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A ILHA DOS AMORES – I

Mês

Agosto 2007

Liberdade

Porque me tornei rebelde:

A liberdade não é uma concessão do príncipe ou da revolução, é uma conquista do homem revoltado contra a servidão voluntária. Ler em Sobre o tempo que passa

Mas servidão a quem, a quê?

Basta que não tenhamos medo, conforme o projecto de Étienne la Boétie: ”n’ayez pas peur, na servitude volontaire o grande ou pequeno tirano apenas têm o poder que se lhe dá, um poder que vem da volonté de servir das multidões que ficam fascinadas e seduzidas por um só”.

Mas essa fascinação e sedução, é a maior benção: O que tem é que tornar-se Fascinação e Sedução, pelo Eterno…

 

Andrea Mantegna, “Camera degli Sposi”

Aliás, todos os que se tornaram servidores do Eterno, foram radicalmente rebeldes. Rebeldes até contra si próprios. Rebeldes, contra a prisão do príncipe deste Mundo, que é acima de tudo o príncipe da Mentira.

Ele nunca funciona pelo mal visivel. No entanto gastamos nosso tempo reagindo contra esses sintomas. Ele está sempre escondido. Ele nunca assusta, ele seduz. Ele não é pavoroso. Ele aparenta ser maravilhoso. Ele não é feio. Ele aparenta ser belo. Ele não afasta. Ele atrai a si os que estão perto de realizar algo especialmente Bom, criando situações de forma genial e complexa, para que esse Bem não possa acontecer. Ele subrreticiamente cerca e enche de obstáculos o caminho que leva à Liberdade.

É por ele que o caminho para o Monte Abiegno é tão penoso, difícil e raro. É por ele que é preciso tanto Amor para que alguns lá possam chegar…

A Mystica de frei Agostinho e a Ilha dos Amores

Sol de Inverno (Sobre a «Ilha dos Amores»)
por António Feijó

Poeta por necessidade de temperamento e por fatalidade de herança, Antonio Feijó sabe impôr, a quem o lê, a contestada mas suprema fidalguia do verso. Emotivo e delicado como os velhos bysantinos, amoroso e enternecido como todo o meridional, a sua bella constituição de lyrico assegura-lhe um logar inteiramente á parte entre os technicos portugueses. Sendo um religioso da côr, Feijó desadora as tintas impetuosas e agressivas, e, numa preciosa doçura, dá-nos a branco e oiro as suas figuras de mulher. O ar contemplativo, o ar extatico das suas lyricas, veio-lhe no sangue. Numa remota ascendencia lá está frei Agostinho da Cruz a assegurar-lhe a fatalidade da herança.

Não é esteril a intervenção da hereditariedade na comprehensão moral d’um poeta. O incomparavel mistico da Arrabida renasce espiritualmente na alta uncção lyrica e nos piedosos enternecimentos de Antonio Feijó.

Tenho aqui, sobre a minha mesa, esses dois bellos livros — a Mystica de frei Agostinho e a Ilha dos Amores, — tão proximos pelos laços de familia e tão afastados pelo poder do tempo. O epilogo da Ilha dos Amores, essa piedosa aspiração a uma vida mais simples, a um ruralismo honesto e socegado, o que é elle, senão a affirmação d’um mysticismo profundo, obliquado pela acção dissolvente do meio e pela orientação revoltosa do tempo? E tinhas Deus, para te consolar, — diz dolorosamente o poeta, no pungente isolamento a que o condemnou a sua propria superioridade cerebral. O mesmo enlevo mystico d’aquelle, que

Nas pedras do deserto achou brandura, Nas serpentes da serra piedade E nas pelles das feras cobertura.

