Apesar de já nessa altura, ser uma apaioxanada pela poesia, não gostei dos poucos Lusíadas que estudamos na escola. Sentia uma aversão íntima e expontânea (nada que me fosse ensinado) à maneira como os indígenas eram referidos, no seu total.
Em segundo lugar, também não gostava do poema ”construído” à força. Das voltas completamente visíveis à frase e ao verso, para encaixar num efeito pretendido, exterior à ideia ou sentimento. Detestava praticamente toda a poesia em rima! Achava-a retorcida, forçada, falsa. Um fingimento. E eu não acreditava que o poeta fosse um fingidor…
Apesar de desde os 13 a poesia ser a minha maior companhia, só muito tardiamente me interessei pela poesia rimada….
Tenho bastante admiração e curiosidade por pessoas que tiveram um trajecto diferente.

Lira de Terpsichore
Elementos de Filosofia Moral – James Rachels



Obrigada ao Réprobo - Paulo C.P.: