Continuo a ter dificuldade de me exprimir como deve de ser escrevendo nesta situação, no computador. Atrapalho-me por no meu pequeníssimo écran, não ver o que escrevi. Enfim, tenha um pouco de paciência comigo, se puder… que hei-de aprender. Sinto falta do tacto, com o papel, com a tinta, isso ajudava-me a sentir e a respirar o que escrevo…palavras vivas. Para escrever preciso de um ambiente estético de estado de espírito que não estou a ter com o computador, e pior ainda: com o editor do wordpress! Tudo o que vejo à volta das minhas palavras e letras me perturba. Para mim, todo o escrever é, sempre foi simultaneamente um acto de pintura Zen….Sim. São muitas as questões que sinto a este respeito…

Alguém disse que era impossível escrever poema no computador. Começo a compreender o quanto isso é verdade… e acho que digo a verdade se eu disser que toda a escrita para mim, é como a escrita de poemas.

Existem toda a espécie de paradoxos ainda a resolver, eu que escrevo o que sinto…no facto de haver entre mim e o sentir, toda esta ”aparelhagem”, e depois outras coisas em mim, entraram em conflito com a falta de intimidade no diálogo, ou na reacção de outros, ou no facto de se ir ao Google, e ver lá tudo o que se escreveu aqui – isso é assustador. O facto de eu escrever coisas aqui, é inerente a uma lógica, já que quem for um total idiota, inimigo, digamos que nada tem a ver, não está a ler o que escrevo, por falta de interesse. Ora ver que as coisas aparecem no Google, inclui todas as pessoas…. as que lêem só por curiosidade, as que lêem para roubar… eu sei lá. No fundo só sei escrever de forma total, íntima, como sou…, mas movo-me de lá para cá, e de cá para lá, entre estes paradoxos – que óbviamente outros já ultrapassaram de alguma forma… mas, escrever um ”diário” público, é paradoxal. Ou não?