Encontrei, há uns tempos, razões pelas quais tanto se gosta de túlipas, Cultivated Tulip - Floriade 2005, Canberra

mas também a explicação de eu não gostar:

Não existe flor mais (ab)usada tendo-lhe sido retirada, na minha visão, aquilo que é flor, vivo e frágil, e deixando-lhe apenas a plástica de uma criação daqueles a quem só o tilintar do metal move, transformando flor em mera moeda de troca lucrativa.

http://en.wikipedia.org/wiki/Tulip_mania.

Ainda mais quando a beleza pretendida era obtida pela provocação de uma doença:

Anonymous 17th-century watercolor of the Semper Augustus, the most famous bulb, which sold for a record price.

Historical variegated varieties – such as those admired in the Dutch tulipomania gained their delicately feathered patterns from an infection with Tulip Breaking potyvirus. The mosaic virus is carried by green peach aphids, Myzus persicae, an insect common in European gardens of the seventeenth century, in which peach trees were often a prominent feature. While the virus produces fantastically beautiful flowers, it also causes the plant to sicken and die slowly.

Embora seja bonita, a aguarela,

já a flor, verdadeiramente flor, que me parece encantadora de encontrar nos campos, ou de fazer florir num jardim, será

Wild tulip in the steppe of Kazakhstan.jpg
”Wild tulip in the steppes of Kazakhstan”

… este, sim, este cálice vermelho, – assim, compreendo. Bem longe dos sistemas monetários… e da clonagem, crescendo, genuinamente, de sua própria semente, e do seio das rudes estepes.

Neste caso, dizem, a planta levará 7 anos a florir…

Mas, aquela ânsia da velocidade, da rapidez que até os futuristas elegeram, propondo a união da arte à indústria, é inimiga da autenticidade.

Assim, empedernido, esse cálice, onde está preservada a capacidade de distinguir o verdadeiro do falso?

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