Lendo um e outro, o velho Agostinho Pimenta e o novo Antonio Feijó, vejo a affirmação de dois grandes poetas e a imposição de duas grandes almas. Entre o profundo amigo do duque de Aveiro e o louro diplomata, as differenças apparentes fundem-se numa grande semelhança intima. O primeiro, victima da sua emotividade excessiva, fugiu do amor da terra para o amor do ceu; o outro, galante e vivo, deixou-se ficar pelo amor da terra, e em grande verdade, ficou melhor. Mas quando a evocação da mulher domina os espiritos d’um e de outro, quando o sentimento da côr lhes illumina os olhos, então as apparições da Ilha dos Amores teem a mesma luz que a apparição de Magdalena e de Santa Clara aos olhos pisados do frade. Vejamos se as figuras que passam na insula encantada, vestidas de oiro e de sonho, as não poderia ter evocado o cerebro d’um mystico como Juan de la Cruz, Jacopone de Todi ou Lourenço de Medicis? Uma voluptuosa de si mesma; outra, a lyrica Ignez, duas vezes virgem, aquella, toda de sol vestida e de astros coroada; aquell’outra ainda, santa illuminada a oiro, no esplendor d’uma Assumpção, — o que mostram todas ellas, senão que o erotismo e o mysterio não são mais que dois ramos da mesma arvore ou duas flôres do mesmo ramo? O mysticismo de Agostinho Pimenta e o erotismo de Antonio Feijó, o que são elles, senão uma e a mesma coisa?

Disse eu, que o poeta da Ilha dos Amores tinha um logar aparte entre os technicos portugueses. A sua technica, sendo nalguns pontos decadente, é, por assim dizer, classica e impeccavel no seu decadismo. Feijó afastou-se da discutivel rigidez do classico absoluto, e fez um classico seu, de cujas formulas se não aparta. As liberdades da sua technica chegam a ser mais difficeis do que as difficuldades da technica parnasiana. É um caso esporádico nos annaes da nossa lyrica. Seja como fôr, Feijó tem no seu passado, como demonstração clara da sua impeccavel métrica, dois livros modelares. Nas proprias paginas do Auto do meu affecto, conserva-se um parnasiano puro. O mesmo nos sonetos da Alma Triste. A Ilha dos Amores veio apenas mostrar uma face nova do seu grande poder de realização. O proprio Francisco Manoel de Mello teve delirios metricos, como Feijó nalgumas das suas lyricas. E não é, por isso, menos poeta.

Deus queira que António Feijó nos traga um novo livro quando voltar, — um livro todo de branco e oiro, em que o travor das suas nostalgias seja, como neste ultimo, uma bem deliciosa nota. Até lá, envio-lhe, com as saudades d’este ceu azul, o mais enternecido abraço.

Novidades, 20 de Julho de 1897.

Julio Dantas.

Católicos e protestantes

Queridos amigos

É com muita emoção que hoje tenho uma comunicação linda a fazer. Não consigo, não posso explicar todas as razões porque é tão bonita, mas é.

Encontrei isto num blog americano:

The Protestant and Orthodox worlds responded rabidly to the seeming red meat thrown our way this week by the Bishop of Rome. In essence, the statement really said nothing new, i.e. there is one church, the Roman Catholic church, and that the rest of us are Christians but not churches because we lack apostolic succession and other permanent elements of the one Church. It’s just a restatement of Catholic doctrine by the Catholic Church…big deal.

The Catholic Catechism tells us that “All who have been justified by faith in Baptism are incorporated into Christ; they therefore have a right to be called Christians, and with good reason are accepted as brothers in the Lord by the children of the Catholic Church” and that’s all I need to know.

I love Pope Benedict and I believe that the Church is one. Whether you realize it or not, ALL the baptized are in one body. That means Benedict is your Bishop and mine, and so are all other rightfully ordained Bishops. It’s not “their problem” because we are all one. There are barriers to this oneness, but they will be worked out over time by the Holy Spirit. I am fine with being considered a separated brother by Catholics, we have much in common.

