I – anestesia peridural pode dificultar amamentação

II – Uma curta ”raportagem” da história do parto nos últimos séculos…

I

Parto com anestesia peridural pode dificultar amamentação, diz estudo

da France Presse, em Sydney

As mulheres que dão à luz com anestesia aplicada em injeção peridural (coluna) podem ter mais dificuldades para amamentar nos primeiros dias do que o daquelas que o fazem sem anestesia, indicou um estudo australiano. O estudo foi realizado com quase 1.300 mulheres e publicado no Jornal Internacional da Lactância.
Segundo os dados, o número de mulheres que deixam de amamentar durante os seis primeiros meses é duas vezes maior do que as que não tomam anestesia.
A epidemiologista Siranda Torvaldsen, da Universidade de Sydney, explica que 93% das mulheres envolvidas na pesquisa amamentavam os filhos na primeira semana.
“Descobrimos que, em um grupo de 1.280 mulheres, aquelas que o faziam apenas de maneira parcial ao fim da primeira semana, em geral, receberam uma anestesia peridural”, declarou.
O estudo também revelou que, além de fatores específicos, 72% das mães que tiveram parto natural continuavam amamentando seis meses depois –contra 53% do outro grupo.
Os autores do estudo explicaram que as substâncias contidas na anestesia podem provocar uma reação de sonolência no bebê, dificultando a amamentação nos primeiros dias.
“O mais importante é que as mães sejam corretamente informadas e aconselhadas para que saibam que se trata de um fenômeno temporário”, declarou Siranda Torvaldsen.

O sublinhado é meu.
Leia mais sobre a anestesia peridural na página Maternidade . Começa por um artigo de uma site que apoia os processos regulares hospitalares de nascimento; aí pode já ler informação médica sobre possíveis efeitos secundários da epidural. Esse artigo é seguido por explicações sobre as desvantagens desses processos em comparação com o parto natural, e sobre mais desvantagens da anestesia epidural.

II

 Esta má raportagem, revela um pouco o ”brincar” dos ”cientistas” e das ”autoridades”, jogando com questões de poder entre si, e manipulando o corpo e o sofrimento atróz da mulher a seu bel-prazer. A barbárie continua nesse artigo que coloco aqui apenas para demonstrar a sua ignorância: na verdade, chamar o uso da anestesia peridural como parto humanizado, é uma perversão do termo, ao serviço ainda de toda a espécie de interesses que não a mãe e a criança.

Por outro lado chamo também a atênção para esse facto referido no final do artigo, de que (isto é no Brasil, onde a cesariana – provavelmente sob influência americana – tem sido massivamente praticada por rotina, para despachar – acompanhada da moda de não amamentar as crianças) a anestesia peridural seja dada em todos os partos naturais em clínicas privadas, mas não às mães nos restantes hospitais, mesmo nos casos em que de facto ela seja necessária. Tudo isto pertence a um mundo de barbaridade, escondido por de trás das portas das salas de parto. É essa barbaridade que está a mudar.

Reportagem:  
Dar à luz sem sentir dor
Por Carolina Cantarino