Indonesian students protesting the French government's banning of the use of ...

Indonesian Students

REUTERS – Wed 07 Mar, 08:28 PMIndonesian students protesting the French government’s banning of the use of religious attire such as the Islamic Hijab, in Jakarta, January 23, 2004. Canadian Muslims may launch a human rights complaint against football’s governing body after a Quebec referee ordered an 11-year-old girl to quit a tournament for refusing to remove her hijab. REUTERS/Supri en/TW ”

Primeira questão:

Acho que todos podem ver pelo título do meu artigo: quem rejeita o direito, e retira a outros o seu direito, não pode exigir direito! Está a usar como argumento e motivo para adquirir o seu direito, o mesmo argumento e motivo que ele próprio rejeitou anteriormente.

Apesar de isto parecer óbvio, é extraodinário ver como na prática, não o é.

As culturas surgem de uma comunhão muito especial dos hábitos, da língua, de aprendizagens e vivências. Permiti-las, respeitá-las e até ser militante, como eu o sou, pela sua existência e protecção, nada tem a ver com apoiar a atrocidade.

A atrocidade e o barbarismo são a atrocidade e o barbarismo – não se trata do ”direito” de rezar ou não rezar, de religião ou não religião, trata-se do direito de fazer ou não fazer atrocidades e horrores às mulheres e crianças.

Por exemplo, (entre tantos outros) a Inquisição torturou pessoas, sobretudo mulheres (embora os homens queimados, sejam muito mais vezes mencionados). Tal não foi usufruto de um direito religioso, mas sim contra os direitos humanos. Tivessemos tido algures uma autoridade que soubesse tal ter proibido com base nos direitos humanos mais básicos. Estejam muitos dos que mencionam as torturas da Inquisição, (aliás na maioria das vezes como argumento comprovativo da barbaridade da religião), mais preocupados com as torturas que hoje se praticam, pelos poderes seculares!

Vulvas cortadas não são um direito a que se tem direito. Órgãos sexuais amputados, e morrer-se apedrejada (porque se mostrou a franja, ou qualquer outro motivo), dói, e é um horror em todas as culturas.

Segunda questão:

Direito, é o direito de lutarmos pela verdade- e isso inclui lutarmos contra o facto de as nossas irmãs, mulheres de todo o mundo, serem educadas sendo programadas e condicionadas para a mentira e para a escravidão. Mas isso inclui fazermos nós o nosso trabalho de casa, que é:

Compreendemos até que ponto nos acontece a nós a mesma coisa? Somos capazes de reconhecer EM QUE É QUE nós fomos condicionados e programamdos? Aprofundámos este fenómeno do condicionamento e da programação humana?

Isso é a condição para podermos ajudar aquelas pobres criaturas na foto, e os milhares de crianças (RAPARIGAS) barbaramente amputadas da parte mais extraordinariamente sensível do seu corpo (a sangue frio, também). Porque até lá, muito infelizmente, sem o sabermos, podemos estar a ajudar o lado contrário ao que pensamos estar a ajudar.

Parece que afinal, ainda não fizemos o nosso trabalho de casa: só essa pode ser a razão dos males do islamismo, e outros, afinal, se terem multiplicado milhares de vezes, sob os nossos olhos, que pretensiosamente, estariam abertos, e apesar  dos dedos apontados dos intelectuais, filósofos e artistas de todo o mundo, repetindo avisos e mais avisos, desde à mais de um século.

 

 

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