Turning to Pope Benedict, here is a look at his endorsement of the Latin Mass from First Things. I love the Latin Mass. I’ve only been part of it once, but it was very moving. Kudos to him for allowing the ancient practice of the church to flourish. And look at this interesting statement that he made at the start of his Papacy about the Magisterium of the Church and the infallibility of the Pope:

This power of teaching frightens many people in and outside the Church. They wonder whether freedom of conscience is threatened or whether it is a presumption opposed to freedom of thought. It is not like this. The power that Christ conferred upon Peter and his Successors is, in an absolute sense, a mandate to serve. The power of teaching in the Church involves a commitment to the service of obedience to the faith. The Pope is not an absolute monarch whose thoughts and desires are law. On the contrary: the Pope’s ministry is a guarantee of obedience to Christ and to his Word. He must not proclaim his own ideas, but rather constantly bind himself and the Church to obedience to God’s Word, in the face of every attempt to adapt it or water it down, and every form of opportunism.

Benedict sees his role as binding himself and the Church to obedience to God’s Word – period. That’s a pretty cool statement, almost Protestant in emphasis. Of course we disagree about what God’s Word says, but I probably disagree more with Baptists than with him, and it will get worked out. I don’t want to hear about idolatry from people who put the flag of our secular Empire proudly on the stage of their church and don’t think twice about it.

Esta atitude assumida de amizade, e de alegria acompanhando a concepção de sermos todos cristãos, todos de Cristo, da parte de um protestante, é linda – raramente me cruzei com ela.

Do

A Living Text, em

Did Christ establish one church?

Velhinha, mas actual, claro

Protegido: A mão que guia e o riso

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Ainda o explorar

Meditando no fenómeno da exploração e suas consequências, observe-se a diferença das funções que cabem a empresários estrangeiros, ou a empresários portugueses. Os estrangeiros, podem, ao provocar o nosso arrasamento, estar a servir interesses do seu próprio País. Poderá vir a ser posto em causa a sua moralidade ou justiça, sem dúvida, mas será até certo ponto absolvido por estar a servir outros interesses que não só o seu pessoal. Isso dá-lhe força psicológica, emocional. Um espanhol do El Corte Inglês, um inglês que lucre no Porto ou no Madeira, não são contrafeitos por escrúpulos. Estão a fazer algo de bom, lá para eles. Um empresário português, não. Ao servir objectivos errados, está sempre, a destruir-se a si próprio. Embora não seja suficientemente esperto para o ver. Embora pareça que ”se safa”. Mais tarde ou mais cedo, a verdade virá ao de cima. E é feio. A traição é sempre feia, e ainda nunca na vida fez seja quem for, feliz. Tudo isto, portanto, retira forças, orgulho nacional, creatividade, poder de organização. Até porque todas as traições têem que ser feitas às escuras, subrrepticiamente…

Esperto esperto é quem vê muito ao longe e de perto.

Explorar o solo, a região, a floresta…o País…

Explorar. Não falo da exploração no sentido carregado de orientações políticas ou de slogan. Falo de explorar, simplesmente. O sentido de querer algo para tirar de lá qualquer coisa. Tirar. Retirar. Levar.

O que seria de uma orquestra, se os seus elementos tocassem ‘‘explorando-se” uns aos outros, para conseguirem os seus próprios objectivos de brio pessoal? O que seria da Música, se cada elemento da orquestra, reduzisse a um único objectivo, o do recebimento de ordenado, a criação do compositor?, a ânsia de elevação, a tragédia e esforço humano presentes nas vidas dos outros músicos, o espírito da obra, a beleza e maravilha da arte, o talento?

Qualquer orquestra, composta de tais elementos, se destrói a si mesma em pouco tempo, ninguém a quererá ouvir; será incapaz de produzir arte ou música – destruindo a realizão do seu próprio objectivo de sobrevivência.

O mesmo se passa nos outros campos e meios da vida em que se explora.

Destruir Portugal: suicídio comum, ou Filicídio?

Há riquezas que são extremamente necessitadas, procuradas, desejadas pelos outros Paízes, sobretudo os ”ricos” e industriais, as quais abundam em Portugal. Começar a compreender não só o seu valor cultural, artístico e humano, como também o económico, será a nossa sobrevivência, a nossa felicidade, o encontro da nossa criatividade, e o cumprimento da nossa obrigação.

