Vincent, numa carta ao seu irmão Theo (19 junho 1888):
No azul profundo as estrelas eram cintilantemente esverdeadas, amarelas, brancas, cor-de-rosa, de um brilhante mais vítreo do que em casa* – mesmo em Paris: chame-se-lhes opalas, esmeraldas, lapis lazuli, rubis, safiras.
Certas estrelas são amarelo-limão, outras têm um rubor rosa, ou um verde ou azul ou um brilho que não se esquece. E sem querer alargar-me neste assunto torna-se suficientemente claro que colocar pequenos pontos brancos numa superfície azul-preta não basta.
Visto aqui
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Theo van Gogh para Jo Paris 9-10 Fevereiro de 1889
Sua mente tem estado ocupada à muito tempo com problemas insolúveis da sociedade moderna, e ele ainda está lutando contra isso com seu bom coração e bondade. Seus esforços não foram em vão, mas provavelmente não viverá para vê-los frutificar e quando as pessoas entenderem o que ele disse em suas pinturas, será muito tarde. Ele é um dos pintores mais avançados no tempo e é difícil entendê-lo, mesmo para mim, que o conheço intimamente. Suas idéias são muito amplas, examinando o que é humano e como alguém deveria olhar para o mundo, este deve primeiro liberar-se de todo o passado ligado ao convencional para entender o que ele está tentando dizer, mas eu estou certo que ele vai ser entendido no futuro. Só é difícil dizer quando.
Já nem sei onde vi isto.
[...] * Fiz uma correção grande neste postal, retirando o que se referia aos excertos de duas carta, que eu citara de duas sites. Fui em busca da referida ”carta de 19 de Junho de 1988”, e não a encontrei.. O mesmo para a ”carta de Theo de Fevereiro de 1989”. Poderá dar-se o caso do sítio das cartas de van Gogh não estar completo, mas até eu ver essas cartas, tudo indica que sejam uma falsa mistela. Deixo aqui o registo dos, em toda a probabilidade, falsos textos. [...]