A Ilha é, assim, o restabelecimento da Harmonia, de modo que a consagração e a transfiguração mítica dos heróis, que na ilha e pela ilha se opera, são, também e sobretudo, a recolocação do Amor, do verdadeiro Amor, como centro da Harmonia e do Mundo. A Ilha é uma catarse total, não apenas de todos os recalcamentos, mas das misérias da própria História, e das misérias da vida no tempo de Camões e fora dele. É a reconciliação, a transcendência. (SENA, 1980: 76)

 

 

 

 

 

Ler: Imaginário da salvação na ilha dos amores camoniana
José Santiago Naud

...Isso nos impõe a razão da missão terrestre: preparar a Parusia, no exercício fraterno….

 

Ler: O SONHO DO QUINTO IMPÉRIO – MÁRIO MÁXIMO

A filosofia portuguesa não existe sem a poesia. É uma espécie de herança que não admite renúncia nem utilitarismo. As riquezas de tal herança são frugais. Ou melhor, são faustas e imensas, mas no plano da libertação interior. No plano espiritual e metafísico. Talvez no plano místico. Ao nível do profano são mesmo frugais, tais riquezas. Os impérios da filosofia portuguesa não abarcam sujeições. Talvez por isso o efectivo poder político-económico português tenha sido assumido de forma tão efémera e apenas num passado longínquo. Ou seja, que tarda em repetir-se.


Em Muita Letra – Letras à moda do Porto

Estudei, como muitas gerações de portugueses, a obra de Camões na escola preparatória e vem daí a minha aversão por ela. A professora utilizava os versos rebuscados para ensinar gramática aos alunos, obrigando-nos a dividir e identificar as várias orações de cada estrofe. Estava o caldo entornado…

A continuar…

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