Existem dois conceitos de propriedade: um, é a posse; o outro, é o serviço. Assim se estende a coisa:

O primeiro, tem levado ao que de pior há num ser humano; consequentemente leva muitos a desgostarem-se, e a interpretarem o patriotismo como a causa da Guerra no mundo. O segundo, revela uma outra realidade perante tudo o que ”temos”; inclusivamente, o ”termos” um País, aí, onde fica a ”nossa terra”; através dessa outra compreensão, ilucida-se a relação com o nosso Portugal. É ela o seu cuidado; a sua criação foi-nos entregue; cabe-nos a nós protegê-lo e apoiá-lo, e colaborarmos uns com os outros, até ao desenvolvimento da sua natureza, até ao florir das suas capacidades, internas e externas. Quando a relação de propriedade passa a ser esta, as escolhas naturalmente se tornam outras, opostas à exploração egoísta do Outro para seus próprio interesses de poder; seja pessoa, seja coisa, Outro no sentido de tudo o que encontramos fora de nós. Colaborar, cuidar, nutrir, amar e proteger, estruturar, organizar – enfim, toda a actividade creativa, é construtiva. Ela é a ausência da exploração do Outro. Mesmo quando essa exploração parecer ser o melhor e o necessário, por parecer satisfazer necessidades imediatas e primárias. Parece, mas não é.

O dinheiro, permite arrasar Portugal. Mas não voa. O dinheiro rasteja na terra. Mas o espírito vê ao longe e é ele que sopra. É tempo de tirarmos as nossas antiquíssimas velas do baú.

Vamos construir Portugal. Não destruir.

Porta da Vila, Blog da Associação de Defesa dos Interesses de Monsaraz

Leiam neste óptimo blog (já com um artigo perfeito sobre a fantuchada das 7 Maravilhas!…)o que se passa em Monsaraz.

Monsaraz, Património, paisagem e autenticidade como oferta turísitca

Monsaraz não se limita a ser o magnifico aglomerado contido pelas muralhas do castelo, cuja urbanidade agrada de imediato ao mais desatento dos visitantes. Para alem do monumento construído, Monsaraz pertence a uma estrutura paisagística complexa que possui uma concentração invulgar de monumentos megalíticos, e uma cultura riquíssima que se consubstancia em usos e costumes, lendas e tradições, saberes e praticas, que têm moldado a gastronomia, a maneira de vestir, de falar, de cantar, a forma de ser e de estar das suas gentes. A construção da paisagem não se faz de um dia para o outro. Resulta da sedimentação de todos estes contributos e da intervenção sistemática do homem, que adapta e transforma o território em benefício da comunidade.

Estas potencialidades, que já perderam a maioria das suas funcionalidades originais, são hoje o que temos de mais valia para oferecer como capital de originalidade e autenticidade, e como produto atractivo para o turismo que é hoje a actividade económica mais disseminada no mundo global.

A actividade turística, que já se limitou a oferecer apenas sol e praia no verão, está a mudar. Cada vez há mais públicos específicos ávidos de novas experiências culturais, de mergulhar em territórios ricos em património e em história.

 

Monsaraz e o seu território próximo possuem todas estas características que o tornam um local único e autêntico.Saibamos todos proteger e divulgar correctamente a nossa cultura e a nossa paisagem, os nossos monumentos e o nosso património….

Contos de Fada – página foi acrescentada

Esta entrada é para dizer que na página Contos de Fadas, e na sub-página Gatas Borralheiras, encontra-se o Conto da Gata Borralheira numa óptima versão portuguesa, com ilustrações. Pode-se imprimir e ler às crianças essa versão…. e lá se encontram também as ligações para ballet e ópera do mesmo conto.

Outra sugestão a pais: o video do ballet por exemplo, em vez do filme Walt Disney…e se alguma vez puder ir à ópera… as crianças adoram….

O video que se segue é uma óptima interpretação de parte da história da Gata Borralheira, mas é em holandês…

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Voor Nederlandse bezoekers:

Ik heb mijzelf verdiept in sprookjes. In dit blog kan je opera en ballet van Assepoester finden (zoek bij ”Gata Borralheira” and ”Contos de Fadas”). Of zie de links boven, voor opera and ballet. Hier is een leuke representatie van Assepoester:


Plien en Bianca: Assepoester

02:13

”Sobre o tempo que passa” pede apoio

Passo a palavra a quem diz respeito:

Blog de J.A. Maltez

Pedido de apoio contra a censura…,aqui

….E peço aos habituais leitores que me ajudem a saber como posso garantir a aplicação de regras constitucionais de aplicação directa, em defesa da liberdade de ensinar e aprender.


