http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/1570671044/inamaygaskina-20

Incrível. Encontrei o link para o livro ”Spiritual Midwifery”, o qual pensei que nunca mais veria, (emprestei-o…), por ter ouvido boatos há muitos anos de que a ”Farm” já não existiria,etc.. Este livro, que me acompanhou na adolescência – antes de eu ter qualquer contacto com a gravidez… é o segundo livro mais importante que eu conheci, sobre o parto, a seguir ao ”Nascimento sem Violência” de Leboyer. Com muitas fotografias, e descrições de partos, dar-lhe-á algumas ideias preciosas. Aliás, esse livro será mais real para si durante o parto, do que o de Leboyer, que pouco tem a ver com o seu trabalho, que é tanto, como sabemos. O livro de Leboyer é um poema à sensibilidade e vulnerabilidade do ser humano; manda o mundo cego tratar o bébé com amor. Mas antes disso há que o pôr cá fora, e é disso que estamos a falar.

Mesmo quem não se identifique com os hyppies da ”Farm”, deve saber que a maioria da mudança das ideias que médicos e outros académicos estão a começar a ter sobre o Nascimento, se deve na maioria a pioneiros como as parteira da ”Farm”! É uma questão de justiça e coerência, de rigor e exactidão… reconhecer e nomear as nossas fontes de compreensão e conhecimento. Ina May também não seria a primeira, e no seu livro ela não escondeu outras fontes.

O que me interessa, não é de forma alguma fazer publicidade a Ina May. O que me interessa é uma revolução do dar à Luz. Porque a gravidez e o parto, são o início da sim ou não crueldade… Leboyer escreveu ”nascimento sem violêcia”; mas, nascimento sem violência é a condição não suficiente, no entanto, necessária, para uma Terra sem violência. Essa, é a minha visão e a minha certeza.

Em tudo isto, para uma portuguesa, é também necessário realizar uma coisa:

Contrariamente àquilo que resmungamos continuamente há pelo menos um século, a ideia de que lá fora é tudo bom, e em Portugal, é tudo atrasado, é uma ideia falsa. Em relação ao parto, também. Por exemplo existem muitos países onde nem sequer existem maternidades; todos os nascimentos são nos hospitais. Que crime acabarmos com as maternidades. O que devemo é melhorá-las, torná-las mais próximas de um local sagrado e especial para um parto belo e digno. Talvez ainda não estejamos ”assim muito avançados” no crime que fazem a maioria dos outros países de fazer cesarianas a torto e a direito, episetomias por rotina, e outras práticas de intervenção e perturbação do parto natural, por ignorância, e para que tudo seja feito mais rápido, com consequência desastrosas para a mãe. Também em Portugal não se retiram as crianças de ao pé das mães, enquanto que tal é ou era rotina em vários países aos quais chamamos ”avançados”. Também amamentar foi coisa que se tornou, noutros países, a excepção à regra… imagine-se! É verdade que se você souber tudo o que há para aprender nestes livros, e for a um hospital ou maternidade portuguesa – sobretudo se tentar exigir certas condições, e fizer a sua parte, tudo se pode passar de forma razoável. Mas pode crer, faz toda a diferença saber a sua parte, e sobretudo, o quanto pode ser a sua parte.

E além disso, não quer devorar tudo o que tenha a ver com o assunto? Não é apaixonante?

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