que forma é que esta estética da compreensão, e compreensão de que há um estado de inteligência que prescinde do pensamento, está e esteve presente ”no Ocidente”?

Esta mesma compreensão tão procurada no Oriente, são milhares, milhões de pessoas, inclusivamente de jovens que perdem muitoe anos suas vidas aos pés de gurus que mais tarde se revelam pervertidos – em grande parte por causa da ignorância entre nós do que se relaciona com esta questão.

Questão estética, filosófica e religiosa crucial, onde é que se encontra uma sabedoria a este respeito, no ”Ocidente”? Está perdida? Apenas escondida por entra confusão e muito fumo?

E, por entre os muitos autores que me vêem à mente, menciono, com grande respeito, a belíssima e grande Simone Weil que descreve como num processo de interiorização ela costumava dizer um certo poema muita concentrada e lentamente, e que assim aconteceu receber uma revelação…

Ah que saudades tem minha alma disto, do que é mais importante, crucial!

E esta perdição é que é a perdição de Portugal.