A Outra. Lama. Sonho Impossível. Eros e Psique de Pessoa

Com este postal está completo o meu reencontro com Maria Bethania.

É engraçado como temos falta de pessoas a dizer bem os nossos poetas…mas também, declamar poesia bem, deve ser a arte mais em crise de toda a nossa civilização…

O ”Eros e Psique” da Bethania é um must. Mas também o seu ”Sonho Impossível”.

Eu dedico do fundo do coração este postal a todas as mulheres portuguesas de que eu vi fotografias há uns dias, todas elas raparigas bonitas e jovens, carregadas de sofrimento com a vida. Como eu senti vontade de poder aliviar essa dor!

Quanto àquele Sonho Impossível, eu subscrevo-o.

Obrigada Bethania, mulher fiel e combatente.

 

 

MARIA BETHANIA – EU SOU A OUTRA

TRECHO DO SHOW DRAMA 3º ATO NO QUAL BETHANIA CANTA EU SOU A OUTRA…MARIA BETHANIA DRAMA ATO

 

 

 

MARIA BETHANIA LAMA 1973

NESTE VIDEO RARO, TEMOS BETHANIA CANTANDO LAMA, EM UMA DE SUAS PRIMEIRAS VERSOES, NA DECADA DE 70

 

 

 

Sonho ImpossívelMaria Bethania

Maravilhosamente lindo!…maria bethania sonho impossivel

 

 

 

 

 

Eros e Psique – Texto de Fernando Pessoa
maresia, Ergue a mão, e encontra hera, E vê que ele mesmo era A Princesa que dormia.”…eros psique pessoa bethania
“Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,…

 

 

Assunção de Maria – Murillo

Assumption.jpg
Bartolome Murillo

 

 

In Eastern Christianity

In the Eastern Orthodox, Oriental Orthodox and Eastern Catholic Traditions, the Ever-Virgin Mary, the Theotokos, died, after having lived a holy life. Eastern Christians do not believe in the immaculate conception, on the contrary believing that she was the best example of a human lifestyle. Eleven of the apostles were present and conducted the funeral. St Thomas was delayed and arrived a few days later. Wanting to venerate the body, the tomb was opened for St Thomas. It was revealed that the body of the Theotokos was gone. It was their conclusion that she had been taken, body and soul into heaven. While every Orthodox Christian believes this to be true, the Orthodox have never formally made it a doctrine. It remains a holy mystery. The Eastern Orthodox celebrate this event on the 15th of August. The Oriental Orthodox celebrate it on August 22. The feast day of the Dormition (“falling asleep”) of the Theotokos is preceded by a two week fasting period.

[edit] Anglican Recognition of the Blessed Virgin Mary

Mary’s special position within God’s purpose of salvation as “God bearer” (theotokos) is recognised in a number of ways by some Anglican Christians. The Church affirms in the historic creeds that Jesus was born of the Virgin Mary, and celebrates the feast days of the Presentation of Christ in the Temple. This feast is called in older prayer books the Purification of the Blessed Virgin Mary on 2 February. The Annunciation of our Lord to the Blessed Virgin on March 25 was from before the time of Saint Bede until the 18th century New Year’s Day in England. The Annunciation is called the “Annuncation of our Lady” in the 1662 Book of Common Prayer. Anglicans also celebrate in the Visitation of the Blessed Virgin on May 31, though in some provinces the traditional date of July 2 is kept. The feast of the St. Mary the Virgin is observed on the traditional day of the Assumption, August 15. The Nativity of the Blessed Virgin is kept on September 8.

The Conception of the Blessed Virgin Mary is kept in the 1662 Book of Common Prayer, on December 8. In certain Anglo-Catholic parishes this feast is called the Immaculate Conception. Again, the Assumption of Mary is believed in by most Anglo-Catholics, but is in considered a pious opinion by moderate Anglicans. Protestant minded Anglicans reject the celebration of these feasts.

