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A ILHA DOS AMORES – I

Mês

Abril 2007

Ary dos Santos: Coragem de correr contra a ternura

Poema de Ary, que aqui nesta entrada dedico à memória e em honra de grandes mulheres que, dedicadas a causas maiores para a humanidade, sofreram ignóbilmente na solidão e na obscuridade, como Camille Claudel e Meliva Maric, recebendo, em resposta ao cuidado e dedicação, ao amor e carinho, à grandeza de espírito e ao árduo trabalho – nem reconhecimento, nem uma mão amiga, nem subsistência, nem às vezes, sequer um lar.

Este o poema de amor e gratidão que elas mereciam ter ouvido de seus amantes, de seus maridos …

Quem concorda comigo? E não é grande e belo este poema?
***

Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.

Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.

Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.

em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.

Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.

Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.

Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.

José Carlos Ary dos Santos

Women Running on Beach - Pablo Picasso

Pablo Picasso. Mulheres Correndo na Praia. 1922. Oleó sobre madeira. Museu Picasso, Paris, França


Einstein – Seguinte anotação

http://www.pbs.org/opb/einsteinswife/

Einstein’s wife – The life of Mileva Maric Einstein

Enfim, na verdade quem tenho lido os artigos que referi, e mais este ATÉ AO FIM, isto é, lendo também a defesa, que surge no final, está informado.

The Ombudsman Column

Einstein’s Wife: The Relative Motion of ‘Facts’ By Michael Getler December 15, 2006

Eisntein – Anotações

Einstein e Mileva
Este artigo é em Português do Brasil, e defende que nada de errado existe no facto de anteriormente ”ninguém” ter ouvido falar em Mileva Maric – defende os vários biógrafos anteriores, como Abraham Pais, cuja biografia de Einstein eu comprei logo à sua primeira edição em 1994, em inglês.
Considerando apenas este pequeno factor, o dos anteriores biógrafos – (que se provam, afinal, ser, não pessoas conscientemente desonestas – de forma nenhuma é isso que está em questão – , mas sim, pessoas radicalmente inconscientes de toda uma realidade – afinal, mais real do que aquela que anteriormente era vista, a qual subitamente se revela irreal, parcial, espantosamente perversa, quando se faz brilhar sobre ela uma nova luz) ou os interesses das editoras, já se poder imaginar um pouco a miríade infinita de interesses, e forças poderosas postas em questão, pessoais e sócio-políticas, para revelar o que está na obscuridade, para desenterrar o que está enterrado.

O quão tendencioso o artigo é, revela-se já pelo facto de negar que haja alguma coisa que necessite correção ou estudo. Segundo o autor, toda a conversa se resume a ”sensacionalismo’, e escândalo, ”normal” segundo ele, ”em torno de pessoas de génio”.

Interessante, como este sensacionalismo nunca surgiu, todo este tempo… em torno de Albert – e surge só agora, que alguém falou de Mileva Einstein.

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The Road to Mileva Marić-Einstein: Private Letters

Svenka Savić
Uma análise feminista das cartas dos Einstein, que contém variada informação:

In the last two years, both on the local scientific public scene and in publishing generally, quite a lot of information and articles have been published about Mileva Marić-Einstein (1875-1948), the first wife of the renowned scientist Albert Einstein, the first woman from this region to obtain a degree in mathematics and physics at the Scientific College in Switzerland. The basic intention of the papers was to specify to what an extent Mileva Marić was unjustly neglected when it came to recognising her contribution to physics, and also to discuss the extent of her contribution to new twentieth-century theories in the field of physics was. By “new theory” we mean the special theory of relativity (STR), made public in 1905 in the German periodical Annalen der Physik, undersigned by Albert Einstein only. There exists the controversial testimony of a Soviet National Academy member, Jofe, saying that he saw a manuscript in the editorial office signed by A. Einstein – Marity, which made him think there had been two authors.
We have been following articles about Mileva Marić-Einstein in the local daily “Politika” and have come to some conclusions about the (mis)use of a knowledgeable woman for particular aims in society.

http://www.zenskestudie.edu.yu/wgsact/e-library/e-lib0027.html

Mileva Maric Einstein – In Appreciation:

http://www.geocities.com/cherzenberg/Mileva_Maric_Einstein.html

OS Einstein – 1

Lamento mais uma vez não ter o tempo para traduzir a maioria dos artigos aqui publicados em inglês; ou para redigir os meus próprios artigos sobre o assunto. Entretanto desejo reunir e disponibilizar certa informação que considero crucial. Quando abordo assuntos polémicos, estou consciente dos vários lados… e, mais do que dizer as minhas próprias opiniões, é importante PRIMEIRO trazer o material disponível à luz do dia.

