…não nasci filósofo. Pois vim à filosofia por íntima necessidade, e não sem alheia ajuda. Nasci homem religioso, em quem se não mantém a simplicidade e inocência da fé (…).”; “Se nós definirmos religião como o viver ligado ao absoluto, seja efectivamente seja intencionalmente, devo dizer que esta situação espiritual foi permanente em mim. Abandonei a prática do cristianismo, nunca o sentido central dele. Comecei a filosofar não porque me faltasse a fé, mas porque se me pôs a urgência de esclarecê-la.”[1].

Como de imediato se depreende destes dois testemunhos autobiográficos, o interesse marinhiano pela relação entre Filosofia e Religião não derivou de um qualquer capricho, antes radica no seu próprio percurso espiritual – e usamos este termo, “espiritual”, porque o próprio José Marinho qualifica a sua autobiografia como uma “autobiografia espiritual”

 Filosofia e religião em José Marinho – um artigo de Renato Epifânio, Ler

É uma bela introdução à obra de J.Marinho, e ao seu ”Significado e Valor da Metafísica”.