Prayer to and with the Blessed Virgin Mary varies according to churchmanship. Low Church Anglicans rarely invoke the Blessed Virgin except in certain hymns, such as the second stanza of Ye Watchers and Ye Holy Ones. Anglo-Catholics, however, frequently pray the rosary, the Angelus, Regina Caeli, and other litanies and anthems of Our Lady. The Anglican Society of Mary maintains chapters in many countries. The purpose of the society is to foster devotion to Mary among Anglicans.

[edit] Christian Veneration of Mary

 

The oldest-known image of Mary depicts her nursing the Infant Jesus. 2nd century, Catacomb of Priscilla, Rome.

 

The oldest-known image of Mary depicts her nursing the Infant Jesus. 2nd century, Catacomb of Priscilla, Rome.

Catholic, Orthodox and some Anglican Christians venerate Mary, as do the non-Chalcedonian or Oriental Orthodox, a communion of churches that has been traditionally deemed monophysite (such as the Coptic Orthodox Church of Egypt and the Ethiopian Tewahedo Church). This veneration especially takes the form of prayer for intercession with her Son, Jesus Christ. Additionally it includes composing poems and songs in Mary’s honor, painting icons or carving statues of her, and conferring titles on Mary that reflect her position among the saints. She is also one of the most highly venerated saints in both the Catholic and the Eastern Orthodox Churches; several major feast days are devoted to her each year. (See Liturgical year.) Protestants have generally paid only a small amount of reverence to the Blessed Virgin compared to their Anglican, Catholic, and Orthodox counterparts, often arguing that if too much attention is focused on Mary, there is a danger of detracting from the worship due to God alone. By contrast, certain documents of the Second Vatican Council, such as chapter VIII of the Dogmatic Constitution Lumen Gentium [2] describe Mary as higher than all other created beings, even angels: “she far surpasses all creatures, both in heaven and on earth”; but still in the final analysis, a created being, solely human – not divine – in her nature. On this showing, Catholic traditionalists would argue that there is no conflation [3] of the human and divine levels in their veneration of Mary.

 

Nicolas Froment, 1476: a major commission from René I of Naples for the cathedral at Aix-en-Provence shows the apparition in the Burning Bush as the Blessed Virgin in a bower of flaming roses.

 

Moses and the Burning Bush: Nicolas Froment, 1476: a major commission from René I of Naples for the cathedral at Aix-en-Provence shows the apparition in the Burning Bush as the Blessed Virgin in a bower of flaming roses.

The major origin and impetus of veneration of Mary comes from the Christological controversies of the early church – many debates denying in some way the divinity or humanity of Jesus Christ. So not only would one side affirm that Jesus was indeed God, but would assert the conclusion that Mary was “Mother of God”, although some Protestants prefer to use the term “God-bearer”.[citation needed] Catholics and Protestants agree however, that “Mother of God” is not intended to imply that Mary in any way gave Jesus his Divinity.

Both Catholics and Orthodox, and especially Anglicans, make a clear distinction between such veneration (which is also due to the other saints) and adoration which is due to God alone. (The term worship is used by some theologians to subsume both sacrificial worship and worship of praise, e.g. Orestes Brownson in his book Saint Worship. The word “worship”, while commonly used in place of “adoration” in the modern English vernacular, strictly speaking implies nothing more than the acknowledgement of “worth-ship” or worthiness, and thus means no more than the giving of honor where honor is due [e.g. the use of “Your Worship” as a form of address to judges in certain English legal traditions]. “Worship” has never been used in this sense in Catholic literature when referring to the veneration of the Blessed Virgin). Mary, they point out, is not divine, and has only such powers to help as are granted to her by God in response to her prayers. Such miracles as may occur through Mary’s intercession are ultimately the result of God’s love and omnipotence. Traditionally, Catholic theologians have distinguished three forms of honor: latria, due only to God, and usually translated by the English word adoration; hyperdulia, accorded only to the Blessed Virgin Mary, usually translated simply as veneration; and dulia, accorded to the rest of the saints, also usually translated as veneration. The Orthodox distinguish between worship and veneration but do not use the “hyper”-veneration terminology when speaking of the Theotokos. Protestants tend to consider “dulia” too similar to “latria”.

