Capa da Obra PENTECOSTES
Pentecostes [Visual gráfico. – [Lisboa] : Mus. Nac. Arte Antiga, [196-]. – 1 imagem : color. ; 34×28 cm http://purl.pt/6210
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Um artigo por Carlos Nogueira

Cito:

o culto do Espírito Santo foi sempre uma das mais fervorosas devoções das famílias reais nos séculos XIV, XV e princípios do século XVI e este culto, no âmbito popular foi dos mais difundidos em Portugal, e de modo especial na Beira Baixa e Beira Alta. Era celebrado na Semana do Pentecostes e a cerimónia constava da coroação de “um imperador”, uma pessoa do povo pertencente à Irmandade ou Confraria do Espirito Santo, que era eleito, e as festas anuais chamavam-se Festas Imperiais do Espírito Santo, instituídas por D.Dinis e Rainha Santa Isabel.

Repetia-se este ritual todos os domingos até ao sábado de Espírito Santo (ou seja ao 7º domingo depois da Páscoa, que neste ano, por exemplo foi a 11 de Junho e o domingo da Santíssima Trindade no seguinte). Nesse sábado, véspera do domingo do Espírito Santo, ia o imperador acompanhado dos religiosos de S.Francisco e de todo o clero, até à Igreja de Triana, onde feita a oração, continuava a procissão de regresso e a recolher na Igreja do Espírito Santo e aqui benziam-se muitas merendeiras e carne que se repartia pelo povo. Como prova de grande riqueza e fama desta Confraria em Alenquer, sabe-se que entre 1520 e 1577 entraram 1052 confrades novos a somar aos já existentes. Entre eles encontravam-se muitos dos nomes mais nobres e antigos, como por exemplo Damião de Goes, Afonso de Albuquerque, Pedro de Alcaçova Carneiro, Francisco Carneiro, D. Pedro de Noronha, D. Leão de Noronha, a condessa de Linhares, D. Isabel de Lencastre, Lopo Vaz Vogado, D. Manuel de Portugal, Manuel Gouveia, Lançarote Gomes Godinho e muitas outras personalidades.

 

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