MILEVA MARIC EINSTEIN


(1875-1948) SHE DIED ALONE AND PENNILESS. BUT SOME SCHOLARS SAY THIS LITTLE KNOWN SERBIAN WOMAN CONTRIBUTED TO THE THEORY OF RELATIVITY.’How happy I will be when the two of us together will have brought our work on the relative motion to a victorious conclusion.‘ A young Albert Einstein wrote these words to his first wife Mileva shortly before publishing the Theory of Relativity. The release of letters like this one has scholars arguing over Mileva’s contribution to relativity. They met at Zurich’s prestigious Swiss Polytechnic School. Mileva was the only woman in the class, and only the fifth in the school’s history. The daughter of a wealthy Serbian family, Mileva excelled at physics and math, and was devoted to her studies until she met Albert Einstein. The two brilliant scientists fell in love. They lived and worked together. But more interested in their own work than their classes, both failed their final exams. Einstein passed on a second attempt. Unmarried and pregnant, Mileva failed hers again. Einstein never met his daughter…and no one is sure what happened to the baby. Einstein and Mileva later married and had two sons. Mileva focused her energies on Albert’s career. Some scholars believe Mileva did the math for the Theory of Relativity, others say she corrected Einstein’s math, and still others claim she was even more deeply involved. The paper outlining the theory is signed with a hyphenated name Einstein-Marty, the Hungarian form of her maiden name Maric. Before the work was published Albert Einstein left his wife and two sons. He never acknowledged his first wife or her work. He did however give Mileva all of the Nobel Prize money. The money didn’t last long. Mileva was sick, and caring for their mentally ill son. Einstein went on to great acclaim, but he never again produced physics equal to the work he did while married to his first wife and collaborator, Mileva Maric.Credits: Mileva Maric image is courtesy of the Tesla Memorial Society of New York.
For more information, please visit:

http://www.teslasociety.com/Mileva.htm
http://www.pbs.org/opb/einsteinswife/

 
 

Dinheiro é o que não falta…

Março 20th, 2007 – 80 milhões para dormir
Os portugueses gastaram no ano passado mais de 80 milhões de euros em comprimidos sedativos, hipnóticos e para a ansiedade.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=20600&op=all


Camões: A ilha dos Amores

Ler CANTO IX, A ILHA DOS AMORES, d’ Os Lusíadas:Infelizmente, ainda sem anotações ou ilustrações, mas nuzinho, lá está. Já é alguma coisa…

Significados da Ilha dos Amores

A Ilha é, assim, o restabelecimento da Harmonia, de modo que a consagração e a transfiguração mítica dos heróis, que na ilha e pela ilha se opera, são, também e sobretudo, a recolocação do Amor, do verdadeiro Amor, como centro da Harmonia e do Mundo. A Ilha é uma catarse total, não apenas de todos os recalcamentos, mas das misérias da própria História, e das misérias da vida no tempo de Camões e fora dele. É a reconciliação, a transcendência. (SENA, 1980: 76)

 

 

 

 

 

Ler: Imaginário da salvação na ilha dos amores camoniana
José Santiago Naud

...Isso nos impõe a razão da missão terrestre: preparar a Parusia, no exercício fraterno….

 

Ler: O SONHO DO QUINTO IMPÉRIO – MÁRIO MÁXIMO

A filosofia portuguesa não existe sem a poesia. É uma espécie de herança que não admite renúncia nem utilitarismo. As riquezas de tal herança são frugais. Ou melhor, são faustas e imensas, mas no plano da libertação interior. No plano espiritual e metafísico. Talvez no plano místico. Ao nível do profano são mesmo frugais, tais riquezas. Os impérios da filosofia portuguesa não abarcam sujeições. Talvez por isso o efectivo poder político-económico português tenha sido assumido de forma tão efémera e apenas num passado longínquo. Ou seja, que tarda em repetir-se.


Em Muita Letra – Letras à moda do Porto

Estudei, como muitas gerações de portugueses, a obra de Camões na escola preparatória e vem daí a minha aversão por ela. A professora utilizava os versos rebuscados para ensinar gramática aos alunos, obrigando-nos a dividir e identificar as várias orações de cada estrofe. Estava o caldo entornado…

A continuar…

Hipocrisia sustentável

May 2007 issue

   
 

Hipocrisia sustentável…e rentável

Num artigo sobre densenvolvimento sustentável, Jeffrey D. Sachs declara: ”The key to solving the climate change crisis is technology”.

As tristezas da Ilha dos Amores…

3 Citações de Thoreau, Rousseau, e Borges

If a man does not keep pace with his companions, perhaps it is because he hears a different drummer. Let him step to the music which he hears, however measured or far away.

— Henry David Thoreau

I think we cannot too strongly attack superstition, which is the disturber of society; nor too highly respect genuine religion, which is the support of it.

— Rousseau

The most extraordinary man – if we admit such superlatives – was that mysterious subject of Charles XII, Emanuel Swedenborg’

– Jorge Luis Borges

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