 

Our Lady of Vladimir, one of the holiest medieval representations of the Virgin.

 

Our Lady of Vladimir, one of the holiest medieval representations of the Virgin.

The surge in the veneration of Mary in the High Middle Ages owes some of its initial impetus to Bernard of Clairvaux. Bernard expanded upon Anselm of Canterbury‘s role in transmuting the sacramental ritual Christianity of the Early Middle Ages into a new, more personally held faith, with the life of Christ as a model and a new emphasis on the Virgin Mary. In opposition to the rationalist approach to divine understanding that the schoolmen adopted, Bernard preached an immediate faith, in which the intercessor was the Virgin Mary. “the Virgin that is the royal way, by which the Savior comes to us.” “Bernard played the leading role in the development of the Virgin cult, which is one of the most important manifestations of the popular piety of the twelfth century. In early medieval thought the Virgin Mary had played a minor role, and it was only with the rise of emotional Christianity in the eleventh century that she became the prime intercessor for humanity with the deity.” (Cantor 1993 p 341)

Some early Protestants venerated and honored Mary. Martin Luther said Mary is “the highest woman,” that “we can never honour her enough,” that “the veneration of Mary is inscribed in the very depths of the human heart,” and that Christians should “wish that everyone know and respect her.” John Calvin said, “It cannot be denied that God in choosing and destining Mary to be the Mother of his Son, granted her the highest honor.” Zwingli said, “I esteem immensely the Mother of God,” and, “The more the honor and love of Christ increases among men, so much the esteem and honor given to Mary should grow.” Thus the idea of respect and high honour was not rejected by the first Protestants; but, they came to criticize the Catholics for blurring the line, between high admiration of the grace of God wherever it is seen in a human being, and religious service given to another creature. The Catholic practice of celebrating saints’ days and making intercessory requests addressed especially to Mary and other departed saints they considered (and consider) to be idolatry. With the exception of some portions of the Anglican Communion, Protestantism usually follows the reformers in rejecting the practice of directly addressing Mary and other saints in prayers of admiration or petition, as part of their religious worship of God. Protestants will not typically call the respect or honor that they may have for Mary veneration because of the special religious significance that this term has in the Catholic practice.

Today’s Protestants acknowledge that Mary is “blessed among women” (Luke 1:42) but they do not agree that Mary is to be venerated. She is considered to be an outstanding example of a life dedicated to God. Indeed the word that she uses to describe herself in Luke 1:38 (usually translated as “bond-servant” or “slave”)[36] refers to someone whose will is consumed by the will of another – in this case Mary’s will is consumed by God’s. Rather than granting Mary any kind of “dulia”, Protestants note that her role in Scripture seems to diminish – after the birth of Jesus she is hardly mentioned. From this it may be said that her attitude paralleled that of John the Baptist who said “He must become greater; I must become less” (John 3:30)

 

Assunção na pintura: Gonçalves e El Greco

https://i2.wp.com/www.uc.pt/artes/6spp/imagens/andre-goncalves_assuncao1.jpg

André Gonçalves, 1686-1762

Assunção de Nossa Senhora
c. 1730, óleo sobre tela
Palácio Nacional de Mafra
Mafra, Portugal

 

https://i1.wp.com/members.aol.com/jocatholic/mary11.jpg

El Greco

 

 

(Possíveis ponderações acerca do significado da Assumção – aqui –

mas haverá melhores…)

 

”A Nossa Senhora” – I

Há muito que queria colocar aqui no meu blog, o sublime poema ”A Nossa Senhora”, uma obra prima de António Nobre, e um dos meus favoritos absolutos – assim como estes ”Ave Maria”, fosse aqui, fosse na Lira de Terpsichore.

Espero que tirem o tempo para ouvir.

Sumi Jo – Caccini – Ave Maria 04:00

Ave MariaSumi Jo, está não só a cantar bem, está a rezar.


Jessie Norman – Ave Maria

Jessie Norman at Notre Dame. A Christmas Concert. Charles Gounoud. Orchestre de L’Opera de Lyon. Music Director – Chefdirigent – Diredtion musicale Kent Nagano

Time: 03:57

Sublime, a oração de Gounod.

Segue-se agora aquele que é, por agora, o Poema à Mãe Divina, mais bonito da Terra…

(A este respeito, relembra-se também o livro de Herman Hesse, Narciso e Goldmund… um, que por sua vez, não ”está aqui ao pé de mim…”)

A Nossa Senhora
Ó mística mulher, nascida na Judeia,
Fantasma espiritual da legenda cristã!
Imperatriz do Céu, que para além se alteia,
A Nação de que a Terra é uma pequena aldeia,
E simples lugarejo a Estrela-da-manhã!
Morena aldeã dos arredores de Belém!
Mãe admirável! Mãe do Sofrimento humano!
Mãe das campinas! Mãe da Lua! Mãe do Oceano!
Ó Mãe de todos nós! Ó Mãe de minha Mãe!
Vela do Altar! Casa de Oiro! Arca da Aliança!
Rede do Pescador! Lanterna do ceguinho!
Ó meu primeiro amor! Minha última Esperança!
Amparo de quem vai pela existência, e cansa!
Oblação pura! Silva de ais! Vela de Moínho!
Meu Sete Estrelo! Mar de leite! Meu Tesoiro!
Palácio de David! Ó Torre de Marfim!
Anjo da Perfeição! cujo cabelo loiro,
Caído para trás, lembra uma vinha de oiro,
Que eu desejara ver aos cachos sobre mim…
Grão das searas! Sol d’Abril! Luar de Janeiro!
Luar que ruge os cravos, sol que faz corar a vide…
Alimento dos Bons! Farinha do moleiro!
Auxílio dos cristãos! Vela do marinheiro!
Portas do Céu! Glória da casa de David!
Sol dos dóis! Ãncora ebúrnea! Águia do Imenso!
Vinho de unção! Pão de luz! Trigo dos Eleitos!
Ideal, por quem, a esta hora, em todo o Mundo, eu penso,
No Ar se ergue, em espirais, um nevoeiro de incenso,
E desgraçados, aos milhões, batem nos peitos…
Ó Fonte de Bondade! Ó Fonte de meus dias!
Vaso de insigne Devoção! Onda do Mar!
Coroa do Universo! Asa das cotovias!
Ogiva ideal! Causa das nossas alegrias!
Ó Choupo santo! Ó Flor do linho! Ó nuvem do Ar.
Carne, de Cristo! Cidadela de altos muros!
Santuário da Fé. Lancha de Salvação!
Alma do Mundo! Avó dos séculos futuros!
Fortaleza da Paz! Via-Láctea dos Puros!
Monte de Jaspe! Rosa Mística! Alvo Pão!
Sangue do leal Jesus! Cadeira da Verdade!
Vime celeste! Água do Mar! Pérola Única!
Mulher com vinte séculos de idade
E sempre linda mocidade
Pelas ruas do céu, passas, cingindo a túnica…
Cesto de Flores, Advogada Nossa!
Alvéu de espuma! Cotovia dos Amantes!
Escada de Jacob! Sol da Sabedoria!
Rainha dos Mundos! Pão nosso de cada dia!
Ó véu das noivas! Ó Farol dos navegantes!
Ó Leme da Arca-Santa! Ó Cruz dos sítios ermos!
Toalha de linho! Hóstia de luz! Cálice da Missa!
Modelo da Pureza! Espelho da Justiça!
Estrela da Manhã! Saúde dos enfermos!
Ó Virgem Poderosa! Ó Virgem Clementíssima!
Ó Virgem Sofredora! Óh Virgem Protectora!
Óh Virgem Piedosa! Ó Virgem perfeitíssima!
Virgem das Virgens! Minha Mãe! Nossa Senhora!

(A. Nobre, Coimbra,1889)

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